CENTRO INTERFLUVIAL GANHA OBRAS DE RECUPERAÇÃO


O córrego do Mato está em obras de alargamento das pistas e recuperação do riacho (peixamento). O rio Guapeva teve divulgado um plano para o parque central já defendido pelo site Jundiahy desde sua criação. E o rio Jundiaí está na mira de cuidados com o parque linear inserido na revisão do Plano Diretor.

Mas ainda há setores da burocracia municipal atacando essas preocupações ambientais, como soubemos nos bastidores. É preciso atenção da sociedade para os rumos que podem definir a identidad de Jundiahy, centro histórico interfluvial. Em breve traremos fotos e mais informações aqui.



JUNDIAHY AMEAÇADA POR NEGÓCIOS SELVAGENS


Sim, amigos, os negociantes selvagens já conseguiram destruir muitas partes da história e do ambiente. A Casa do Sal, onde pagavam o que seria o salário colonial, as casinhas do século 18 nas ruas Senador Fonseca e Zacarias de Goes, o casarão do antigo Lar Anália Franco (na rua Prudente), a lanchonete e restaurante À Paulicéia, a chaminé da cerâmica Irmãos Otero e muitas casinhas e casarões e chafarizes e vagões e bondes e locomotivas e muito mais. Sem uma cooperação para registrar a vontade dos moradores - e aí não apenas do centro interfluvial mas dos nativos ou radicados de toda a cidade - vai ser difícil manter a identidade dessa área. O site vai publicar crônicas sobre os rumos do centro histórico interfluvial. Envie a sua para contato@jundiahy.com.br



2009
O PULSO DE JUNDIAHY AINDA PULSA

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A reação do público, formado por representantes de diversas gerações da melhor cultura alternativa de Jundiahy, consagrou o conjunto gaúcho Grupo Voz, surgido em Santa Maria (RS) e radicado na capital paulista, como a maior revelação do festival Canta Encanto 2009. O evento lotou o teatro Polytheama na noite de 02 de agosto e surpreendeu pela qualidade dos finalistas e pelo show do intervalo da votação com o titã Arnaldo Antunes - que teve diversos momentos postados no You Tube.

A chegada ao largo Monte Castelo, pelo escadão, anunciava uma noite especial. Uma coincidência fez chegarem ao mesmo tempo na portaria um Arnaldo e um Antunes - mas a assessora da Secretaria da Cultura, Fabiane Ibanez, pediu os ingressos assim mesmo. No palco, a jornalista Denise Oliveira vencia a timidez para apresentações seguras dos finalistas. Os acenos dos reencontros entre a galeria (lá em cima) e pessoas nas cadeiras da platéia (lá embaixo) marcavam o clima nos intervalos entre as músicas.

A canção de Nilson Chignolli, acompanhado por João Carlos de Luca, foi escolhida como a melhor representante da cidade. Embora iniciante, a banda Detruz também surpreendeu com sua performance inspirada em Nightwish. De outras cidades, vieram alguns formatos clássicos em festivais - como a estilização de ritmos populares ou as letras esticadas em notas para gogós de muita capacidade. Para os jurados, a melhor foi de Demétrius Lulo e Paula Mirhan, que levaram o prêmo de 6 mil reais que atraiu centenas de inscritos. O grupo que pareceu ter a reação mais vibrante do público, o Grupo Voz, ficou com o terceiro lugar.

O mais importante, contudo, é uma sensação de orgulho positivo dos funcionários envolvidos da Secretaria da Cultura. Em debate da série Jundiaí 2020, na imprensa local (no caso, o jornal Bom Dia), a coordenadora do setor Penha Camunhas Martins havia concordado com a conclusão de que deve ser mais profissionalizado. É a visão do músico Betho Silva, que foi semifinalista com a canção "Ela de Corpo ou Alma" e analisa uma troca dos músicos da banda no último momento como motivo do contratempo. "Eu havia apenas elogiado o evento para a equipe, dizendo que podíamos pensar em comparações com os festivais do Rogério Duprat quando estive no Rio, e eles incentivaram a inscrever uma canção na última hora".

O convidado Arnaldo Antunes também trouxe lições bacanas para o público especializado, como o fato do DJ no lugar do técnico de som, ao lado do iluminador e do videomaker como "integrantes" da banda. E olha que nem citou seu genial projeto para crianças, o Pequeno Cidadão... Com tudo isso, o festival Canta Encanto 2009 foi um marco importante para a vida cultural em Jundiahy. E ampliou o contraste das festas de nomes rurais que outrora também tinham esse papel.     

 

"TOMBAMENTOS" OPÕEM CONSERVAÇÃO E DESTRUIÇÃO

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O Gabinete de Leitura Ruy Barbosa, no largo do Quartel, anunciou em 21 de julho o processo de tombamento do prédio e dos mais de 45 mil livros incluindo registros raros da história local no CONDEPHAAT - Conselho Estadual do Patrimônio. Vale lembrar que esse termo significa preservação e vem dos tempos coloniais ondeo registro era feito na Torre do Tombo, em Lisboa. Essa biblioteca (foto à esquerda) foi criada há mais de 100 anos por ferroviários da Companhia Paulista e depende da colaboração dos associados. Mas continua havendo a grande ameaça do sentido oposto, onde o tombamento representa a própria destruição ocorrida em casos como da antiga caixa e cooperativa dos mesmos ferroviários, no alto da ladeira Siqueira (foto à direita).

O diretor de biblioteca da instituição, João Borin, é também de um dos grupos mais atuantes nesse debate - a Sociedade de Amigos do Patrimônio (SOAPHA), que está com inscrições abertas de fotos para seu novo calendário até 8 de agosto na loja Imagem da rua Onze de Junho, no largo do Fórum. Em entrevista para a jornalista Gláucia Mazzei, do jornal Bom Dia, afirmou que a próxima meta é o tombamento da estação da São Paulo Railway (atual CPTM), no antigo pólo têxtil do entorno de Jundiahy.

Na verdade, todo o centro histórico interfluvial precisa de uma política especial e de apoio para as empresas, profissionais liberais e moradores que estão lutando para manter ou restaurar o patrimônio urbano. A Prefeitura iniciou uma mudança no final de 2004, na revisão com a Câmara do Plano Diretor, implantada somente em 2008 mas restrita ao pequeno "polígono histórico" das ruas Barão (antiga Direita) e Rosário (antiga do Meio) entre os largos do Fórum e do Quartel. As fachadas foram redescobertas como um valor visual pela própria comunidade, ganhando apoio registrado recentemente pela jornalista Rebeca Ribeiro, do diário Jornal de Jundiaí.

O recurso ao conselho estadual é uma alternativa para a fragilidade do Conselho Municipal do Patrimônio (COMPAC), que surgiu há poucos anos depois de uma luta iniciada na década de 1980 pelo arquiteto Ariosto Mila, pelo museólogo Francisco de Matheo e pelo historiador Geraldo Tomanik - e testemunhada pelo atual secretário de planejamento Jaderson Spina. Porém nem mesmo o trabalho de um inventário preliminar realizado em 2007 impediu a destruição de lugares como a fábrica São Bento (século XIX), do restaurante e lanchonete A Paulicéia (século XIX) ou do antigo Lar Anália Franco (século XIX) entre outros. Essas perdas, entretanto, parecem ter alertado o governo e a comunidade, que neste ano teve seu primeiro processo de tombamento municipal encaminhado à Câmara para a sede da antiga Fazenda Ermida, com estudos feitos pela Fundação Antonio-Antonieta Cintra Gordinho. Pelo conselho estadual também são tombados o Solar do Barão, a Serra do Japi, a escola Conde do Parnaíba e o antigo grupo escolar Siqueira de Morais (atual Pinacoteca).

Jundiahy, como um centro histórico de limites naturais formados por riachos, é mais antiga que a maioria dos municípios reunidos no Fórum Nacional de Cidades Históricas Turísticas que agora em julho divulgou a Carta de Olinda. O portal Jundiahy defende a valorização dessa memória com placas criativas nos lugares públicos e privados (mesmo nos devastados pela insensibilidade) que permitam aos visitantes "viajarem no tempo" e também incentivos técnicos e fiscais para a restauração dos imóveis degradados, mesmo em casos de mudança de uso, e do meio ambiente por onde ainda passam espécies nativas da região. Tudo pelo significado adequado da palavra "tombamento".  



 CULTURA AFRO DE JUNDIAHY NO ENCONTRO DE TRANÇADEIRAS

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Repetimos a matéria porque o evento volta agora nos dias 13 de junho, acho.

Os salões de cabelos black da ladeira Torres Neves ou largo São José e o clube negro 28, do largo da Bandeira, subiram o rio Jundiai para o I Encontro de Trançadeiras que aconteceu em 19 de julho de 2009 no Espaço Cidadania, no hoje município de Várzea Paulista (antigo distrito Secundino Veiga). Centenas de pessoas estiveram presentes com profissionais da Grande São Paulo, do Rio e até do bloco Ilê-Ayê, de Salvador. Alguns trabalhos pareciam até pinturas (foto à direita), fazendo a alegria de praticantes locais (foto ao centro) e trazendo até mesmo novidades como as bonecas em latinhas e os lápis da linha Bonecas Negras, criada em Jundiahy (foto à direita). Muito samba-rock e percussão marcaram o encontro, que entre os anfitriões teve o prefeito local, Eduardo Pereira, dizendo que a igualdade deve ser sempre um dos objetivos da democracia. Do lado de fora, motoristas de carros antigos e até mesmo uma incrível moto "jogging" transformada em som ambulante marcaram a confraternização, apoiada por unidade móvel do SENAI. Literalmente uma beleza. 



JUNDIAHY AGORA DISPUTA O "SELO VERDE AZUL"

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                                          Fotos do córrego das Walquírias/Fórum Caxambu, março a julho de 2009

Estamos em julho de 2009. Dentro de quatro meses a  Secretaria Estadual do Meio Ambiente vai divulgar a nova tabela ambiental dos municípios que, apesar do patrimônio local, não certificou Jundiaí em 2008, entre os 44 municípios com pontuação centesimal acima de 80. Desta vez vai conseguir, com méritos.

De acordo com o portal do governo paulista, o certificado de "Município Verde" mudou agora para "Município Verde e Azul"  O motivo foi o evento realizado na Semana do Meio Ambiente do mês passado, na cidade de Bocaina, onde 300 prefeituras aderiram ao Pacto Mundial das Águas e demonstraram a importância da agenda azul para o meio ambiente paulista.

No vale do Jundiahy e na serra do Japi não houve municípios nesse encontro (apenas Itatiba, na região). A avaliação do certificado estadual será feita em dez grandes áreas, desde tratamento de esgoto e lixo até arborização urbana e educação ambiental.

O reconhecimento da agenda azul confirma ainda a revisão parcial dos métodos destrutivos sobre riachos, córregos e matas ciliares urbanas que foram praticados no projeto de drenagem urbana da Fundação Municipal de Ação Social, patrocinado pelo PAC (sigla de marketing dos investimentos do Governo Federal). O caso mais polêmico ocorreu em 2009 com o córrego das Walquírias (fotos), uma artéria líquida que liga (va) a Serra do Japi ao rio Jundiaí a jusante do centro histórico interfluvial. Existem indícios do mesmo processo na região do bairro Boa Vista e Vila Maringá, na borda da serra, em mata ciliar da microbacia do córrego Japi-Guaçu. E a continuidade do ciclo das avenidas em riachos precisa ser freada, tudo envolvendo soluções de permeabilidade e transporte.

Felizmente, em 2010, parece que isso melhorou com a exigência da Promotoria Pública de acertos listados em TACs (Termos de Ajuste de Compromisso). A sociedade civil, tanto em entidades e ONGs como em atitudes individuais, mostrou mais consciência e os políticos locais - de governo ou da oposição - estão atentos à opinião pública, desde que ela se manifeste. 

No centro histórico interfluvial de Jundiahy, além da reformulação do projeto do córrego do Mato (veja nota abaixo), a Prefeitura também tem  a oportunidade de planejar intervenções sustentáveis em áreas como o córrego da Fleischmann (entre o largo do Chafariz e o largo da Liberdade) e na várzea remanescente do rio Guapeva (entre o largo Monte Castelo e a Vila Graf) e o desafio de uma nova política municipal de recursos hídricos, em processo de debate na Câmara. Tudo isso é um desafio, pois envolve resistências econômicas como mostrou a Folha em 15/07/09 sobre a suspensão de licenças de desmatamento na Baixada Santista depois da descoberta de fraudes do DEPRN pela promotora Juliana Araújo.

A serra tombada como patrimônio natural e agora o jardim botânico municipal devem inspirar a comunidade, cuidando de cada local num "continuum" entre a cidade e seu ambiente. Jundiaí vem escalando sucessivos patamares de fortalecimento econômico e nada precisa impedir um equilíbrio semelhante em aspectos como a cultura e o meio ambiente.

Mas já existem até boatos de urubus alterando seu comportamento, atacando pombas (uma praga trazida pelos europeus, como os pardais) em áreas antigas do centro. São sintomas de que a biologia urbana precisa ser aperfeiçoada, inclusive por causa do ainda grande patrimônio histórico de Jundiahy. Veja mais em CAUSOS

Conheça também o Pacto das Águas e também o caso dos novos mirantes do Parque do Juquery, nos arredores de Jundiahy.




CÓRREGO DO MATO RECEBE NOVO PROJETO DE URBANIZAÇÃO

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A construção de dois bulevares sobre o córrego, nas margens da ladeira Tomanik e da ladeira do 28 (largo da Bandeira), devem ser os únicos pontos de cobertura desse ambiente de limite do centro histórico interfluvial de Jundiahy. O detalhe mostrado acima, parte de foto divulgada no portal da Prefeitura de Jundiaí, oferece um pedaço da proposta que inclui passagens suspensas nas laterais do córrego para pedestres e ciclistas, a ampliação de duas para três faixas de trânsito de cada lado com a redução da calçada de cinco para quatro metros de largura e a manutenção de faixa de grama.

O novo projeto, que integra o pacote do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento, nome publicitário dos investimentos do governo Lula) foi reformulado depois dos grandes protestos em 2008 contra o tampamento dessa jóia urbana, que tiveram até um enterro simbólico do mesmo no sábado de Aleluia de 2008, e desta vez ganhou a biodiversidade entre seus objetivos. Os detalhes deverão ser vistos pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, que abrigou muitos críticos do tratamento que a cidade sempre reservou para seus riachos urbanos, no segundo semestre. Mais sobre o projeto no portal da Prefeitura de Jundiaí.


PARTICIPAÇÃO TEM CONSULTA NA PREFEITURA E PLEBISCITO NA CÂMARA
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A democracia em Jundiahy vem tendo propostas em seu aspecto participativo. Na Prefeitura, um passo nesse sentido foi dado com a consulta on line em andamento na Secretaria Municipal de Finanças para o orçamento de 2010, que na edição do ano passado teve mais de quinhentos participantes. Mas a proposta mais elogiada em 7 de julho de 2009 por entidades como a OAB, a Cúria Diocesana e professores dos cursos de direito da Faculdade Anchieta e Faculdade Anhanguera é o projeto de lei apresentado pela oposição na Câmara para a regulamentação local dos plebiscitos, referendos e iniciativas populares.

Todos esses mecanismos somente poderiam ser usados em obras públicas ou privadas de grande impacto (social ou ambiental) e em casos como custos acima de 3% do orçamento municipal, ou cerca de R$ 30 milhões atualmente, ou com a assinatura de 5% do colégio eleitoral, ou cerca de mais de 13 mil eleitores. Nenhum desses mecanismos tira poderes dos representantes (Vereadores) e a diferença é que são usados antes do encaminhamento de algum tema de grande impacto (plebiscito), para confirmar alguma medida de grande impacto votada pela cidade (referendo) ou para apresentar uma proposta que tenha grande apoio popular para a votação pelos vereadores (iniciativa popular).

Saiba mais sobre o Plebiscito

Saiba mais sobre a Consulta Online



BANDA SÃO JOÃO BATISTA INAUGURA SUA NOVA SEDE

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A manhã de domingo, 28 de julho, marcou a inauguração da nova sede da Banda São João Batista em mais de meio século de serviços culturais para Jundiahy. Localizada na Vila Graf, bairro de transição entre o centro histórico interfluvial e o entorno da Ponte, o local tem espaços para ensaios, guarda de instrumentos e reuniões. O atual presidente da banda, Henrique Jahnel Crispim (também do Museu Histórico e Cultural), não deixou de lembrar o papel dos saudosos prefeito Pedro Fávaro e vereador Auçônio Tozetto na sede anterior da entidade, surgida em uma fase de diversas outras como Universal e União Brasileira em ciclo iniciado com a banda da Companhia Paulista, no início do século XX. Ele fez ainda um alerta nesse tema ao dizer que existe uma dependência da Prefeitura porque empresas e instituições estão esquecendo do papel desse tipo de cultura.

A professora de música Elaine Freitas, que tem uma filha de quinze anos entre os integrantes da banda, destacou a renovação da mesma e a breve escolinha que deve surgir no local. "Precisamos ampliar o circuito de apresentações e para isso precisamos despertar o interesse da comunidade", confirmou a secretária municipal de cultura, Penha Martins. Ao contrário do livro de Antonio Galdino, desta vez eram representantes do PSDB, PMDB e PV que estavam presentes, caso dos vereadores Ana Tonelli e Sílvio Ermani e o ex-prefeito Ary Fossen, mas nenhum do PT ou PCdoB. Se as disputas políticas ficassem apenas na qualidade de atos benéficos para os cidadãos, viva a pluralidade. Em tempo: a banda está tocando de tudo um pouco, sempre com muita disposição. Contatos em bandasaojoaobatista@bol.com.br


LIVRO RETOMA LUTA PELA PREVIDÊNCIA SURGIDA EM JUNDIAHY

            
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Em 22 de junho de 2009 o escritor Antonio Galdino, ex-vereador e ex-sindicalista no centro histórico que foi exilado durante a ditadura militar, lançou no auditório da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região o seu livro "Previdência em Debate". Antenado com o futuro, disse que em 2050 a proporção de trabalhadores ativos para cada aposentado acima de 65 anos pode chegar a três por um - mas isso não deve ser uma fatalidade ao sistema como apregoam os defensores do Estado mínimo de um lado e do Estado indutor de outro. Antes dos argumentos, ele lembra que tanto a violenta repressão da greve dos operários da Companhia Paulista em 1906  (morreram dois deles no largo do Fórum) como a criação da lei das aposentadorias pelo deputado local Eloy Chaves em 1923 ocorreram pelo mesmo motivo: não paralisar a exportação do café que era transportado pelos trens. A mudança na abordagem surgiu também pela pressão do movimento sindical da época e pelo surgimento do espectro da revolução russa durante a Primeira Guerra.

A então Jundiahy teve seu nome gravado nessa conquista brasileira, que está visivelmente abatida com golpes como o reajuste menor que o salário mínimo (com o rebaixamento do teto salarial) e a criação do fator previdenciário (que castiga aqueles que precisaram iniciar o trabalho com menos idade, o que significa a classe mais pobre que não tem tempo para se preparar para os melhores salários no mercado). Para Galdino, que já colaborou com partidos de esquerda, o peso muito maior das aposentadorias do funcionalismo do governo ou dos políticos é sempre esquecido por estes. Isso faz parte de um corporativismo que também envolve ossetores mais organizados da sociedade - sejam funcionários públicos, metalúrgicos, químicos, bancários e outros, de um lado, e aqueles que acreditam poder bancar a previdência privada, de outro.

"Chegou a hora de uma ação em defesa do poder aquisitivo de nossos vencimentos e de um mudança radical com a criação da Previdência Social Única que incorpore todos os trabalhadores do setor privado e do setor público, com profundidade e sustentabilidade, sem privilégios e injustiças", afirma ao lembrar que todos precisam se mobilizar pensando nas atuais e futuras gerações da comunidade e do país.

O livro é destinado a colaborar nessa grande luta do povo brasileiro abordando a história, as armadilhas legais mais recentes, a realidade do salário mínimo na previdência e no setor público, a Constituição, as tentativas de privatização no mundo e anexos com algumas leis e consensos do movimento nacional dos aposentados. Com esse trabalho, Antonio Galdino recoloca Jundiahy no centro do debate sobre os direitos econômicos conquistados no século XX (muitas vezes com sangue, suor e lágrimas) de uma forma sincera e recheada de informações sem os tabus de políticos comprometidos mais com o sistema de poder do que com o debate popular.

"Vai ser preciso repensar. Fui vereador na década de 1960 e havia uma sessão por semana. Hoje continuamos tendo a mesma sessão semanal e os custos da Câmara aumentaram tremendamente. O mesmo ocorre com outros setores de governo. Não é uma questão de reduzir o Estado, é de melhorar suas prioridades. A cada crise, voltam a falar do problema da Previdência com dados falsos. Sei que poderemos não ver o resultado completo dessa luta, mas não é apenas pela gente que estaremos buscando um sistema mais justo e sustentável".

Aplaudido e com fila de autógrafos como qualquer escritor, Galdino vive aos 75 anos o momento de passar sua visão e experiência para a frente. O evento foi prestigiado por políticos do PT e do PC do B como o vereador Durval Orlato e o deputado estadual Pedro Bigardi, mas curiosamente por nenhum representante do PSDB. Um sinal de que o debate sobre a Previdência segue dividindo posições partidárias no Brasil e na região. Alguns exemplares do livro ainda podem ser encontrados na sede da associação, na área da ladeira Torres Neves (XV de Novembro, 1336).

Observação: documentos antigos sobre a greve de 1906 podem ser encontrados no Gabinete de Leitura Ruy Barbosa (no largo do Quartel) ou no arquivo Edgard Leuenroth (na Universidade Estadual de Campinas).


 QUATRO A ZERO E AINDA COM CHORO

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Talvez Bob Dylan, Mozart e Miles Davis entendam o simbolismo da banda Quatro a Zero em seu concerto no coreto da praça Marechal Floriano Peixoto, no largo da Catedral, na manhã do dia 6 de junho de 2009. Em tempos de hipóteses de cercamento de praças com coretos antigos, foi uma verdadeira revolução.

Uma nova oportunidade para conhecer o incrível trabalho desses quatro rapazes do interior foi garantida no dia 20 de junho em um horário novo – 11h30 – do projeto da Secretaria Municipal de Cultura chamado “Sabadão Cultural”. O nome pode ser um tanto enganador na conexão semântica com o mundo da tevê, mas a escolha da primeira atração não poderia ser mais inovadora. E em julho voltam para uma oficina gratuita de memórias do choro no Centro Jundiaiense de Cultura, no largo Monte Castelo.

A banda teve origem no curso de música popular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), onde também passou o violeiro e professor Ivan Vilela, que no segundo semestre vai se apresentar no teatro Polytheama com a orquestra Villa-Lobos. A linguagem e estrutura dos regionais foi transposta para piano, guitarra, baixo elétrico e bateria, incluindo cornetas ocasionais, no que chamam de choro elétrico.

Premiada, a banda mostra um novo espírito de resistência do choro e da cultura do interior em seu novo disco, “Porta Aberta”. Como não se emocionar ao lembrar esse tempo em que pessoas comuns, ao lado de grandes instrumentistas e compositores, iam delineando a música brasileira? O compositor Hugo Bratfisch, que em 1915 foi maestro da banda de Itatiba, é uma dessas relíquias escritas à mão e repassada ao grupo pelo violonista Nenê 7 Cordas, de Campinas.

Vale a pena lembrar que o disco teve o apoio direto da Secretaria Estadual de Cultura e da Prefeitura Municipal de Campinas, coerentes com a densidade da carreira e da proposta da banda. Um dos integrantes da banda, Daniel Muller, é irmão do cineasta Marcelo Muller com quem sonhávamos intervenções culturais no grupo Teatrando Arte de Rua. Não foi por menos que sua estréia em Jundiahy foi devolvendo a vida ao coreto da praça. O nome disso é atitude.  



PREFEITO ADOTA REUNIÕES COMUNITÁRIAS PARA OBRAS

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Em 25 de maio o prefeito Miguel Haddad (com o mapa nas mãos) esteve na sede do clube Rio Branco, na Barreira, para esclarecer a pavimentação das maioria das ruas aos moradores. Com dados precisos sobre as ruas envolvidas no projeto (implementado em junho) realizou uma apresentação bastante objetiva e teve o secretário de serviços, Walter Costa e Silva, esclarecendo as ruas adiadas por esperarem a construção de galerias de captação de águas pluviais que não entraram nas obras em andamento do PAC, convênio da Prefeitura com o Governo Federal refeito em alguns aspectos por críticas ambientais ao excesso de canalização de riachos urbanos. Confirmado no cargo pela vitória judicial de segunda instância em seis processos de cassação surgidos da campanha eleitoral de 2008, o prefeito afirmou que pretende realizar mais reuniões com a comunidade e atendeu perguntas como sobre segurança, dizendo que ampliou investimentos na Guarda Municipal e na integração com as polícias estaduais, e sobre a conservação das áreas verdes do entorno da Barreira e do centro interfluvial  Jundiahy, dizendo que os empreendimentos imobiliários na área entre a estrada de Itatiba e a rodovia João Cereser manterão um mínimo de 450 mil metros quadrados conservados. A SAB da Vila Rio Branco também encaminhou questões por escrito, devido ao tempo limitado do encontro organizado pelo vereador Antonio Carlos Pereira Neto, o Doca (PP), da base governista do PSDB e mais antigo vereador em atividade. Aparentemente, a demanda por mais participação da comunidade é um novo patamar aceito de formas variadas por governo e oposição.     


DEBATE MARCA NOVA LIGAÇÃO DE JUNDIAHY E PONTE SÃO JOÃO

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A proposta de desapropriações em uma parte antiga de Jundiahy, a Vila Graf, e também na outra margem do rio na Ponte São João, tornou tumultuada a reunião promovida pela Prefeitura com a comunidade em 4 de maio na sede do clube Estrela da Ponte. O  debate é a ligação da zona leste com as outras regiões da cidade. O projeto interfere na avenida dos Ferroviários entre as ruas Abolição e Engenheiro Monlevade, onde surgiriam duas rotatórias de fluxo, e tem aparentemente o mérito de preservar as características das ruas do declive norte do centro antigo com algumas mudanças de direção. A grande intervenção parece ser o túnel de mão dupla ao lado da estação histórica da Companhia Paulista.

Os problemas surgem do outro lado. Um quarteirão inteiro da Vila Graff, na rua Antonio Mendes Pereira (que teve seu nome trocado pelos secretários na apresentação, gerando protestos), seria desapropriado. Depois de outra rotatória sobre o rio Jundiaí, a avenida continuaria ao lado da indústria Pozzani e avançaria por um espaço verde proposto para o quarteirão da rua Aléssio Zomignani, entre as ruas Carlos Gomes e Dino, que também seria inteiramente desapropriado. Isso tudo para emendar esse eixo com a avenida marginal do córrego da Colônia, que atualmente funciona com mão dupla em sua margem esquerda. O mapa apresentado deixa claro que essa escolha também hipoteca para o futuro as casas de sua margem direita para desapropriação futura.

Uma avenida ligando diretamente o Jardim Pacaembu com as avenidas Antonio Frederico Ozanan (marginal do rio Jundiaí) e Ferroviários é o escopo geral da proposta. Mas tanto a Vila Graf como a Ponte São João  são bairros antigo, remontando ao século XIX, e seus moradores querem soluções para o trânsito tomadas com um mínimo de consenso. O atual viaduto, que continua ladeira Torres Neves, foi construído na década de 1950 com empréstimos de moradores ao governo do então prefeito Vasco Venchiarutti.

A Prefeitura chegou a especular a possibilidade de realocar famílias afetadas dentro da mesma vizinhança, e a existência de áreas verdes e ciclovias como partes do projeto (e até um possível parque linear no rio Jundiaí, entre a Agapeama e a Ponte). Muitos moradores chegaram a comentar a abertura de cancelas sobre os trilhos como alternativa, rejeitada pelo governo do PSDB e apoiada por propostas do PT. Em junho, a Prefeitura Municipal recebeu técnicos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para um empréstimo que viabiliza também novas pontes de acesso para a avenida dos Imigrantes, isolada por grandes condomínios nas ruas da margem oposta do rio aprovados pela falta de estudos de impacto de vizinhança nas leis da cidade, e outra mais distante de acesso e transposição do rio na região da Agapeama, que evitaria parte do excesso de tráfego na região central. O túnel de ligação entre as avenidas União dos Ferroviários e a marginal do córrego da Colônia permanece nos planos.

 

A BOLA NO RIO

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Praticamente todos os nossos centros esportivos públicos continuam tendo, em sua maioria, os campos de várzea. Nesse tipo de meio ambiente existe a possibilidade natural da bola fazer uma parábola errada e cair no rio. Contar com os gandulas externos é uma tradição dos tempos do equipamento improvisado no bambu. Logo, não entendo como não ocorrem encontros entre a Liga Jundiaiense de Futebol e as secretarias municipais de Cultura e de Meio Ambiente...

Sem contar a eliminação radical da mata ciliar, tirando o metro de largura que um tipo de código ambiental urbano de Jundiaí ainda deixava, vai impedir completamente essa possibilidade em um bom trecho abaixo do ponto onde o rio recebe o afluente córrego do Mato.

Meu olhar é de um cidadão nascido na Barreira, região do centro interfluvial onde o futebol começou  na região com a influência dos ingleses e a adesão dos afrobrasileiros libertos do regime escravo pelos salários da construção das ferrovias. O campo do Rio Branco, na várzea do entorno, brilha em minhas memórias de infância. E a bola no rio, agora, parece algo simbólico.

Um plano integrado de recuperação das várzeas, mesmo urbanizadas, talvez seja um ponto de vista necessário para os debates sobre um Plano de Desenvolvimento Integrado Regional com lançamento previsto para 07 de agosto com os prefeitos de Cabreúva, Cajamar, Campo Limpo, Jarinu, Jundiaí, Itatiba, Itupeva, Louveira, Morungaba e Várzea Paulista.

De acordo com as notas divulgadas pela Agência de Desenvolvimento de Jundiaí, que toca o processo em parceria com a unidade local do Sebrae, é necessária a “participação popular”. Como são quatro eixos (cidadania, meio ambiente, integração regional e desenvolvimento econômico) me parece que os grupos culturais, ambientais, de moradores, sindicais, estudantis e outros podem aproveitar o momento para gerar boas idéias.

A questão, como no caso da Ação Consorciada da Serra do Japi (onde governos de alguns dos mesmos municípios juntam-se ao de Pirapora do Bom Jesus), é como será a participação no cenário de diversidade regional, econômica e política desse território, um enclave interiorano no centro da metrópole paulistano-campineira. Os mais empolgados no debate são, além dos políticos (e os caronas de fora), os empresários e os profissionais liberais. Por isso é preciso qualificar a participação dos cidadãos e cidadãs.

As telas de LCD nos ônibus e todos os equipamentos de registro audiovisual para produzir informações nos mesmos, por exemplo, são parte da estrutura mantida em Jundiaí em uma bolsa-governo de 950 reais mensais - orçamento de 1 bilhão de reais por famílias de quatro pessoas na ordem de 350 mil habitantes. Mais e melhor comunicação nisso. E talvez projetos integrados de cultura com editais, evitando que a produção dependa do voluntarismo deste ou daquele dirigente local ou regional que não tenha tempo de ver a bola no rio.   

A sugestão para as entidades da região de Jundiahy é se informarem sobre o andamento do processo do Fórum de Desenvolvimento Regional em http://www.adej.org.br  e informarem novos eventos aqui no site Jundiahy.

Se quiser ler a coluna das segundas-feiras de José Arnaldo de Oliveira, veja a seção de colunistas de http://www.redebomdia.com.br


UM FINAL DE SEMANA HISTÓRICO

O final de semana de 15 a 17 de maio de 2009 foi um marco na vida de Jundiaí. Um público que pode ter chegado a 70 mil pessoas ocupou as ruas, teatros, parques e eventos estimulado em grande parte pela proposta da virada cultural. Dois terços foram contados na Virada Cultural Paulista propriamente dita, realizada em teatros do Centro histórico e em um parque municipal no Anhangabaú com livre acesso. Mas houve ainda outras milhares de pessoas participando de eventos variados como a romaria de cavaleiros a Pirapora, a abertura da festa italiana da Colônia, uma festa menor, japonesa, no Retiro, e de capoeira, na Ponte. Houve sarau do grupo da Cultura Artística e outro foi adiado por motivos particulares. Sem falar nos bares, casas noturnas ou festas particulares. 

Essa convergência também aconteceu na mídia. A Rede Paulista transmitiu eventos, a TV Educativa mostrou o show gravado na semana anterior com Ivan Vilela e a Orquestra de Violas de Atibaia, a TV Globo mostrou Sepultura e Angra (agendados em Jundiahy) no Altas Horas, a tevê comunitária Japi mostrou o surpreendente talento e memória do cantor Nélio Vicente. Nas ruas, a rapaziada do rock ou do hip hop cumprimentava romeiros a cavalo pelas ruas. Eduardo Dussek brincava que sua carreira começou na San Remo. A banda Cachorro Grande cumprimentou a cidade pela oportunidade. Marcelo D2 pediu para que se mantenha o respeito. A orquestra de Benjamin Taubkin, DJ Evelyn e os músicos do Mawaca lembraram que a diversidade de ritmos é a essência do som.

O reforço da segurança pública e a civilidade dos eventos funcionou para o clima de tranquilidade coletiva. Agora é preciso descobrir como transformar essa energia positiva em cotidiana. Veja fragmentos de Inocentes e Fernandinho Beat Box no show de D2, registrados pelo público, no portal de vídeos:  http://www.youtube.com/user/jundiahyaudiovisual.   


INTERVENÇÃO PÚBLICA

Jundiahy é a área interfluvial entre os rios Jundiaí, Guapeva e do Mato, com uma grande colina no meio. É o centro histórico ampliado. Não sei o que nossos governantes e legisladores pensam, mas ando fascinado por um plano cicloviário em nossa cidade. Até por uma questão de segurança pública, como em Bogotá, mas também pelo valor do patrimônio envolvido.

Uma ciclovia que passe pela calçadão da rua Barão de Jundiaí, desça o escadão pelas curvas de nível, margeie o rio Guapeva onde sua várzea ainda tem mata e história. E que depois ocupe uma faixa lateral da antiga ferrovia da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, a partir do viaduto São João Batista. Isso permitiria a ligação direta com o SESC e o Jardim Botânico, de onde a ciclovia poderia bifurcar-se para o Parque da Cidade ou para a avenida Nove de Julho – esta, no córrego do Mato.

A vantagem desse plano é a existência de instituições como o Centro Paula Souza (Fatec), o Museu Ferroviário, a Associação dos Skatistas, o Museu Histórico (Solar), a Faculdade Pitágoras, o Complexo Argos, o Mercadão da Cidade, o Centro Esportivo Sororoca, a Associação de Preservação da Memória Ferroviária, o Museu da Energia, Os Monitores das Serra e outras no caminho. A maior vantagem, entretanto, está em que uma ciclovia é uma obra barata e sustentável. Se o acordo entre a prefeitura e as empresas de logística (como são MRV e ALL) não for definitivo, o custo vale mesmo para alguns anos.

É difícil pensar como um projeto público pode ser mais democrático, mas imagino que as famílias que ocupam casas da antiga ferrovia deveriam permanecer. Afinal, o ambiente não pode ser definido apenas por proprietários de terrenos especulativos. Estamos equivocados ao tratar como patrimônio somente o museu ou as oficinas ferroviárias. Trata-se de toda a sua extensão, pelo menos entre os rios Guapeva e Jundiaí.

Muitos turistas do trem gostariam da opção de alugar uma bicicleta para mergulhar na história da Paulista, verem dormentes do tempo do Horto Florestal, visitarem o museu e até o Jardim Botânico. Será que chegaram a conhecer o 360 graus do Pardal? Com todo respeito ao currículo do secretariado da prefeitura, esse assunto mereceria um concurso de projetos para ser um modelo. Seria por meio de edital, que poderia ser financiado pelas compensações ambientais do município (vejam como no site da Rede Brasileira de Fundos Socioambientais) ou fundos externos de modernização urbana.

Os túneis previstos para a região, imagino, não interferem no potencial da ciclovia. Essa idéia, de espírito comunitário e que exige apenas boa vontade de trabalhar, resultou de inquietações sobre assuntos como segurança e patrimônio (públicos, obviamente). Neste mês o time de futebol que surgiu da ferrovia completa 100 anos, como já aconteceu com o Grêmio CP e com o Gabinete de Leitura. Ah, tem outra bicicletada prevista para o final da tarde do dia 29. (Oliveira, José Arnaldo de - Coluna Semanal - Bom Dia Jundiaí, 04/05/09 - http://www.redebomdia.com.br)




TERRA ANCESTRAL
 

O desenvolvimento econômico, a justiça social e a proteção ambiental são uma mesma coisa na sustentabilidade. No caso de uma área com tantas histórias como Jundiahy (mas também valendo para a situação de cada lugar) o patrimônio material e imaterial estão presentes em todos os aspectos.

Esse olhar para uma parte de nossas raízes não pretende estar alienada do processo de uma megalópole paulista em formação. Pelo contrário, busca uma perspectiva menos óbvia. Nesse sentido as características socioambientais de um centro histórico interfluvial devem ser valorizadas - tanto quanto do município inteiro, do estado, do país, do continente e do mundo.

Afinal, em Jundiahy o pesquisador amador Francisco de Matheo encontrou vestígios de cemitérios indígenas no largo de São Bento. É uma terra ancestral da humanidade. 


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MÍDIA CONVENCIONAL


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