CAUSOS DE JUNDIAHY

Salve, Jundiaí formosa, cidade feita de rosas, saudades vou levar...(Lamartine Babo)




JUNDIAHY, 400 ANOS


* Lembrete: não deixe de ver as fotos nas seções

Museu de Rua

Sebo Jundiaí

Soapha


Os povos indígenas que habitavam as colinas entre os rios Jundiaí, Guapeva e do Mato, depois de milhares de anos de isolamento continental, foram atingidos pela primeira globalização em 1615, data em que o brasão oficial indica como fundação da vila de Jundiahy, reconhecida meio século depois pela Coroa Portuguesa. A superação dos oceanos, empreendida pelos ibéricos no século anterior, criava uma nova raça mestiça que falava uma língua geral misturada com o idioma nativo (chamada nheengatu) que formou o nome do lugar em alusão aos bagres jundiás, abundantes nessas águas.


Mas a ordem era claramente colonial, como mostravam as primeiras referências com o Largo do Pelourinho e o Largo da Matriz. Na economia, o desenvolvimento era precário porque a colônia brasileira estava integrada naquela globalização do açúcar concentrada no Nordeste (e também no Caribe) integrando-se com a África no aspecto da mão de obra compulsória.


A escravidão, intensificada no sudeste do país apenas com a descoberta de ouro e pedras preciosas nas montanhas das Geraes, era mantida a ferro e fogo como mostra um pagamento aprovado pela Câmara de Jundiahy em 1754 para um capitão do mato vindo da vila de São Paulo com sua tropa para acabar com um quilombo criado nas paragens de Ytupeva, incluindo a exibição das cabeças de seus líderes em estacas na antiga estrada real.


Ao mesmo tempo, o aumento de impostos cobrados em nome da reconstrução de Lisboa após um terremoto, a partir de 1757, na passagem pela vila das caravanas de comércio ou de mineração no posto fiscal que deu origem ao nome de Barreira, ilustra a germinação de motivos do movimento republicano que trinta anos depois resultaria na repressão da chamada Inconfidência.


No chamado “mato grosso de Jundiahy”, que inicialmente envolvia todas as matas existentes da vila até a divisa do rio Grande (no extremo oeste do atual estado de São Paulo), outras vilas foram surgindo a partir do avanço das caravanas que geralmente passavam pela posteriormente chamada Ponte de Campinas.


Mas a decadência da mineração deixou amplos vazios ocupados por posseiros na criação da chamada “cultura caipira” que envolvia não apenas a economia não-financeira das trocas de produtos (como ovos, frutas, bebidas caseiras, linguiças, tecidos e muitos outros) como também a organização social que resolvia as grandes lidas com “mutirões” e os encontros comunitários de gente dispersa nas festas dos chamados “bairros rurais”. O centro urbano era apenas uma referência principal, muitas vezes vazio a não ser nas ocasiões especiais.


A economia do café, na virada dos anos 1800, levou a uma nova concentração de terras em latifúndios que tornaram os grandes fazendeiros uma parte central da elite governante depois da independência, como ocorreu com Antonio de Queiroz Telles, tornado Barão de Jundiaí em uma fase onde recebeu por duas vezes o imperador Dom Pedro II em seu casarão (Solar).


Marcada pelas antigas estradas coloniais para São Paulo, para Pirapora e Santana do Parnaíba, para São João de Atibaia, para São Carlos (depois Campinas) e para as Minas Geraes, a agora cidade de Jundiahy tornou-se um ponto estratégico para as novas ferrovias estimuladas pela Inglaterra para a exportação do estimulante de cafeína para seus operários. Os trilhos, inicialmente consumindo florestas inteiras em suas caldeiras, ligaram a partir de 1867 a cidade de Jundiahy a Santos, ao Interior Paulista, a Bragança ou a Ytu.


Com apenas uma parte dos escravos africanos libertos para a função e com uma forte resistência dos “caipiras” (mesmo expulsos de suas posses por títulos fabricados por grileiros) a trabalhos de horários fixos, a demanda da ferrovia e depois das primeiras indústrias como as têxteis buscou mão de obra excedente da Europa, em especial dos italianos, para a nova fase. Envolvidas em todas essas iniciativas, as elites de Jundiahy dividiram-se entre a lealdade ao Império e a adesão à República para manter o status quo.


Mas, ao mesmo tempo, esse novo caldo cultural levou a um novo momento de participação social nos rumos da cidade com a organização da comunidade negra (1897), o surgimento de escolas públicas (1897), a pioneira greve operária do país (1906), a consolidação do ludopédio ou “foot ball” (1909), e também de hospitais, bibliotecas, cinemas, teatros, bandas de música. E até da eletricidade que substituiria os lampiões urbanos a gás e os hortos de eucalipto pensados como solução para o desmatamento dos trens.


Com essa globalização embasada no café, que teria sua decadência apenas a partir da crise de 1929, Jundiahy expandiria a ocupação de suas colinas centrais também com indústrias e vilas de trabalhadores, formando um cotidiano bem mais urbano do que nos séculos anteriores.


Mas ainda em 1932 as tropas mineiras que chegaram à cidade no conflito constitucionalista foram recebidas pacificamente com prendas oferecidas em chácaras situadas na ladeira atrás do Cemitério Nossa Senhora do Desterro (este, de 1878, não oculta o fato de ossadas de sepultamentos anteriores estarem espalhadas por toda a região central).


Já durante o longo governo de Getúlio Vargas, em 1934, a área interfluvial do centro de Jundiahy mostra uma nova identidade com a grande repercussão da sua primeira Festa da Uva, projetando uma imagem de desenvolvimento tanto agrícola como industrial a todo o país. Mais tarde, em 1945, a participação de moradores da cidade na Segunda Guerra Mundial traz anseios de mais democracia para o cotidiano (algo que já deveria ter sido cogitado pelos subalternos enviados para a Guerra do Paraguai, no século anterior, mas em contexto ainda escravista).


Entra em cena nesse período da redemocratização um novo tipo de planejamento urbano, que antecipa a chegada das rodovias com um parque especialmente dedicado à festa e um ginásio esportivo em concreto armado nas áreas do entorno que fariam a ligação com a nova autoestrada estadual. E também os primeiros laivos da consciência ecológica com o início das desapropriações na serra e os avanços no fornecimento de água tratada.


Em 1964, quando um golpe civil-militar derruba o governo eleito de esquerda no país, o centro de Jundiahy contava com um quartel do Exército (e outro já havia se mudado para uma área próxima no entorno). Diversos líderes sindicais ou mesmo pessoas com contatos censurados por motivos profissionais são afastados e, em alguns casos, exilados.


Mas o centro histórico das colinas entre rios, a essa altura também transformado em um polo de comércio regional, segue marcando sua expansão para as várzeas desses rios (que a engenharia já havia “retificado”, ou seja, tornado retos sobre suas antigas curvas naturais) com novos “caipiras” do interior chegando para a massa operária. E também criando grandes momentos públicos. Um deles aconteceu em 1978, quando algumas milhares de pessoas mobilizadas bem antes da internet se reuniram no Largo Santa Cruz para uma passeata musical até as montanhas pela proteção da Serra do Japi, que foi alcançada poucos anos depois.


Se a globalização entrou na crise do petróleo de 1982, esse centro ignorou o contexto ao viver a sua primavera da redemocratização e da revolução comportamental naquele momento. Com uma cultura que ainda mantinha resquícios do “ó” que substituía localmente o cumprimento de “oi” de outros lugares, a vida nesses anos teve uma explosão de feiras culturais, de espetáculos inesquecíveis, de debates apaixonados e de encontros e reencontros possíveis ainda a um centro urbano formado pelas colinas entre rios de sua área histórica e por seu entorno formado pelos bairros secundários mais antigos.


Na década de 1990, o legado dos séculos parecia estar arrefecendo com a mudança de sede do governo municipal e também de focos comerciais, culturais e econômicos para fora desse centro histórico entre rios. Depois de terem resistido por incontáveis anos, referências como casinhas de bandeirantes na rua do Meio (atual Senador Fonseca) ou a chamada Casa do Sal na travessa do Pelourinho (atual Engenheiro Monlevade) haviam desaparecido.


Entretanto, os movimentos pelo equilíbrio já haviam começado mais de vinte anos antes com as medidas que “salvaram” da demolição as referências ainda presentes como o Teatro Polytheama, o Solar do Barão e muitas outras. E iniciativas coletivas ou particulares da comunidade nesse sentido continuaram em andamento.


No século XXI, tornou-se visível o efeito benéfico do “anel de proteção” criado a partir de propostas das décadas de 1950 e 1960 para esse centro histórico entre rios, que usou as antigas matas ciliares para as avenidas marginais do rio Jundiaí, do córrego do Mato e, neste caso, pela avenida José do Patrocínio (tendo a área central completada rua Atílio Vianelo e pela rua Dora Franco).


Mas a globalização também continuou presente, como na integração de Jundiahy na macrometrópole paulista que torna-se um dos centros econômicos globais e provoca uma corrida imobiliária que ameaça a diversidade sociocultural e arquitetônica do centro histórico e de seus ainda numerosos núcleos residenciais.


O potencial turístico, comercial, gastronômico e cultural, ao lado dos aspectos históricos e populares, continua inspirando um lugar fascinante. Continuam ainda nessa área os seus largos, as suas ladeiras, as suas pequenas vilas, as suas praças e muitas de suas atrações que fazem parte da memória jundiaiense e os altos e baixos da sua história e de cada um de nós.


E agora com os desafios da valorização dos pedestres, da acessibilidade universal, do combate à pressão dos automóveis, das transformações cuidadosas, da inclusão social, da conservação da paisagem e do estímulo a formas criativas da economia. São muitos, mas também o são aqueles corações que torcem para Jundiahy, esse centro histórico entre rios da moderna Jundiaí, entrar bem nos seus próximos 400 anos.




A ONDA TUPI   

Jundiahy é um termo de origem no tronco linguístico tupi - que formou muitos idiomas no período pré-colombiano, ou seja, antes da invasão de Pindorama pelos portugueses e outros europeus. Dessa maneira, Jundiahy é tanto o centro interfluvial histórico como o próprio nome da bacia hidrográfica. Traduzido para a língua portuguesa é Rio dos Jundiás. Uma das primeiras referências locais da vila, depois da capela apontada tradicionalmente como o marco zero, foi o pelourinho no lugar chamado posteriormente de largo do Quartel. Mas vestígios de cemitérios indígenas no largo do Fórum, apontados na década de 1980 pelo pesquisador voluntário Francisco de Matheo (Kiko), indicavam que já existia uma ocupação anterior da área por povos nativos.   


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Neste detalhe do brasão municipal dá para notar um índio mais alto que as árvores (usado como símbolo na campanha pelo tombamento da Serra do Japi em 1981) e um rio repleto de jundiás abaixo da fortificação colonial. São duas coisas que não devem ficar fora de um papo sobre o centro histórico interfluvial.



A ONDA PORTUGUESA 

O belo livro de Júlia Fernandes Heimann,  confirma que a origem de Jundiahy é complicada mesmo. "Não foi fundada; surgiu de um povoamento espontâneo, oriundo da caça aos índios pelos bandeirantes para o trabalho escravo".

Em linguagem simples, ela aborda nessa parte também as teorias diferentes sobre esse povoamento: historiadores que dizem que o início data do ano de 1615, outros que se deu em 1639 e ainda há quem afirme que aconteceu em 1650, dez anos após Portugal ter se libertado da coroa da Espanha. E cita que o primeiro historiador a tratar do surgimento de Jundiahy foi Pedro Taques, mas seus originais desapareceram no terremoto que atingiu Lisboa em 1755. Outros nomes lembrados são de pesquisadores locais como Alceu de Toledo Pontes, Mário Mazzuia e Geraldo Tomanik, entre outros.


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O livro foi publicadoo pela editoral In House,


A ONDA AFRICANA 

Menos de cem anos depois do surgimento da vila colonial sobre as anteriores terras indígenas (o pesquisador amador Francisco de Matheo encontrou vestígios de cemitério indígena na área do largo da Catedral ao largo São Bento, na década de 1980) as fazendas e o trato de cavalos já começavam a utilizar o trabalho de imigrantes africanos, traficados pelo regime econômico do trabalho escravo. No século XVIII essa população já era bastante expressiva. 

Vida e Morte do Escravo na Jundiaí Setecentista - Uma comunicação de pesquisa no quarto encontro "Escravidão e Liberdade no Brasil Meridional" (realizado em maio de 2009 na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba), mostra um olhar da vida local em 1771 e 1775 por Valter Joaquim Lusvardi Júnior, bolsista de história no Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio, de Itu. Em pesquisas feitas no Museu Histórico e Cultural de Jundiaí ele mostra que existe muito material esperando por novos estudos, como a história do século XVIII.  Ele notou que a Câmara de Jundiahy ordenou a limpeza da cidade para a páscoa de 1771, ficando os senhores encarregados de orientar seus escravos e os "forros" (negros livres) encarregados da praça da Matriz, na prática colocados ao lado dos escravos. Em setembro, ordenou o conserto da ponte Yguapeva, que ligava Jundiahy a São Paulo, com o custo repartido entre moradores. Não sabemos se é a antecessora da Ponte Torta. O fato é que o custo era o tempo de trabalho dos escravos. Por outro lado, casamentos nesse período mostram que existiam relacionamentos entre afrobrasileiros de diversos senhores diferentes (incluindo padrinhos de outros), implicando em uma rede de relacionamentos regionais e até com gentes das Minas Gerais. Finalmente, o pequeno estudo indica de em cinco anos foram registradas as mortes de mais de 150 afrobrasileiros, indicando  uma população surpreendente naquela época.  Clique no título para abrir o documento completo.

Passada a fase mais intensa das tropas de animais, em 1870 o historiador Manual Eufrásio de Azevedo Marques descreveu o local  "como sendo um povoado ainda muito simples, situado a noroeste da capital, sobre uma extensa e aprazível colina", como registrou a historiadora Elizabeth Filippini no site Ecco. Tinha uma população de 7.805 habitantes voltados mais para a agricultura . Plantavam-se principalmente o café, a cana, os cereias e o algodão de boa qualidade, "sendo este último de reconhecida superioridade aos de muitos lugares da província".



Deu no New York Times  (abril de 2011)

Por estes dias, encontrei uma antiga citação a Jundiaí no jornal dessa bela cidade norte-americana. O fato aconteceu porque, de vez em quando, busco coisas com o nome clássico da nossa cidade, que uso em um espaço eletrônico para identificar a importância do centro histórico interfluvial entre os rios Jundiaí, Guapeva e do Mato, que delimitam a maior parte da vida “urbana” entre 1650 e 2000.

Pois o artigo do NYT, mantido com os caracteres tipográficos de época, era de 9 de agosto de 1883. E o título era “The last of the civilized countries in which slavery exists”. Em tradução livre, o último dos países civilizados onde a escravidão existe. Não há o nome do autor, apenas o registro de que era correspondente do jornal inglês “London Times” e que escrevia de Jundiahy, em São Paulo.

Dá o que pensar. O artigo lembra que o Brasil atingiu o maior número de escravos entre todos os países ditos civilizados (vale lembrar que a data do texto ocorre menos de vinte anos após o fim da guerra civil entre norte e sul dos Estados Unidos) e que desde 1531 os conquistadores portugueses iniciaram a escravidão com os aborígenes nativos chamados no texto de caboclos.

Os navios vindos da África, onde muitos brasileiros atuavam nos postos de troca de escravos com os reis locais no litoral foram proibidos pelo governo independente de Dom Pedro 1º em 1830. Como ocorre até hoje, a ilegalidade não suspende atividades que são lucrativas ao ponto de um navio ou uma carga humana perdidos não ameaçarem o lucro do negócio.

Somente em 1871, quando o governo imperial já era de Dom Pedro 2º, a campanha abolicionista urbana e a resistência dos quilombos rurais obteve a lei da liberdade para todos os filhos nascidos de escravos (o “ventre livre”), mas quando chegassem a 21 anos de idade. Lembremos que o texto está sendo escrito em Jundiahy em pleno calor da campanha pela abolição, que viria seis anos depois, junto com a imigração italiana liderada em São Paulo por nomes dessa então pequena cidade. 

Também é notado que nessa época o tráfico de escravos passou a ser interno, com a mão de obra ociosa na decadência do açúcar no Nordeste sendo vendida para a afluência do café no Sudeste. Uma outra lei, rejeitada por alguns anos nas assembleias provinciais (estaduais) dominadas pelos grandes fazendeiros, passou a cobrar taxas desse comércio de pessoas no valor correspondente a 150 a 200 libras esterlinas, que obviamente eram dribladas com subfaturamento. A proporção se invertera e os filhos de escravos que fizeram fortunas ao norte encontraram a liberdade (sem compensações) no sul abolicionista e republicano, embora ainda escravocrata. Faz pensar.




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O livro publicado pela Prefeitura Municipal de Jundiaí em 2002, com uma versão resumida do estudo arqueológico de Walter Morales Fagundes, antropólogo que pesquisOU junto ao Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, é encontrado na Prefeitura e em sebos e bibliotecas mas não está disponível para download gratuito na internet...



A ONDA FERROVIÁRIA 

O ainda pequeno mas extenso povoado já contava com a extremidade da primeira estrada de ferro, construída em 1867 pelos ingleses da São Paulo Railway entre Jundiahy e o porto de Santos em uma economia voltada para a exportação do café, com acesso ao centro histórico realizado através de bondes pela chamada Ponte Torta. 

A maior transformação aconteceu em 1872, quando liderada por fazendeiros foi inaugurada a Companhia Paulista de Estradas de Ferro para a ligação com o interior da província.  O uso do trabalho assalariado pelas ferrovias, embora sem dias de folga ou jornadas limitadas, levou muitos trabalhadores escravos para a alforria antes da Abolição e permitiu o surgimento do clube negro mais antigo em atividade no estado de São Paulo. Além de uma série de marcas em Jundiahy - o futebol, o gabinete de leitura, o clube recreativo, a banda, a cooperativa, a escola técnica, etc. - a Companhia Paulista tornou-se em meados do século XX, segundo alguns analistas, uma das primeiras ferrovias em qualidade do mundo ocidental. Durou exatamente 100 anos até sua estatização pelo governo paulista em 1971. 

A origem da Previdência - Alguns anos mais tarde, em 1906, uma das primeiras greves operárias do país deixou dois mortos no largo do Fórum e também repressões em fábricas do pólo têxtil da Vila Arens, surgidas perto da estação, e também de estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco da atual USP  (na capital, que fez manifestações de apoio a Jundiahy). O movimento aconteceu contra um desconto de 30% dos salários para uma caixa de pensão e por condições básicas de trabalho. Posteriormente, o deputado e fazendeiro local Eloy Chaves formulou a primeira lei da Previdência em 1923. Se você quiser saber como esse episódio repercute no futuro da Previdência, dê uma olhada na fala de Antonio Galdino nas NOTAS.


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Jornal O Estado de São Paulo, 17/09/1909
(Jundiahy) - Foram recebidas hontem, durante o dia, na estação da Companhia Paulista nesta cidade, 71.178 saccas de café, sendo 63.731 despachadas para Santos e 7.447 para S. Paulo. (pág. 4 col. 1)


Jundiahy estava na República

 

Na manhã de 17 de abril de 1873 uma locomotiva fumegante partiu da estação da São Paulo Railway, em Jundiaí, ao som de fogos de artifício e banda de música para inaugurar a estrada de ferro Ituana (mais tarde conhecida como Sorocabana). A viagem também foi usada como senha para a famosa Convenção Republicana de Itu, colocando a cidade no mapa da mudança de governo do século 19.

 

Essa história é contada pelo pesquisador Geraldo Barbosa Tomanik, então diretor do Museu Histórico e Cultural, no livreto “O Ideal Jundiaiense no Movimento Republicano”, publicado no centenário do regime em 1989 pela Secretaria de Cultura.

 

De acordo com o autor, a convenção foi realizada em Itu na residência de João Tibiriçá Piratininga, justamente o sogro de Antonio de Queiroz Telles, o Conde do Parnaíba, que era filho do monarquista Barão de Jundiaí. Mas não era um movimento apenas de fazendeiros, que dominavam a política da época. O manifesto republicano havia sido lançado em 1870 por Américo Braziliense de Almeida Mello e seus núcleos já se espalhavam por várias cidades, tendo Francisco de Paula Cruz como representante de Jundiaí na comissão estadual.

 

A importância da cidade já era, digamos, logística. Além da extremidade da ferrovia criada em 1865 em parceria de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, com os ingleses para escoamento do café, estava se tornando o mais importante entroncamento de transportes do estado. Apesar de republicano, Queiroz Telles chegaria a presidente da província ainda no Império, em 1886, e implantaria os núcleos de imigração italiana.

 

Tomanik narra que os participantes “brancos” da convenção reuniram recursos para pagar a libertação de uma escrava que surgiu na porta do evento. Em 1874 já estava organizado o PRP (Partido Republicano Paulista) que desencadeou a mudança. No ano seguinte, uma nova visita do imperador Dom Pedro 2º a Jundiaí, ao contrário de1847, enfrentou resistência na Câmara Municipal aos gastos necessários por parte dos vereadores Cruz e Joaquim Feliciano de Godoy. Na visita, ele hospedou-se no atual Solar do Barão. O imperador ainda faria nova visita em 1886.

 

Em 17 de novembro de 1889, a ata da sessão da Câmara Municipal registrava a presença dos vereadores João Batista Gomes de Siqueira, Luiz Estevão de Siqueira, Joaquim Pereira Guimarães e José Martins Guimarães no juramento do governo provisório da cidade, formado pelo coronel Joaquim de Siqueira de Moraes, Antonio Hypollito de Medeiros e Luiz Antonio de Oliveira Cruz. Na época, a cidade tinha a estimativa de 15 mil habitantes.

 

"Nas formas de governo baseadas na desigualdade, o Estado ou a coisa pública (res publica, em latim) não é senão o patrimônio de um só ou de um pequeno número, porque não existem cidadãos. A grandeza da concepção republicana é que a coisa pública é o patrimônio de todos os membros do corpo social, não se conhecendo outra autoridade senão a vontade geral livremente expressa. Os seus princípios fundamentais são o interesse da Pátria, a igualdade legal, a justiça e o direito", escreveu Tomanik.    


(publicado no jornal BOM DIA em 15/11/10. O texto original foi publicado em parceria com o editor deste site)



A ONDA ITALIANA 


Com a proibição do governo imperial de Pedro II para a vinda de afroamericanos dos Estados Unidos, dentro de algumas teses racistas da época, os empresários rurais e os políticos da economia do café criaram o projeto de colonização italiana que teve seu marco inicial em 1887 com o projeto do Núcleo Colonial Barão de Jundiahy, no caminho da estrada de Atibaia (que deixava o centro interfluvial na atual região da Vila Graf e ladeira Torres Neves).

Além de influências anarquistas no movimento operário e novas contribuições culturais e culinárias, os italianos causaram uma mudança nos padrões das fazendas coloniais para pequenas propriedades rurais. Um grande número delas surgiu, no século XX, na região da estrada para Jarinu com bons recursos naturais na bacia do Jundiahy-Mirim como avanço do núcleo colonial anterior do século XIX.  Curiosamente, essa área também ilustra mitos populares sobre um quilombo que teria também existido naquela área.

O grande salto da influência econômica dos italianos no século XX ocorreu com a mutação que criou a variedade de uvas Niagara Rosada, ocorrida em 1933 na região do Traviú, um ramal da estrada que saía da Ponte de Campinas, na propriedade do depois comendador Antonio Carbonari. No ano seguinte, a primeira Festa da Uva aconteceu no antigo mercadão que atualmente abriga o Centro das Artes, no largo do Fórum, com um público inesperado que lotou os trens e chegou a dormir em barracas por Jundiahy pela lotação dos quartos existentes.

Entre os grandes grupos de migrantes que chegaram a Jundiahy nesses tempos mais recentes (árabes, japoneses, espanhóis, alemães, portugueses e brasileiros vindos do interior paulista e outros estados) os italianos deixaram uma marca empresarial, fundiária e política que muitas vezes pode se confundir com a própria identidade histórica mais ampla. 

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O livro de Eduardo Carlos Pereira, no Circolo Italiano, destaca tecnologias trazidas pelos migrantes
  



A ONDA INDUSTRIAL

Da segunda metade do século XIX, no regime imperial, até o quase final do século XX no regime republicano, o centro histórico interfluvial e parte de seu entorno era marcado por indústrias e pelas vilas operárias criadas para seus funcionários, os moradores ainda de forte sotaque interiorano e também os negros libertos por pressão dos ingleses ainda antes da Abolição. Entre as empresas dessa área podem ser citadas a Companhia Paulista e a Fábrica de Fósforos Latorre (no largo Paulista) , a Tecelagem São Jorge (na ladeira São Jorge), a Vigorelli do Brasil (na Bela Vista), a Adega Traldi (no largo São Bento), a Fleischmann & Royal (no largo Liberdade) e a Correias Universal (na Ponte de Campinas), além da Argos marcando a outra margem do rio Guapeva e da Pozzani Cerâmicas na outra margem do rio Jundiaí. Somente esta e a Universal continua ativas, sendo as outras transformadas nos atuais Complexo Municipal da Companhia Paulista (incluindo FATEC), Faculdades Pitágoras, Extra Perto, um prédio demolido, o  Supermercado Russi, um prédio desocupado e um conjunto de serviços públicos. As vilas operárias surgiram na Ladeira Municipal, na Bela Vista e em pequenos conjuntos por todo o centro, como na ladeira Municipal, na várzea do Guapeva e no início da ladeira Cavalcanti.

Também nessa fase surgiram a primeira empresa de abastecimento de água, que deu origem ao DAE (uma de suas centrais ainda impressiona no prédio atual do velório, no alto da ladeira Municipal) e as primeiras empresas de energia elétrica (hoje ocupada pelo Museu da Energia, no largo Monte Castelo) e de telefonia (com fachada ainda mantida por loja de cosméticos, na região do largo da Catedral). 


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O livro, da Editora Komedi, registra a ocupação humana com uma visão ambiental.





A ONDA DAS AVENIDAS NOS RIACHOS

O planejamento urbano ganhou força no final da década de 1950, quando o prefeito e arquiteto Vasco Venchiarutti viabilizou o viaduto São João Batista sobre a estação central da Paulista, na ladeira Torres Neves, e defendeu princípios de zoneamento já usados na construção de Brasília, inclusive iniciando a reserva biológica da Serra do Japi e pedindo para os prefeitos que viessem depois continuarem a iniciativa até formar um parque público.

Pouco mais tarde, o fundador da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Ariosto Mila, trouxe estudantes e debates sobre o tema para a cidade (incluindo a construção do prédio principal da Câmara Municipal, que antes funcionava onde atualmente está a Nossa Caixa, entre os largos do Fórum e da Catedral).

Mas foi em 1969, depois do desmembramento dos últimos municípios da atual região de Jundiaí, que o prefeito Pedro Fávaro colocou os então jovens Araken Martinho e Antonio Panizza para montarem o primeiro Plano Diretor Físico Territorial. Com a prioridade de automóveis lançada pelo governo Juscelino Kubitscheck as indústrias ganharam também um distrito especial (no entorno da Ponte de Campinas, do outro lado da nova rodovia) e o trânsito futuro ganhou avenidas sobre várzeas dos riachos. Isso pode ter evitado a destruição de ruas antigas, mas criou desafios que estão mais detalhados na parte de MEIO AMBIENTE

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A ONDA LOGÍSTICA

Uma característica que a imposição dos costumes rodoviárias não mudou foi a localização de Jundiahy, uma geografia histórica que começa nas trilhas indígenas e depois pelo seu uso por tropas de animais, estradas e rodovias ou também nas estradas de ferro que formaram cidades na região e no interior. Veja as referências a partir do centro interfluvial.

Ao norte, a Barreira tinha a ponte para a estrada de Itatiba (rumo ao sul de Minas Gerais) onde surgiram bairros como Jundiaí-Mirim e os rurais Rio Acima e Mato Dentro.

A noroeste, a Ponte de Campinas obviamente tem esse nome pela estrada rumo ao interior que passa pelas atuais Louveira e Vinhedo e onde surgiram bairros como Hortolândia e os rurais Engordadouro (e mais além os núcleos italianos como o Traviú), Corrupira e Fernandes.

A oeste, o largo da Bandeira (antigo largo do Rocio) marca o início da rua do Retiro no rumo de Itu e Sorocaba e que passa pelas atuais Itupeva e Cabreúva, onde surgiram bairros como o Retiro, o Aeroporto, o Eloy Chaves e o rural Medeiros.

Ao sul, o largo da Saúde marca o início da estrada de Bom Jesus de Pirapora pela Serra do Japi, onde surgiram bairros como Vianelo, Vila Rami, Vila Comercial e o rural Santa Clara.

A sudeste, antes pela Ponte Torta, a região da ladeira Cavalcanti ou do largo Monte Castelo indicam a estrada de São Paulo ligando a cidade com a capital e o porto de Santos onde foram surgindo bairros como a Vila Arens, a Vila Progresso e os rurais Santa Gertrudes e Castanho. Também pelas regiões da ladeira Cavalcanti e da várzea do Guapeva, a antiga estrada da Várzea conectava o bairro têxtil e ferroviário da Vila Arens com os atuais municípios de Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista ao longo da bacia.

A leste, a antiga ponte São João Batista ligava o centro histórico com os acessos para Jarinu, Atibaia e Bragança (e também com essa outra bacia). Foi onde surgiram núcleos italianos no final do século XIX como a Colônia e os rurais Caxambu, Toca, Roseira e Ivoturucaia.

Itu         Campinas                 Itatiba/Minas
      Jundiahy_Earth
                                      Pirapora                       São Paulo



A ONDA INTERIORANA


Entre as décadas de 1950 e 1970, no maior êxodo rural da história brasileira (com mais de 30 milhões de pessoas, cerca de um terço da população do país,  saindo das áreas rurais para as cidades médias e grandes), a região de Jundiahy cresceu e depois dividiu-se em outros municípios. Grande parte dos migrantes vieram do interior de estados como São Paulo, Paraná e Minas Gerais e também de outras regiões do país. Em alguns aspectos essa fase reforçou aspectos ligados com os costumes do campo como as modas de viola, a criação de passarinhos, a manutenção de cavalos e até um certo sotaque local. Nesse sentido também o centro interfluvial, especialmente sua parte mais antiga e elevada, era uma referência para os moradores dos bairros do entorno. "Vou na cidade" era durante muitos anos a forma de anunciar que se iria ao centro, local por excelência do comércio, da cultura e das tradições. 

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Sim, Jundiahy produziu cinema. Em 1959, o filme era sobre um rapaz pensa ter matado o filho de um típico coronel do interior em faroeste onde tem ainda que lidar com dois amores. Em nossa seção audiovisual no You Tube estão agrupados diversos tipos de registros locais feitos por oiu sobre jundiahyanos mas também curta-metragens. Veja em VÍDEOS



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Não conseguiu enxergar? Navegue por Jundiahy de 1908 em 
http://www.igc.sp.gov.br/ahjundiai.htm



A ONDA ESVAZIANTE


Na última década do século XX o centro histórico passou por uma mudança (literal) política, econômica e cultural. A elite econômica se organiza em torno da ascensão do PSDB para um ciclo municipal de vinte anos (1992-2012) - ou trinta anos, se o ponto de partida estiver na eleição de André Benassi em 1982. No começo da década de 1990 a criação do Paço Municipal reduz as manifestações populares da antiga sede, no eixo central formado pela antiga Câmara e pela antiga Cadeia Pública. Ao mesmo tempo, estimularam o surgimento de "shopping centers" no entorno de Jundiahy, assim como novos complexos de lazer. A Câmara Municipal permaneceu na região, mas acabando com as sessões noturnas. O Plano Diretor exigia um grande recuo de novas construções nas ruas centrais, como uma previsão da inevitabilidade das demolições. A política local parecia passar da era das manifestações para a era das articulações.


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A ONDA DO RENASCIMENTO

O século XXI, que alguns estudiosos dizem ter causado a revalorização das identidades locais diante da globalização, também trouxe novidades para o centro histórico interfluvial. O processo de perdas vinha sendo denunciado desde os anos de 1970, como as casas do período dos bandeirantes nas ruas Senador Fonseca e Zacarias de Góes, a célebre "casa do sal", na esquina das ruas do Rosário e Monlevade ou o belíssimo casarão que abrigava o Lar Anália Franco, na ladeira Siqueira. Mas chegou a um ponto traumático para a memória da comunidade em 2008, com a demolição da lanchonete e restaurante A Paulicéia pouco tempo depois das celebrações do seu centenário.

Pela comunidade, manifestações já haviam evitado em 2001 o risco de privatização das oficinas da Companhia Paulista. Outras manifestações em formato musical ajudaram a garantir a proteção das árvores do largo da Bandeira em 2004. E novas manifestações impediram o fechamento da escola Conde do Parnaíba, no largo do Fórum, e a canalização fechada do córrego do Mato, um dos limites naturais da área, em 2008.

Então a Prefeitura, que havia revisado o Plano Diretor em 2004 e implementou logos depois desses acontecimentos, em 2008, o projeto "Acerte o Centro"  - que devolveu vida para belas fachadas remanescentes (ainda em trecho limitado entre os largos do Fórum e Monte Castelo denominado "polígono histórico"). Essa  intervenção pública, inicialmente tensa, teve a adesão da comunidade e a contribuição de iniciativas individuais e institucionais cada vez mais numerosas.

Pelo lado governamental os espaços públicos do centro interfluvial também vinham aumentando. Na década de 1970, a manutenção dos antigos Solar do Barão, Mercado Municipal, Teatro Polytheama e Escola Estadual Siqueira de Moraes foi iniciada no governo Pedro Fávaro (os atuais Museu Histórico, Centro das Artes, Teatro e Centro Jundiaiense de Cultura). Na década de 1990 houve a desapropriação da antiga Fábrica Têxtil Argos no governo Walmor Barbosa Martins (o atual Complexo Argos) e a restauração do Polytheama e o surgimento do Museu da Energia no governo André Benassi, seguidos no início do século XXI pela desapropriação das Oficinas da Companhia Paulista no governo Miguel Haddad (atual Faculdade de Tecnologia e Museu Ferroviário) e a restauração da antiga escola Siqueira no governo Ary Fossen. 

O antigo quartel, onde muitos jundiaienses foram interrogados durante a ditadura militar, acabou demolido e privatizado. Mas lugares simbólicos como a Ponte Torta ou a antiga Estação da Companhia Paulista seguem deteriorados mas passíveis de recuperação. E a tendência envolve muitos estudantes, moradores, empresários, arquitetos, comerciantes e cidadãos, pelo carinho com que seguem cuidando ou restaurando prédios históricos e manifestações da cultura de Jundiahy.

Isso também pede um cuidado atento com o centro, com o entorno e até mesmo com toda a região, numa fase em que as pressões ocorrem no processo chamado por alguns de "megalopolitano", sobre os setores imobiliário e industrial, no que pode ser chamada de "onda paulistana".

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REFORÇOS

Em 2016, a lei 8.683 aprovado pelo Plano Diretor Participativo colocou a maior parte do centro histórico entre rios (Jundiahy) como zona de reabilitação:


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A mesma legislação municipal definiu áreas de ZEIHC (Zonas Especiais de Interesse Histórico e Cultural). Veja algumas imagens do centro histórico entre rios de Jundiahy nessa visão:

 

Nenhum texto alternativo automático disponível.


ARTIGO - O CENTRO HISTÓRI






DICAS:



DOCUMENTÁRIO: “Jundiaí, a Seattle Brasileira” (Jota Wagner)


DOCUMENTÁRIO: “Jundiaí Através de Documentos” (Mário Mazzuia)


DOCUMENTÁRIO: Imigrantes (Tainan Franco) e Imigração Italiana (Eduardo Carlos Pereira)



DOCUMENTÁRIO: Índios e Africanos na Jundiaí Colonial (Walter Morales Fagundes)



DOCUMENTÁRIO: Centenário da Romaria (Vânia Feitosa)



DOCUMENTÁRIO: “Bandas pelos Salões da Festa da Uva” (Fábio Ferrari)




DOCUMENTÁRIO: “Jundiaí Antiga” (Julia Fernandes Heimann)



DOCUMENTÁRIO: Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Jundiahy (Roberto Franco Bueno)



DOCUMENTÁRIO: “Zumbiahy” (Fábio Castel)




DOCUMENTÁRIO: “Meu Pai Foi Ferroviário” (Eusébio Santos) e “Tecnologia e Cultura – Memória Ferroviária” (Lívia Brandão, Sueli Batista, Carlos Schuster)



DOCUMENTÁRIO: O Grande Desaponte (Ignez de Castro, a Dadí)



DOCUMENTÁRIO: “Carlitos Jundiaiense” (Tainan Franco)




NOTAS




ANEXO: SAÚDE TAMBÉM TEM HISTÓRIA

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Os detalhes mostrados acima, do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo criado em 1902 e da antiga Fratellanza Italiana criada por volta de 1890, podem enganar a vista porque ambos foram muito descaracterizados nos últimos anos. Ambos estão no largo das Rosas, que apesar dessas e outras referências não foram incluídos no "polígono histórico" definido pela Prefeitura em 2008 no projeto público Acerte o Centro, reconhecido como ação positiva contra a constante ameaça de destruição de Jundiahy.

O hospital criado pela ordem católica dos vicentinos surgiu cinco anos depois da fundação do clube de cultura negra 28 de Setembro e quatro anos antes das primeiras escolas públicas, a Siqueira de Morais e a Conde do Parnaíba. E salvou milhares de vidas nesses 107 anos. Mas seus avanços médicos (neste ano foi inaugurado um novo equipamento de radioterapia, depois de lutas com apoio tanto de gente do PSDB, como o ex-prefeito Ary Fossen, como do PT, como a vereadora Marilena Negro) talvez não foram acompanhados à altura pelos cuidados na engenharia pública.

A casa de saúde, criada pela auto-organização dos imigrantes italianos do final do século XIX em sociedades de socorro mútuo, surgiu como Fratellanza Italiana e foi obrigada a mudar de nome para Casa de Saúde Dr. Domingos Anastácio durante a segunda guerra mundial. Sua história está em uma exposição organizada por João Borin que está no acervo do Museu Histórico e Cultural. As reformas empreendidas pela Unimed Jundiaí também mudaram partes do prédio antes de ser novamente municipalizado para o futuro hospital regional.

O assunto já foi colocado para discussão no Conselho Municipal de Saúde, segundo o conselheiro e radialista Agostinho Moretti - um dos colaboradores da fase hip hop da 105 FM e da Difusora AM. "Acho que a Prefeitura ainda não sabe aproveitar as possibilidades dos conselhos".

Embora a rua da Saúde que inspire o largo de mesmo nome de nosso mapa de Jundiahy esteja ligada a um antigo posto desse tipo no começo da antiga estrada de Pirapora, o núcleo mais antigo a merecer atenção imediata da comunidade está no largo das Rosas. Ali a história enfrenta desafios ambientais (como a proliferação de pombas vindas com os imigrantes europeus ou os microorganismos típicos de prédios antigos) que pedem um trabalho integrado de biólogos, historiadores e sanitaristas à altura de Jundiahy. Afinal, história ou saúde não existem sem a outra.
  
 

Veja também
MUSEU DE RUA e MEIO AMBIENTE

Veja também
ARTE COTIDIANA e AGENDA ESPECIAL



JUNDIAI350anos

Se quiser uma visão "oficial" da cidade em 2005, relembre aqui a  REVISTA DOS 350 ANOS

Se quiser imagens de "antes e depois", visite o projeto memória do Jornal de Jundiaí em http://www.portaljj.com.br/memoria.asp







O Pintor de Jundiaí
(domínio público)

Tim, tim, tim
Quem bate aí?
Sou eu minha senhora
O pintor de Jundiahy
Pode entrar e se sentar
Conforme as pinturas
Nós iremos conversar

Lá em cima
Quero tudo bem pintado
Só para as mocinhas
Do sapato envernizado

Lá embaixo
Quero um pé de bananeira
Só para alegrar o coração
Da cozinheira

No portão
Quero sete cachorrões
Só para assustar
A cara feira dos ladrões

Tim, tim, tim
Já deu seis horas
Adeus, minha senhora
O pintor já vai embora.



Almanaque Jundiahy

Centro Histórico Interfluvial

1616-2016


Modelo geral


P&B

letra 10

entrelinhas 1,5

tamanho National Geographic

5 mil exemplares

2 mil para bibliotecas públicas

3 mil para venda direta x 10 = 30 mil


Para os lugares


Nome

Descrição

Causos

Atrações

Ruas

Link



Sugestão:


Na folha direita, nome do local e foto logo abaixo, seguido abaixo de coluna de mesma largura de texto

Ao lado também quatro ou seis círculos com textos enxutos, com margem em branco para dobra.


Na folha esquerda, o extremo é ocupado por um “filme fotográfico” com seis ou oito fotos antigas e atuais

No lado de dentro quatro caixas de textos enxutos e abaixo três linhas com indicação de ruas.

No rodapé um link de site pequeno e com margem em branco para dentro, para a dobra.



1. Capa

2. Jundiahy

4. Mapas*

6. Largo da Matriz

8. Largo do Pelourinho

10. Largo São José

12. Estrada de São João

14. Largo de Santa Cruz

16. Estrada de Pirapora

18. Largo do Chafariz

20. Barreira

22. Ponte de Campinas

24. Largo de São Bento

26. Largo da Cadeia Velha

28. Largo dos Andradas

30. Largo do Cemitério

32. Companhia Paulista

34. Ponte Torta

36. Argos

38. Esplanada Monte Castelo

40. Largo das Rosas

42. Bela Vista

44. Largo São Jorge

46. Ficha Técnica

48. Contracapa









02


Jundiahy


Largo da Matriz é encontros

Rua e Ponte Torta, caminho

Largo do Chafariz era água

E a lei, Largo do Pelourinho


Largo São José era chegada

Estrada de Pirapora, a saída

Largo Santa Cruz é memória

E Ponte de Campinas é vida


São Bento cria largo e ladeira

E Largo das Rosas é a beleza

Largo dos Andradas aconchego

Companhia Paulista, certeza


Barreira na estrada de Minas

Torres Neves na de São João

Cemitério marca esta colina

Argos recebe rio com emoção


Estrada Velha vira da boiada

Monte Castelo virou esplanada

Tomanik e Segre subiram ladeira

E Bela Vista olha da cumeeira


Jundiahy é rio em luso e em tupi

E salvamos o córrego do Mato

Se nascentes foram soterradas

O Guapeva ainda brilha ali


Trajeto lindo é na rua da Palha

Imperial ou Concórdia, travessas

E caso a memória não nos falha

Vilas aquém-rios também nessa


Graff, Rio Branco, Liberdade

Até São Jorge e sua costureira

No centro histórico da cidade

A magia do caminho é certeira



A grande colina


Entre o rio Jundiaí, o rio Guapeva e o córrego do Mato ergue-se a montanha baixa chamada no antigo idioma tupi por Jundiahy – em referência aos jundiás, uma espécie de bagre (Ramdia quellen) que eram abundantes nessas águas e em seus brejos e lagoas das várzeas. Entre 2015 e 2016 esse “centro histórico interfluvial” completou pelo menos 400 anos de povoação, 360 anos de reconhecimento como uma das mais antigas vilas coloniais do atual Estado de São Paulo e do Brasil e 150 anos de elevação a uma das cidades imperiais.


Neste pequeno almanaque estão algumas curiosidades que podem estimular a redescoberta dessa grande colina por visitantes ou novas gerações de moradores. A todos saudamos com um sonoro “ó”, forma tradicional de cumprimento popular que perdurou na cidade até o final do século XX.


Sejam benvindos ao Largo da Matriz, ao Largo do Pelourinho, ao Largo São José, à Estrada de São João de Atibaia, ao Largo Santa Cruz, à Estrada de Pirapora, ao Largo do Chafariz, à Barreira, à Ponte de Campinas, ao Largo São Bento, ao Largo da Cadeia Velha, ao Largo dos Andradas, ao Largo do Cemitério, à Companhia Paulista, à Ponte Torta, à Esplanada Monte Castelo, ao Largo das Rosas, à Argos, à Bela Vista, ao Largo São Jorge.


Os nomes remetem a uma compreensão diferente de cidade, onde “largo” é um espaço mais amplo que uma praça, por exemplo, e integra as ruas e os imóveis particulares também. Nesta publicação há casos de uso desse conceito como licença poética e não-literal, mas sempre valorizando a noção de lugar e de pertencimento.


O entorno desse centro histórico, base urbano-rural com grandes quintais e pequenos sítios entre os séculos XVII e XIX, foi efetivamente ocupado somente no século XX com o surgimento dos conjuntos além-rios que se formaram aos poucos, depois do Núcleo Colonial (Colônia) e da beira das estradas que saíam do antigo centro, formando os bairros hoje vistos como tradicionais.


A descentralização administrativa, comercial e de entretenimento ocorreu somente na década de 1990. Mas o valor desses quase 400 anos de histórias acumuladas devolve a merecida importância para essa montanha baixa de Jundiahy em pleno século XXI. Nosso centro histórico interfluvial ainda pulsa com alma, com novidades alternativas e com muita boa energia comunitária.


Portanto, redescubram não apenas o passado. Mas também o futuro.



04


Mapas


Mapa A – Urbanismo Caminhável

Mapa B – Jundiaí Através de Documentos

Mapa C - IHGSP 1908 ou Negros da Terra


06



LUGAR MAIS IMAGEM PRINCIPAL – à ESQUERDA

Largo da Matriz

O Largo da Matriz tem referências no século XVII e manteve o nome popular depois que mudou para Largo da Independência no século XIX e atuais praças Governador Pedro de Toledo e Marechal Floriano Peixoto no século XX.


CÍRCULOS à DIREITA DA COLUNA PRINCIPAL

Foi ponto alto das festas populares e religiosas na história. A origem católica da vila está na Catedral, reformada em 1897 e com sua manifestação mais antiga na procissão anual de Nossa Senhora do Desterro no dia 15 de agosto.

Abrigou ainda os principais cinemas no século XX (Marabá e Ipiranga), o “footing” para o galanteio de rapazes e meninas e os desfiles cívicos e carnavalescos.

Sediou ainda em sua área as antiga sedes da Prefeitura e dos Correios. E recebeu enterros de “homens livres” nos séculos XVII e XVIII.

Também abrigou pontos históricos de encontro como a lanchonete e restaurante A Pauliceia e outros comércios tradicionais, além de casarões. Entre estes estão o Credi Rei, o Cristal Chopp e outros.


ATRAÇÕES - à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

Tem diversas fachadas remanescentes de estilos como “art deco” e pontos clássicos de gastronomia e comércio.

Estão nessa área ainda exemplares de taipa como a antiga escola paroquial e fachada na rua do Rosário, 484.

O Solar do Barão, construído no final do século XX por poderosa família da economia cafeeira, recebeu até o imperador Dom Pedro 2º e hoje sedia o Museu Histórico e Cultural.

Outros pontos de referência é a antiga Câmara e Fórum, na esquina das ruas Barão de Jundiaí e Coronel Leme da Fonseca (hoje Banco do Brasil) e o primeiro “arranha-céu” da cidade, o Edifício Carderelli, com quatro andares.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES - ABAIXO DAS ATRAÇOES

Suas referências históricas são as praças citadas com a rua Barão de Jundiaí (rua Direita), rua do Rosário (rua dos Antunes) e rua Nova (rua Senador Fonseca).

Também as tranversais com a Travessa Imperial (rua Bernardino de Campos), Travessa do Triunfo (rua Barão do Triunfo), Travessa da Matriz (rua São José) e Travessa da Concórdia (rua Coronel Leme da Fonseca).

Tem conexão pedestre com o Largo São José, o Largo do Pelourinho, o Largo Santa Cruz e o Largo da Cadeia Velha.


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” - VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Praça da Independência

Rua Direita

Cinemas

Desfile de Carnaval

Charrete

Fachadas



08



NOME DO LUGAR MAIS IMAGEM PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Largo do Pelourinho

O Largo do Pelourinho perdeu a denominação original do século XVII, relacionada com a escravidão indígena. Foi popularmente conhecido no século XX como Largo do Quartel e pelo nome oficial de praça Rui Barbosa.


CÍRCULOS à DIREITA DA COLUNA PRINCIPAL

A escravidão indígena dos “negros da terra” do século XVII, com Jundiahy como “porta do sertão”, era evidenciada pelo próprio pelourinho.

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, até 1922, era igreja e cemitério dos escravos afrodescendentes no fim da rua do Rosário.

O Beco do Pelourinho é na tradição oral uma antiga ligação do largo com a rua Marcílio Dias, que pode ser vista dali.

Alguns pontos culturais do final do século XX foram o bar Groovy´s e o fliperama Le Coq (no largo) e os bares Porão e o Blackout (na paralela)


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O Gabinete de Leitura Ruy Barbosa é uma instituição comunitária desde o início do século XX e foi criada para estimular a leitura e a produção literária além de outras atividades culturais.

O Quartel do Exército abrigou no século XX o Grupo de Obuses e a Companhia de Comunicação sobre a área dos antigos casarios e da antiga Escola Hydecroft até a década de 1980.

O Refogado do Sandi sai anualmente dali na sexta-feira carnavalesca, preservando tradição centenária da festa no Centro Histórico.

Entre as atrações da área estão ainda a antiga hospedaria de imigrantes no Hotel Rosário ou a abóboda de estilo árabe na esquina da praça com a rua Barão. Mais abaixo, um cruzamento triplo na rua Secundino Veiga indica mudanças urbanas entre os séculos XIX e XX.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Suas referências históricas são a praça citada com a rua Direita (rua Barão de Jundiaí), rua dos Antunes (rua do Rosário) e rua Secundino Veiga.

Também tem a Travessa do Pelourinho (rua Engenheiro Monlevade) e a rua Cândido Rodrigues.

Conexão pedestre com Largo da Matriz, Esplanada Monte Castelo e Estrada de Pirapora (ladeira).


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Igreja do Rosário

Gabinete de Leitura

Quartel

Praça

Hotel Rosário

Cúpula Oriental



10



NOME DO LUGAR MAIS FOTO PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Largo São José

O Largo São José tem referências no século XVII e foi ponto de chegada de estradas até o século XX, quando passou a homenagear também um lendário médico local com o nome de praça Dr. Domingos Anastácio.


CÍRCULOS à DIREITA DA COLUNA PRINCIPAL

O local abrigou o antigo “cemitério da fábrica” no século XIX

A área teve durante a 2ª Guerra Mundial um posto de gasogênio durante a escassez de gasolina

Um dos traços urbanos dessa região, como outras, são as “ruas sem saída” residenciais

A Estrada Velha de São Paulo teve corpos de líderes quilombolas expostos no século XVIII, a mando da Câmara


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

São duas galerias: a tradicional Galeria Bochino, da década de 1950, na rua do Comércio (rua Rangel) e a nova Galeria Yarid, da década de 2010, na Estrada Velha (rua Marechal Deodoro).

A área também concentra salões de cabeleireiros de diversos estilos de penteados artísticos ou “black”.

O busto original de bronze do médico Domingos Anastácio, mito popular do início do século XX, foi retirado da praça por riscos de vandalismo.

Uma das extremidades do pioneiro calçadão central de pedestres, da década de 1970, começa exatamente nesse largo.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Suas referências históricas são a praça e a Rua do Comércio (rua Rangel Pestana), a Estrada de São João (rua Dr. Torres Neves) e a Estrada Velha de São Paulo (avenida Dr. Cavalcanti e rua Marechal Deodoro).

Também a Travessa da Matriz (rua São José).

Conexão pedestre com Largo da Matriz, Argos (ladeira) e Companhia Paulista (ladeira)


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Praça Dr. Domingos Anastácio

Galeria Bochino

Jardim do Solar

Detalhe de fachada 1

Movimento pedestre matinal

Detalhe de fachada 2


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NOME DO LUGAR MAIS FOTO PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Estrada de São João

A Estrada de São João de Atibaia saía do centro da vila de Nossa Senhora do Desterro de Jundiahy no século XVI, tornando-se posteriormente a rua Dr. Torres Neves até a ponte e depois viaduto.


CÍRCULOS à DIREITA DA COLUNA PRINCIPAL

A sede central da Associação Esportiva Jundiaiense foi um ponto nevrálgico de formação de atletas e também de grandes shows da MPB no século XX, de Elis Regina a Gilberto Gil.

A ocupação urbana dos ainda sítios da encosta entre a Estrada Velha e a Companhia Paulista ocorreu somente no início do século XX, como mostram plantas do loteamento Vila Pacheco.

A ligação entre a Estrada de São João e o Largo do Chafariz, segundo a tradição oral, era feita pelo acesso pedestre chamado Caminho da Palha.

Há algumas décadas, a ladeira suave ou forte da Estrada de São João era usada até mesmo para competições de carrinho de rolimã.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O Viaduto São João Batista, desenhado por Vasco Venchiarutti, tem duas escadas helicoidais ligadas às antigas plataformas da estação central de trens e surgiu em 1950 com doações da comunidade.

A variedade de comércios e serviços ao longo de sua extensão é uma das características mantidas nessa rua central.

Os detalhes de fachadas (ou inteiras, como na esquina da Torres Neves com Prudente de Moraes) diferenciam a área.

É um eixo completo de ligação entre o rio Jundiaí e o alto da colina central


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Sua referência é a Estrada de São João de Atibaia (rua Dr. Torres Neves).

Nas transversais o Caminho da Palha (rua Prudente de Moraes) e a rua XV de Novembro, além da Estrada Velha (rua Marechal Deodoro e avenida Dr. Cavalcanti).

Conexão pedestre com Argos, Largo do Chafariz, Largo São José e Companhia Paulista.


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Viaduto São João

Estação Central

Ladeira da rua Dr. Torres Neves

Sebo Jundiaí

Detalhe de Fachada

Detalhe de Fachada


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NOME DO LUGAR MAIS FOTO PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Largo Santa Cruz

O Largo Santa Cruz era um “rocio” (plantio comunitário) e curtume no século XVII e tornou-se posteriormente conhecido como praça da Bandeira, que atualmente abriga também o Terminal Central e ampla área arborizada.


CÍRCULOS à DIREITA DA COLUNA PRINCIPAL

Um momentos essencial na longa história do lugar foi a passeata ecológica de 1978, decisiva para a Serra do Japi ser tombada cinco anos depois.

O local abrigou uma das escolas-parque de Jundiaí (a outra foi na Estrada de São João) na década de 1950.

Depois do Largo da Matriz, o local recebeu a Estação Rodoviária de Jundiaí no século XX como ponto de chegada da avenida Jundiaí (aberta em 1948).

O primeiro bebedouro público, com água vinda por gravidade da serra, surgiu ali no final do século XIX.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O Clube 28 de Setembro, criado no final do século XIX para organizar a libertação de escravos, tem sua sede ali desde a década de 1940.

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, que existiu até 1922 no Largo do Pelourinho, oferece um ambiente de reflexão ali.

O Obelisco da Independência do centenário de 1922, depois transferido do Largo da Matriz para a área interna do atual Terminal Central, guarda uma “cápsula do tempo” para o futuro.

O Bolsão sob o Viaduto da Avenida Jundiaí, ao lado do córrego do Mato, transformou-se no século XXI em referência de manifestações socioculturais e políticas como de ciclistas, ambientalistas e ativistas.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Estrada de Pirapora (rua Baronesa do Japi), Estrada do Retiro (rua do Retiro) e “nova” avenida Jundiaí, de 1948

Rua Petronilha Antunes, Travessa do Triunfo (rua Barão do Triunfo), Travessa da Concórdia (rua Coronel Leme da Fonseca) e Travessa Imperial (rua Bernardino de Campos)

Conexão pedestre com Largo da Matriz, Largo dos Andradas, Largo São Jorge e Bela Vista


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Praça da Bandeira

Clube 28

Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito

Passeata de 1978

Rodoviária

Escola Parque


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NOME DO LUGAR MAIS FOTO PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Estrada de Pirapora

A conexão com Santana do Parnaíba e São Paulo de Piratininga, no século XVII, era feita pelo interior da Serra do Japi e chegava até o Largo Santa Cruz pela rua que mantém esse nome com indícios de ancestral peabiru indígena.


CÍRCULOS à DIREITA DA COLUNA PRINCIPAL

A denominação como Estrada de Pirapora surgiu apenas depois do encontro de uma imagem naquele local, em 1725, que no tempo da escravidão africana também permitia encontros que deram origem ao samba paulista.

As romarias, que no seu centenário em 2014 foram reconhecidas como patrimônio cultural imaterial de Jundiaí, chegavam até o centro histórico até que os automóveis impediram esse percurso.

A estrada margeava os brejos do Vianelo, onde existiram no século XX os campos de futebol de times como São Cristóvão e Vasquinho e revelaram craques como Dalmo Gaspar ou Mário Milani.

A antiga estrada teve na rua 13 de Maio, quase esquina com ela na praça Bom Jesus, a Capela Pai Manoel.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O conjunto de prédios das Escolas Padre Anchieta, hoje campus central da Unianchieta, surgiu na década de 1940 e formou uma das referências da vida estudantil local.

A região da praça Pompeu Perdiz sempre abrigou pontos de encontro desde a segunda metade do século XX e até mesmo blocos carnavalescos.

A rua Marcílio Dias corta a estrada de fundo de vale entre os morros da Bela Vista e do Largo do Pelourinho, com trecho de escadaria na ligação com a Rua Torta (ou Avenida Torta).

Fachadas antigas, algumas com intervenções artísticas, convivem ao longo da estrada e também da rua 13 de Maio.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

A estrada compreende a rua Baronesa do Japi e sua continuação pela atual rua Bom Jesus de Pirapora

Nas transversais tem no centro interfluvial a Travessa Imperial (rua Bernardino de Campos, a Travessa do Pelourinho (rua Engenheiro Monlevade), a rua Marcílio Dias (com escadaria parcial), a rua Conde de Monsanto, a rua Atílio Vianelo e a rua Paul Harris, além da derivada rua 13 de maio e as praças Aristeu Perdiz e Bom Jesus.

Faz conexão pedestre com Largo da Matriz, Bela Vista, Largo São Jorge e Ponte Torta.

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FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Romaria

Fachadas

Triângulo das ruas da Saúde e Pirapora

Triângulo das ruas Pirapora e 13 de Maio

Capela Pai Manoel

Obelisco





NOME DO LUGAR MAIS FOTO PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Largo do Chafariz

A data exata é imprecisa, mas o chafariz da praça Barão do Japy simboliza a busca de escravos indígenas e depois pedras preciosas, encontradas no início do século XVIII nas Minas Geraes, muito antes das ferrovias.


CÍRCULOS à DIREITA DA COLUNA PRINCIPAL

O desenho urbano da área guarda traços da estrada colonial (rua da Abolição) com a ocupação ferroviária posterior (escada de pedestres no acesso ao Sororoca)

A ocupação urbana dos pequenos sítios da encosta foi feita por loteamentos apenas no início do século XX.

A área teve grande movimento de pedestres e bicicletas por causa de pequenos negócios e de indústrias como a fábrica de fósforos da Andrade Latorre, que também estimulava grupos de teatro.

Além de cavalos, o chafariz da praça também era usado para refresco por carnavalescos no retorno dos bailes.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O antigo “Caminho da Palha” (rua Prudente de Moraes) segue entre uma rua anterior aos automóveis (rua Jules Rimet) e outras ruas também anteriores aos automóveis (na Vila Argos) com ambiente de belezas arquitetônicas.

A área abriga diversas iniciativas de gastronomia, de música e de cultura, populares ou sofisticadas.

Referências são a sede triangular da União dos Ferroviários Aposentados (esquina da Abolição com Prudente) ou busto do sindicalista Harry Normanton na antiga sede do Sindicato dos Ferroviários (atual Colégio Santa Felicidade).

Depois de campo de futebol entre as linhas da Paulista e da Sorocabana, o “Sororoca” virou sede de esportes como skate e bicicross


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Na antiga Estrada Velha de São Paulo a Campinas (rua Marechal Deodoro da Fonseca) estão transversais como a rua Dr. Almeida, a rua Padre Armando Guerrazzi e a rua Benjamin Constant. Da praça principal, além da rua Prudente de Moraes, sai também a rua da Abolição. E a antiga ferrovia Ytuana-Sorocabana virou avenida União dos Ferroviários.

A praça Barão do Japy é referência mas há a praça Orville Green (também com bebedouro desativado) e outras.

Tem conexão pedestre com o Largo São Bento (ladeira), a Barreira, a Companhia Paulista e a Argos.


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Praça

Palma

Uhlen Haus

Sororoca

Fachadas

Cavalos no Chafariz





NOME DO LUGAR MAIS FOTO PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Barreira

O nome abrange uma área anterior aos trilhos e tem origem colonial na cobrança de impostos de Portugal às tropas de cargas agrícolas, mecânicas ou minerais que se abasteciam na vila de Jundiahy desde o século XVII.


CÍRCULOS à DIREITA DA COLUNA PRINCIPAL

Em 1757 a Câmara de Jundiahy aprovou o aumento dos impostos (o “quinto”) na barreira para a reconstrução de Lisboa, atingida dois anos antes pelo maior terremoto de sua história.

A estrada contava à esquerda, hoje logo depois da ferrovia, com uma capela de Santa Cruz antes da posterior igreja católica da Barreira.

A ferrovia levou à ocupação urbana da Vila Rio Branco no século XX, mas as áreas de várzea na Vila Liberdade ou Vila Margarida dependeram da retificação do rio Jundiaí na década de 1950.

A região abrigou olarias (cerâmicas), matadouros (inclusive na área do atual centro esportivo), indústrias (como a Fleischmann & Royal) e até um jornal (Rio Branco) e uma pizza histórica (Cantina do Jarbas).


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

Na área estão dois centros esportivos – José Pedro Raymundo e Ovídio Bueno – que lembram os campos de várzea onde brilharam times como Rio Branco e Cruzeiro.

Um pequeno centro comercial marca a estrada da antiga Barreira, formado por pequenas lojas.

Alguns bares preservaram tradições da música caipira (Casarine), do samba ou sertanejo (Joca) ou da malhação do judas (Estrela da Liberdade), ao lado também de festas religiosas ou juninas.

Depois de uma primeira escola de samba na década de 1950, a União da Vila surgiu nos anos 1980 nessa área.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Estrada das Minas (avenida Itatiba, continuando rua da Abolição, com ponte), Rua Tiradentes (com ponte), Rua Paulista, Rua Santa Teresinha, Avenida Álvares de Azevedo, Rua Dario Murari, Avenida Guilherme de Almeida, Avenida Antonio Frederico Ozanan (rio Jundiaí).

Praça Barão do Rio Branco, Praça José Luiz Borin, Praça José Pedro Raymundo, Praça Natal Ferragut, Praça Rildo Michel Martho, Rio Jundiaí

Conexão pedestre com Largo do Chafariz, Ponte de Campinas, Largo do Cemitério (ladeira) e Companhia Paulista.


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Avenida Itatiba

Rio Jundiaí

Fachadas da Vila

Violeiros

Trem

Viaduto Joaquim Candelário




NOME DO LUGAR MAIS FOTO PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Ponte de Campinas

A Ponte de Campinas, atual ligação entre a avenida Antonio Segre e a rodovia Geraldo Dias, era o pouso de abastecimento da saída de Jundiahy nos séculos XVII e XVIII e ganhou o nome com a fundação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso de Jundiahy, em 1774.


CÍRCULOS à DIREITA DA COLUNA PRINCIPAL

A Estrada Velha de São Paulo a Campinas, onde surgiram depois localidades como Capivary (atual Louveira) e Rocinha (atual Vinhedo), ganhou importância no século XVII com a expansão portuguesa além da Linha de Tordesilhas.

Na história oral, a praça São Lázaro ostentava uma placa em homenagem aos combatentes locais na Guerra do Paraguay. Uma capela de mesmo nome teria existido onde atualmente está o “Sesão”.

A atual rua dos Bandeirantes, chamada até o século XX por “estrada da boiada”, chegava até matadouros posteriormente circundadods pelas ferrovias Paulista e Sorocabana.

Na guerra civil de 1932, tropas mineiras entraram pela ponte (debandadas as tropas paulistas) e foram recebidos com café e vinho nos sítios da ladeira hoje ocupada pela avenida Antonio Segre.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

Os arredores da velha ponte estão atualmente transformados em serviços ambientais e culturais como o Jardim Botânico, o SESC Jundiaí e o SESI Jundiaí.

A praça nas margens do rio Jundiaí entre a ponte e a foz do córrego do Mato abriga escultura de Semíramis Mojola.

Como lembrança do passado industrial do centro no século XX, ainda funciona no local uma fábrica da Correias Universal, incluindo casas operárias.

A rua dos Bandeirantes abriga fachadas e serviços diversos na Vila Municipal ou na Vila Inhamupé, entre eles a Casa da Familia Chagas e o Buteco Du Angelo, além do monumento de 1942 chamado Cruzeirinho.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Estrada da Boiada (rua dos Bandeirantes), avenida Antonio Segre (ponte), avenida União dos Ferroviários (antiga estrada de ferro Sorocabana), avenida Antonio Frederico Ozanan (rio Jundiaí), avenida Nove de Julho (córrego do Mato).

Praça São Lázaro, Praça da Cultura, Praça Alberto Zaia, Rio Jundiaí

Conexão pedestre com Largo do Cemitério (ladeira), Largo do Chafariz, Barreira


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Praça da Cultura

Casa Chagas ou Bosque da Nove

Jardim Botânico

Ferrovia Sorocabana

Ponte de Campinas Antiga

Correias Universal




NOME DO LUGAR MAIS FOTO PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Largo de São Bento

Fundado em 1668, o mosteiro que origina o nome do local começou como residência de monges e tornou-se uma referência histórica da região central mantendo a denominação popular de “largo” urbano.


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A ladeira São Bento testemunhou em 1906 a primeira greve operária do Brasil, na época das jornadas de 12 horas, iniciada por ferroviários e depois apoiada pelos têxteis e até pelos estudantes do Largo São Francisco, com forte repressão policial.

Uma das esquinas do largo abriga a antiga fábrica de vinhos de Hermes Traldi (atual supermercado).

Entre as lendas orais da área está o uso de uma grande figueira para escravos esperarem “donos” e tambémexistência de um antigo “hospício” no século XVII.

Nas ruas dessa área figura a homenagem a Jorge Zolner, vítima jundiaiense da guerra civil de 1932.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

Nesse largo está a sede central do Clube Jundiaiense, desde a década de 1940 um espaço social, esportivo e cultural da cidade.

O canto gregoriano e as pinturas de Aldo Locatelli estão entre as tradições do Mosteiro de São Bento., que no final do século XX ganhou a companhia de uma Igreja Batista próxima também com tradições musicais.

Um “mirantinho” formado no alto da ladeira São Bento permite a visão das oficinas da Companhia Paulista.

Visto de forma ampliada, o Largo São Bento forma um conjunto com o Largo das Rosas e o Largo da Cadeia Velha.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Rua Direita (Barão de Jundiaí), Rua dos Antunes (Rosário), Rua São Bento, Rua Jorge Zolner, Rua Leonardo Cavalcanti, Rua Campos Salles

A Praça São Bento é a referência principal.

Conexão pedestre com Largo da Cadeia Velha, Largo das Rosas, Largo dos Andradas e Companhia Paulista (ladeira)


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Mosteiro

Vista da Cia. Paulista

Fábrica de Vinho

Praça

Clube

Fachada




NOME DO LUGAR MAIS FOTO PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Largo da Cadeia Velha

A Cadeia Velha do século XIX tornou-se sede do Fórum de Justiça no século XX. Mas acumula muitos pontos históricos ao ser redor, tendo como referência a praça Tibúrcio Estevam de Siqueira.



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A “revolução agrícola” de Jundiahy, com o surgimento da uva Niagara Rosada em 1933, tornou-se nacionalmente conhecida com a primeira Festa Vitivinícola e Industrial (1934) sediada no Mercado Municipal (atual Centro das Artes).

No largo está a agência do INSS com um busto ao ex-deputado e latifundiário Eloy Chaves, que criou a moderna previdência social em 1923 – depois das lutas anarcosindicalistas de 1906 e a partir do modelo de pensão ferroviária .

A praça abrigou muitos eventos culturais como Domingo no Parque ou Projeto Colibri na década de 1980, além de bares de boa MPB como o Carinhoso.

Muito antes da telefonia celular (ou popular), o prédio da Telefônica (esquina da Barão com Siqueira) era um símbolo de poder e sonho de consumo.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O Centro das Artes, surgido em 1981 no local do antigo mercado, é um espaço cultural com intensa história na cidade tanto para artistas locais como para visitantes.

A sede central do Grêmio Recreativo da Companhia Paulista, do início do século XX, chegou a ter ao lado o Cine Ideal – nos tempos em que uma pessoa precisava correr com os rolos de filme de um cinema a outro.

A imponente fachada da Escola Estadual Conde do Parnaíba abriga desde 1923 o antigo grupo escolar criado em 1906

Na área estão ainda lojas de comércio tradicional da cidade e outros espaços culturais como a Casa de Letras e Artes.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Rua Direita (Barão de Jundiaí), rua dos Antunes (Rosário), rua da Imprensa, rua das Casinhas (Siqueira de Moraes), rua São Bento, rua Onze de Junho

Praça Tibúrcio Estevam de Siqueira, Mirantinho para Vale do Rio Jundiaí e Cia. Paulista (na ladeira São Bento)

Conexão pedestre com Largo São Bento, Largo da Matriz, Companhia Paulista (ladeira), Largo dos Andradas


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Festa da Uva 1934

Praça do Fórum

Grêmio

Conde

Busto do Eloy

Lateral Estacionameneto Antiga Caixa




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Largo dos Andradas

Conhecido na tradição oral dos séculos XVIII e XIX como rua das Casinhas (rua Boaventura Mendes Pereira e rua Siqueira de Moraes), a praça de mesmo nome abrigou no século XX um dos primeiros postos de saúde do Estado.



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A praça é cortada pela rua Anchieta, que ali vira rua Zacarias de Goes (ex-rua Adolfo Gordo) em homenagem ao farmacêutico retratado nas aquarelas de Diógenes Duarte Paes, e que se liga mais adiante com a Rua Torta.

A Escola Professor Luiz Rosa, fundada em 1917 e com sede voltada para o largo, foi o berço de um dos mais famosos grupos teatrais da cidade (TER – Teatro Estudantil Rosa).

O largo abrigou outros espaços culturais como o palco de rock da Quadrinhos ou turísticos como o antigo Grande Hotel, com fundos para a rua Nova (Senador Fonseca).

Também frases famosas da contracultura nos anos 80 (“coma merda, milhões de moscas não podem estar erradas”) e nos anos 2000 (“você não vive na cidade, é a cidade que vive em você”).


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O prédio da praça dos Andradas, com projeto de Vasco Venchiarutti, abrigou em 1971 a primeira biblioteca pública da cidade e depois serviços de assistência social e também do centro de memória antes do posto policial.

O entorno da praça apresenta espaços alternativos, culturais, gastronômicos, educacionais e de serviços tradicionais como barbearia, moda ou posto público de emprego e apoio a empreendedores.

A rua lateral homenageia José Romeiro Pereira, ex-prefeito e deputado estadual na década de 1940 que criou o Corpo de Bombeiros da cidade.

Na década de 2010 o largo abrigou o lançamento de Ramdia Quellen, coletânea que faz parte da história do rock independente na cidade.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Rua das Casinhas (ruas Boaventura Mendes Pereira e Siqueira de Moraes), Rua Nova (rua Senador Fonseca), rua Boaventura Mendes Pereira, rua Anchieta, rua Zacarias de Goes (antiga Adolfo Gordo), rua Joll Fuller

A referência é a Praça dos Andradas

Conexão pedestre com Largo da Matriz (escadaria), Largo São Bento, Largo da Cadeia Velha, Largo São Jorge, Largo das Rosas


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Praça

Prédio

Antiga Biblioteca

Fachadas

Fachadas

Fachadas




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Largo do Cemitério

Em 1868, com a construção do Cemitério Nossa Senhora do Desterro, acabou a era de enterros nas igrejas ou em locais segregados. Mas sua região abriga histórias e lugares fascinantes.


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O primeiro estádio do Paulista Futebol Clube, fundado em 1909 como Jundiahy Foot Ball Club, funcionou ali na Vila Leme (na rua Anchieta) entre 1918 e 1958.

O atual e imponente prédio do Velório Municipal era na verdade a Estação de Abastecimento de Água do DAE, criado em 1969 como Departamenteo de Águas e Esgotos.

Os arredores até o Largo São Bento e também a Vila Municipal contam com ossadas anteriores enterradas sob as ruas, incluindo de integrantes da Família Real do Império.

Na década de 1980, grupos da então moda gótica circundavam o local ainda sem o risco de vandalismos surgido posteriormente.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O cemitério guarda lembranças de boa parte das famílias jundiaienses mais antigas e pontos de visitação como o túmulo do médico Domingos Anastácio, da moradora Maria Polito ou dos grevistas ferroviários de 1906, Ernesto Gould e Manoel Dias.

A caixa de água da praça Luiz Gonzaga Barbosa reforça a memória da antiga estação de água central.

Na ladeira da rua Henrique Andrés (sentido Barreira) a Vila Torres Neves guarda os últimos detalhes dessa vila operária da Companhia Paulista.

Na ladeira mais suave da avenida Antonio Segre (sentido Ponte de Campinas) estão gastronomia, praças e caminhos pedestres para o “bosque” da margem do Córrego do Mato.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Rua Campos Salles, Rua Luiz Rosa, Rua Anchieta, Rua Henrique Andrés, Rua Visconde de Mauá, Rua França, Rua Benjamin Constant, Avenida Antonio Segre, Rua João Batista Figueiredo, Rua Sócrates de Oliveira, Rua Eduardo Tomanik

Praça Luiz Gonzaga Barbosa, Praça do Cruzeirinho (Nove de Julho), Praça Antonio Rius Regenstreit, Praça da rua Nicolau Coelho

Conexão pedestre com Ponte de Campinas (ladeira), Córrego do Mato (escadaria ou ladeira), Barreira (ladeira), Largo do Chafariz (ladeira) e Largo das Rosas


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Cemitério

Caixa de água

Padaria Kelly

Fachadas Vila Torres Neves

Visão do Córrego do Mato

Paulista Estádio




NOME DO LUGAR MAIS FOTO PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Companhia Paulista

Depois da chegada da ferrovia “inglesa” São Paulo Railway (Santos-Jundiahy), em 1864, os grandes fazendeiros de café do interior criaram a continuidade em 1872 com a Companhia Paulista de Estradas de Ferro e Fluviais, com um conjunto de sede e oficinas que mudaram a paisagem central.



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Com reputação de empresa-modelo, o complexo de prédios e oficinas da Companhia Paulista trouxe no século XIX a disputa entre “colarinhos azuis” e “colarinhos brancos” dentro do ambiente respeitado externamente inclusive pela pontualidade dos trens.


Surgiram na virada do século XX o Grêmio C.P., o Paulista Futebol Clube, a Banda Paulista, o Gabinete de Leitura Rui Barbosa, o Horto Florestal, Senai e outras instituições criadas por gerações de ferroviários brancos, imigrantes e negros.


O conjunto é localizado entre os trilhos da Companhia Paulista (fachada principal) e os trilhos da Sorocabana, atual avenida União dos Ferroviários (fachada secundária), dois eixos do entroncamento ferroviário da região.


O impacto inicial de desmatamento das máquinas a vapor foi bastante elevado (por isso os hortos) e a primeira locomotiva elétrica circulou em 1922 como a primeira da América do Sul.



TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O Museu da Companhia Paulista desde 1995 substituiu o antigo Museu Ferroviário Barão de Mauá, de 1979, que funcionou ainda durante a existência da estatal Fepasa (Ferrovias Paulistas S/A) que englobou as estradas de ferro na década de 1960.

Outro marco contra essa perda histórica foi a Associação de Preservação da Memória Ferroviária, que criou no local o Centro de Estudos e Lazer da Melhor Idade (Celmi).

Uma enorme mobilização em 2001 impediu a privatização do complexo, que recebeu posteriormente a Faculdade de Tecnologia (Fatec), o Poupatempo, a Estação Juventude, a Fumas, a Guarda Municipal e outrros.

Além dos tijolos das construções em estilo inglês, vale observar as enormes e antigas árvores existentes no local.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Avenida União dos Ferroviários (antiga estrada de ferro Sorocabana), Rua São Bento, Rua Siqueira de Moraes, Rua XV de Novembro, Rua Graff.

Praça Interna da Companhia Paulista, Praça 1º de Maio, Praça Miguel Lopes.

Conexão pedestre com rio Jundiaí (escadaria e viaduto), com Estrada de São João, com Largo do Chafariz e com Barreira


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Prédios da Companhia Paulista

Trens

Fachada na ferrovia com obelisco

Fachada na avenida com árvores

Oficina em atividade

Museu




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Ponte Torta

A região do rio Guapeva, ao lado da Estrada Velha de São Paulo, tem seu marco de mudança da era das tropas de cavalos e burros para a ferrovia e a industrialização na Ponte Torta, de 1888.


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A Ponte Torta (ou Ponte dos Bondes) foi construída com 50 mil tijolos entre 1886 e 1888. Sua função original de ligar a estação ferroviária ao centro histórico durou apenas até a década de 1890, quando a Cia. Jundiahyana desistiu dos bondes.

O local usado por moradores, trabalhadores têxteis e vendedores com carroças, entretanto, tornou-se um ícone no século XX dando nome a bebidas, servindo de cenário de fotografias e virando referência cotidiana.

Na década de 1980, a centenária ponte foi ameaçada de demolição pela Prefeitura para gerar uma das maiores mobilizações de defesa da história da cidade, registrada em quadrinhos em “O Grande Desaponte”, de Dadí.

O cenário original da ponte além do rio Guapeva envolvia fábricas têxteis como Milani, São Bento ou Japi.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

A Ponte Torta virou monumento nos 360 anos da elevação à vila colonial, em 2015, depois de um projeto de conservação e zeladoria que resgatou sua história social na comunidade e técnica do uso de tijolo e cal.

A praça Erazê Martinho, que substituiu a antiga praça Sete de Setembro perdida por demolições da criação da avenida José do Patrocínio, abriga eventos culturais e visitas constantes de moradores.

A Rua Torta (ou Avenida Torta), nome popular da avenida Paula Penteado, segue até a escadaria da rua Marcílio Dias em caminho pedestre suave dos séculos XVIII e XIX até o Largo da Matriz ou Largo Santa Cruz.

Na paisagem verde do local também ocorre anualmente o desfile do Bloco da Ponte Torta.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Rua Torta ou Avenida Torta (avenida Paula Penteado), rua Atílio Vianelo, rua Senador Fonseca, avenida José do Patrocínio, avenida Odil Campos Saes

Praça Erazê Martinho, Parque Linear do Rio Guapeva

Conexão pedestre com Esplanada Monte Castelo (ladeira), Estrada de Pirapora, Largo da Matriz


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Ponte Torta

Árvore do Parque Linear do Rio Guapeva

Encosta verde da Esplanada Monte Castelo

Rua Torta

Fachadas na avenida

Fachadas na rua Senador





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Largo das Rosas

A referência é a praça Dom Pedro II, que na virada dos séculos XIX e XX abrigou uma revolução na saúde pública com o Hospital São Vicente de Paulo, pelos vicentinos, e a Fratellanza Italiana, pelos imigrantes.


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Uma reforma da praça principal foi orientada por fotografias antigas do local desde o início do século XX.

Mesmo com limitações ao barulho pela vizinhança hospitalar, a praça abrigou momentos culturais como a descoberta dos “frisbees” por jovens na segunda metade do século XX.

O compositor Lamartine Babo, em parceria com os amigos do grupo local Chorões do Japy, inspirou-se na praça durante a década de 1940 para a canção “Cidade das Rosas”.

A ladeira das atuais ruas Jorge Zolner e Eduardo Tomanik, que leva ao córrego do Mato, é na história oral chamada “das lavadeiras” porque era usada para a limpeza de roupas e tecidos nos séculos XVII e XVIII.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

Na virada do século XX, em 1902, uma mobilização da Conferência Vicentina criou o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo com fachada original voltada para o largo.

Também voltada para a praça, hoje como lateral do pronto atendimento PA Central, está a fachada original da Casa de Saúde Dr. Domingos Anastácio (da Fratellanza, de 1924), criada para socorro mútuo pelos imigrantes italianos.

Outra fachada importante voltada para o largo é do antigo Ginásio Rosa (de 1917), ocupado desde a década de 1930 pela Casa da Criança Nossa Senhora do Desterro, criada pelo abade Pedro Roesler.

A área também inclui bares diurnos e noturnos e o tradicional “corredor verde” de árvores da rua Anchieta.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

A referência são as praças e mais a rua São Vicente, rua Luiz Rosa, rua Campos Salles, rua Euclides da Cunha e rua Leonardo Cavalcanti.

As duas praças são a Praça Dom Pedro II, Praça Antonio Frederico Ozanan

Conexão pedestre com Córrego do Mato (ladeiras), com Largo São Bento, com Largo do Cemitério e com Largo São Jorge (escadaria).


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Hospital São Vicente

Casa da Criança

Praça Dom Pedro II

Fratellanza

Praça Antonio Ozanam

Fachadas na Euclides da Cunha






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Argos

O prédio da antiga Argos Industrial S/A é o centro de um complexo que abrange as vilas operárias (Vila Argos Velha e Vila Argos Nova), a antiga creche, o antigo cineteatro, a antiga loja de jeans rústicos, a capela e uma grande chaminé.



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A Argos Industrial foi criada em 1913 com o nome de Sociedade Industrial Jundiaiense, mas mudou de nome no mesmo ano. Foi um dos marcos do grande pólo industrial têxtil e mecânico que formou a Vila Arens e o mais conectado ao Centro.

As vilas operárias são um indicador do enorme número de programas sociais, educacionais e técnicos envolvidos na política da empresa ao longo do século XX até sua crise administrativa, que culminou na compra da sede pela Prefeitura em 1989.

Além do jeans do tipo rancheiro, a Argos também foi pioneira em gabardines de primeira linha e o renomado “verde-oliva” usado pelo Exército.

Sua localização estava entre a Estrada Velha de São Paulo, as ferrovias Sorocabana e SPR e o rio Guapeva.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

A Biblioteca Municipal “Professor Nelson Foot” é um dos destaques do conjunto com seções adulta e infantil, gibiteca, auditório e conexão de internet.

O trecho local do Parque Linear do Rio Guapeva, com projeto pronto, tem como símbolo a ave lavadeira-mascarada (Fluvicola nengeta).

O Centro de Convivência do Idoso (Criju) concentra atividades para moradores acima dos 60 anos de idade.

O Clube do Carro Antigo é uma das atrações dos arredores, ao lado do Varejão Noturno nas quintas-feiras e espaços culturais e sociais.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Avenida Dr. Cavalcanti, Avenida José do Patrocínio, Rua Bartolomeu Lourenço, Rua Ernesto Diederichsen, Caminho da Palha (rua Prudente de Moraes), rua XV de Novembro, rua Aristeu Dagnoni, rua Vigário João José Rodrigues.

Praça Interna da Argos

Conexão pedestre com Largo da Matriz (escadaria), Largo São Bento, Largo da Cadeia Velha, Largo São Jorge, Largo das Rosas


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Argos

Biblioteca

Vila Argos Nova

Vila Argos Velha

Parque do Guapeva

Chaminé





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Esplanada Monte Castelo

Criada depois da Segunda Guerra Mundial em 1946 para homenagear os soldados jundiaienses da Força Expedicionária Brasileira (FEB), a esplanada urbanizou o Morro do Grupo e o “escadão” de 1927


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A Empresa de Luz e Força de Jundiaí instalou na década de 1920 o prédio em estilo inglês da subestação, ao lado do Teatro Polytheama, que aproveitou a energia de barragem no rio Jundiaí para substituir os lampiões a querosene ou óleo de baleia.

A Escola Industrial, atual escola estadual Antenor Soares Gandra, foi uma das formadoras de técnicos no século XX na cidade e teve em seu projeto de 1969 a adaptação do morro ao acesso da rua Barão para a área da Ponte Torta. Foi o ano em que também a Câmara Municipal mudou-se para o local.

Durante a década de 1940, o “morro do grupo” serviu para testes dos jipes motorizados que substituíram a orgulhosa cavalaria mantida pelo Exército na cidade de Jundiaí.

O teatro Polytheama chegou a ficar em ruínas na década de 1970 e uma grande mobilização popular e artística garantiu sua restauração nas décadas de 1980 e 1990.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

A esplanada (ou belvedere), um dos principais pontos sociais da cidade na segunda metade do século XX, foi reformada e voltou à sua função original de permitir a visão panorâmica do Vale do Rio Guapeva em 2016.

A Pinacoteca Municipal “Diógenes Duarte Paes” preserva o prédio do Grupo Escolar Siqueira de Moraes, de 1897, que motivou a escadaria de 120 degraus criada no início do século XX para acesso de estudantes da área da Argos.

O Teatro Polytheama, como pavilhão em 1911 e no formato de cineteatro em 1927 (recuperado em 2006 com campanha popular e projeto de Lina Bo Bardi), sedia boa parte da vida cultural da cidade.

Além do “mirantinho” da rua Conde de Monsanato para a visão do Vale da Estrada de Pirapora e Serra do Japi, o trecho contempla casarões históricos (como a Casa Rosa) e projetos culturais (como o Projeto Guri).


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Rua Direita (Barão de Jundiaí), Rua Vigário João José Rodrigues, Rua Conde de Monsanto, Rua Major Sucupira

Esplanada Monte Castelo, Mirantinho da rua Conde de Monsanto para Vale da Estrada de Pirapora e Serra do Japi

Conexão pedestre com Argos (escadaria e rampa), com Ponte Torta e com Largo do Pelourinho


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Escadão

Grupo Escolar

Polytheama

Projeto Guri

Museu da Energia

Casarões




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Bela Vista

Esse morro secundário do centro interfluvial foi nivelado com a retirada de solo para o aterro da várzea do rio Guapeva, na segunda metade do século XX, e abrigou referências industriais da cidade.


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A parte baixa da área, junto ao córrego do Mato, formava na década de 1940 um pequeno lago onde moradores faziam piqueniques e até passeios de barco na antiga “chácara dos Gelli”.

Saíram também dessa área industrial boa parte das máquinas de costura usadas em todo o Brasil no século passado, com a fábrica da Vigorelli, que tinha inclusive sua vila operária e seu anfiteatro.

A área também abrigou espaços musicais como os bares Cequiçabe ou Choise de Loque na década de 1980. E também outros, como um bar dedicado à torcida do Paulista Futebol Clube com um “galo” na fachada.

A escadaria entre as ruas Bela Vista e Raquel Carderelli guarda marcas dos aprendizes industriais em sua passagem diária por esse caminho.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

A praça Arnaldo Levada, na área voltada ao córrego do Mato, é uma referência do setor musical e gastronômico dessa área.

Na parte alta, o discreto “mirantinho” voltado para o Vale do Rio Guapeva é um dos motivos do nome do lugar.

A escadaria é uma ligação entre a parte baixa e o eixo da Bernardino de Campos, que leva ao Largo da Matriz.

O lado oposto do córrego do Mato coloca como vizinha externa da área a também antiga Vila Iracema.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Rua Bela Vista, Rua Marcílio Dias, Rua Raquel Carderelli, Rua Paul Harris, Rua Dora Franco

Praça Arnaldo Levada, Praça Sebastião Rolla, Mirantinho para o Vale do Rio Guapeva

Conexão pedestre com Córrego do Mato (escadaria), com Estrada de Pirapora (ladeira), com Largo Santa Cruz e com Largo da Matriz. Acesso de ônibus pelo Terminal Central.


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Vigorelli

Mirantinho

Bar do Galo

Praça da Nove

Sesi

Fachadas




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Largo São Jorge

O uso do conceito “largo” se aplica pelo entorno da antiga Fábrica de Tecidos São Jorge, ocupada atualmente (2016) por um supermercado. Residencialmente, essa área urbanizou-se no século XX como Vila Boaventura.


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O Grupo Escolar Marcos Gasparian, criado em 1955 em substituição à Escola Mista da Creche da Fábrica São Jorge (1946), ocupou inicialmente o prédio da esquina da rua São Jorge com Boaventura Mendes Pereira.

A área abrigava diversas nascentes nas encostas e um pequeno riacho que deságua no córrego do Mato que está praticamente enterrado nos dias atuais.

A convivência entre casas operárias e modernas foi uma das características da ocupação dessa área central.

O local abrigou conversas da criação do jornal “O Jundiaiense” na década de 1950.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

A área mais baixa do setor, na rua Gregório Farias Paes, abriga bares e eventos.

O antigo prédio da escola Marcos Gasparian abriga o Clube de Xadrez XIII de Agosto e o Clube dos Surdos de Jundiaí.

O largo, em um morro à margem do córrego do Mato, forma um “mirantinho” no início da rua Aldemar Pereira de Barros (com acesso por escadaria ou ladeira para a avenida Nove de Julho).

Uma escadaria na antiga várzea da rua Bonifácio José da Rocha conecta a área com a praça Antonio Mendes Pereira.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Rua Boaventura Mendes Pereira, Rua São Jorge, Rua Joll Fuller, Rua Petronilha Antunes

O largo tem acesso próximo pelo Terminal Central.

Conexão pedestre com Largo das Rosas (escadaria), Largo Santa Cruz, Largo dos Andradas


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Fábrica São Jorge

Mirantinho

Escadaria e Praça

Antiga Escola

Riacho Remanescente

Vista Antiga do Córrego do Mato






46


Franciso de Matheo

Tibiriçá

Marcela Formico

Alexandre Oliveira

Roberto Franco Bueno

Eduardo Carlos Pereira

Walter Fagundes Morales

John Monteiro

Geraldo Tomanik

Mário Mazzuia

Júlia Heimann

Araken Martinho

Beatriz Nowick

Virgílio Torricelli

Ariosto Mila

Vasco Venchiarutti

Mozart da Costa

José Luiz de Carvalho

Helena Travalim de Oliveira

Jussara Escadao

Mirza

Antonio Sarasá













Largo como visão de espaço imediato e da “região”


Praça Governador Pedro de Toledo e Praça Marechal Floriano Peixoto

Praça Rui Barbosa

Praça Barão do Japi

Praça Dr. Domingos Anastácio

Praça dos Andradas

Praça da Bandeira

Praça Barão do Rio Branco

Praça São Lázaro

Praça Interna da Cia. Paulista

Praça Interna da Argos

Praça do Velório Adamastor Fernandes

Praça Dom Pedro II

Praça São Bento

Praça Tiburcio Estevam de Siqueira

Praça Sete de Setembro (Erazê Martinho)

Praça Aristeu Perdiz

Praça São Jorge

Praça Arnaldo Levada


Ponte como eixo de cidade e da “identidade”


Ponte Torta

Ponte de Campinas

Pontes da Argos

Ponte de São João

Ponte de Itatiba


Ponte da Tiradentes

Ponte da Luiz Latorre

Ponte da Eduardo Tomanik

Ponte da Conrado Offa


Ponte da Rua do Retiro


Ponte da Abílio Figueiredo

Ponte da Atílio Vianelo

Ponte da José do Patrocínio



Design urbano como história e “evolução”


Largo do Pelourinho

Praça Rui Barbosa

Beco, Groovys, Le Coq, Casario, Blackout, Igreja do Rosário, Quartel

Gabinete, Casario, Hotel Rosário, Arqueologia, Mirante da Marcílio, Pizza

Matriz, Monte Castelo

Ruas Antunes e Direita, Travessas Pelourinho


Largo da Matriz

Praças Governador Pedro de Toledo e Marechal Floriano Peixoto

Prefeitura, Ipiranga, Marabá, Pauliceia, Cristal, Footing, café

Coreto, Solar, Carderelli, Fachadas, Marabá, Dadá, Mirim, Antiga Camara

Ruas Antunes e Direita, Travessas Imperial, Triunfo, Padroeira, Concórdia


Estrada de Pirapora

Praça Aristeu Perdiz

Romarias, Vasquinho, Sao Cristovao, Dalmo, Olarias

Anchieta, Sabores, Bares, Escadaria, 13 de Maio, Fachadas

Ruas Baronesa do Japi, Saúde e Bom Jesus, travessas Monsanto e Atílio


Largo São José

Praça Dr. Domingos Anastácio

Gasogenio, cemitério, carros de praça, quilombo

Galerias, salões, lanchonetes

Ruas do Comercio, Vigario, travessa da matriz



Estrada de São João

Praça da Estação Central

Ponte de São João

Esportiva, aposentados, pedestres, escola parque

Estação, viaduto, sebo, comércio, fachadas, bares

Ruas XV, Prudente, Estrada S Joao


Largo Santa Cruz

Praça da Bandeira

Ponte da Rua do Retiro

Escola Parque, rodoviaria,

28, igreja do rosario, serra do japi

Ruas Baronesa, Concordia, Petronilha, Retiro, Triunfo, Bernardino



Largo dos Andradas

Praça dos Andradas

casinhas, puericultura, teatro

circuito alternativo, casarão

rua anchieta, adolfo gordo, boaventura, do meio ou nova


Largo São Bento

Praça São Bento

hospicio, morto 1932, escravos

mosteiro, mirante, praça, fabrica de vinho, gregoriano, locatelli, clube

rua são bento, jorge zolner, campos sales, leonardo


Largo do Chafariz

Praça Barão do Japi

cavalos, abolição, ferroviários, caminho da palha

choperias, restaurante, ateliês, fachadas

rua prudente, xv, dr almeida, estrada velha, abolição


Barreira

Praça Barão do Rio Branco

Pontes de Itatiba e da Tiradentes

terremoto, mineração-caipira, ferroviários, matadouros, olarias

retificação, centralidade, samba, bares, sabores, viadutos, poesias


Ponte de Campinas

Praça São Lázaro

Pontes da Antonio Segre e Nove de Julho

guerra do paraguai, secos e molhados, guerra de 32, uvas

sororoca, cruzeirinho, ciclofaixa, semiramis, restaurantes


Largo da Cadeia Velha

Praça Tiburcio Estevam de Siqueira

carnaval, artesanato, greve 1906, bares

conde, centro das artes, busto eloy, gremio,


Largo do Cemitério

Praça da Caixa D´Água

paulista, goticos, bares, vista panoramica

padaria, tumulos, caixa de agua, vila torres neves, rua anchieta, jd brasil-g9

benjamin constant, campos sales, luiz rosa



Companhia Paulista

Praça Interna

relogio do apito, senai, sorocabana e conexões, oficina de gigantes, fepasa, corrego, fosforos

museu, est juventude, fatec, praça 1 de maio, fachadas próximas, celmi

av ferroviarios, rua abolicao, são bento, siqueira, dr almeida







Ponte Torta

Praça Sete de Setembro (Erazê Martinho)

Ponte da Atílio Vianelo

1888, industrializacao, 50 mil tijolos, italiano

monumento, eventos, salao dança, academia, bares próximos, bloco

rua torta, rua atilio, patrocinio, senador, odil


Largo das Rosas

Praça Dom Pedro II

fratellanza, chacara urbana rappa, praça viva

pa central, casa da criança, dom abade, capela hospital, bares

rua são vicente, joao lopes, euclides da cunha


Argos

Praça da Vila Argos Velha

Pontes da Vigário e da Dr. Cavalcanati

fase textil, greves, cantinas, corais,

receita, argos, biblioteca, parque guapeva, fachadas

ruas cavalcanti, vigario, monteiro lobato, ernesto diernehsen



Esplanada Monte Castelo

Praças do Escadão

industrial, grupo escolar, energia

polytheama, pinacoteca, mirantes

ruas barao, major sucupira, secundino, monsanto


Bela Vista

Praça Arnaldo Levada

Ponte da rua Abilio

vigorelli, bares, paulista, lagoa, corrego

mirante, bares, hotel, restaurante, banca, escadaria

rua bela vista, petronilha, marcilio, dora franco


Largo São Jorge

Praças São Jorge e Antonio Mendes Pereira

Ponte da rua Gregório Farias Paes

escola no clube dos surdos, fabrica, jornal 1960, vila boaventura

mirante, escadaria, eventos, bares, nascentes, corrego

ruas são jorge, boaventura, joll fuller




1. Capa


mosaico cercado por águas

pontes como conexões

brasil profundo

400, 360, 150




2. Jundiahy

4. Mapas*




6. Largo da Matriz


procissão secular

cinemas

sabores




8. Largo do Pelourinho

10. Largo São José

12. Estrada de São João

14. Largo de Santa Cruz

16. Estrada de Pirapora

18. Largo do Chafariz

20. Barreira

22. Ponte de Campinas

24. Largo de São Bento

26. Largo da Cadeia Velha

28. Largo dos Andradas

30. Largo do Cemitério

32. Companhia Paulista

34. Ponte Torta

36. Argos

38. Esplanada Monte Castelo

40. Largo das Rosas

42. Bela Vista

44. Largo São Jorge

46. Ficha Técnica

48. Contracapa




















































 
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