Primeira parte em revisão... a segunda terá página para cada um dos lugares com pontos de referência de memórias... Aproveite esta parte para repensar seus passeios e trajetos.... 


Conheça lugares históricos (e charmosos) de Jundiahy


O nome original de Jundiaí (SP) tem sua marca principal usada na área das colinas e vales entre os rios Jundiaí, Guapeva e Córrego do Mato, com sua margem sul adaptada ao “eixo seco” da atual avenida José do Patrocínio emendando com as atuais rua Atílio Vianelo, parte da rua Bom Jesus de Pirapora e rua Dora Franco.

Uma das mais antigas referências entre as cidades paulistas (com colonização indicada em 1615 e vila colonial reconhecida em 1655), guarda parte da magia das antigas cidades dentro de um dos mais desenvolvidos municípios brasileiros.

Por isso, em qualquer das áreas onde estão os lugares indicados, vale a pena “flanar” nas caminhadas ou pedaladas para observar resquícios das construções mais antigas e seu contraste com as mais novas.

Também vale cumprimentar as pessoas com um “ó”, cumprimento tradicional que em outros tempos substituía o “oi” e até o “bom dia” e ainda está na memória do lugar.


ATENÇÃO - a ordem abaixo é aleatória e segue com as regiões do Largo do Pelourinho, Largo da Matriz, Largo da Cadeia Velha,  Largo Santa Cruz, Estrada de Pirapora, Largo São José, Estrada de São João, Largo do Chafariz, Barreira, Ponte de Campinas, Bela Vista, Companhia Paulista, Largo São Jorge, Largo São Bento, Largo das Rosas, Largo do Cemitério,  Ponte Torta, Argos, Largo dos Andradas e Esplanada Monte Castelo.  Surpreenda-se em todas elas. 


Largo do Pelourinho


Originalmente, no século XVII, era o início da rua Direita (atual Barão de Jundiaí) e da rua dos Antunes (atual rua do Rosário), ambas depois prolongadas. Seu nome vem de um poste de madeira para castigos físicos na ordem colonial, mas passou a ser conhecido no século XX como Largo do Quartel. Seu ponto de referência é a praça Rui Barbosa, usada por ônibus intermunicipais para os antigos distritos de Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista.


Uma de suas atrações presentes é o centenário Gabinete de Leitura Ruy Barbosa (rua Cândido Rodrigues, 301), espaço cultural privado mantido pela comunidade na esquina da praça com a rua do Rosário.


Outra construção histórica é o Hotel Rosário (rua do Rosário, 91), que abrigou a primeira hospedaria dos imigrantes no século XIX, na esquina da rua homônima com a antiga Travessa do Pelourinho (atual rua Engenheiro Monlevade),


A área tem ainda a Pizzaria Monte Carlo (rua Vigário J.J. Rodrigues, 765), situada na esquina com a rua Secundino Veiga, paralela à praça.


Além de algumas fachadas remanescentes, uma cúpula de influências orientais (na esquina da praça com a rua Barão de Jundiaí) ornamenta um imóvel. A uma centena de metros, na altura do número 540 dessa mesma rua, é possível “encaixar” a imagem dessa cúpula em sobreposição com a torre da Catedral Nossa Senhora do Desterro (esta no Largo da Matriz).


O local é também o ponto de partida, nas tardes de sexta-feira de Carnaval, do tradicional bloco Refogado do Sandi (praça Rui Barbosa, s/n), reconhecido como patrimônio imaterial da cidade.


Faz ligação com a Esplanada do Monte Castelo pela rua Barão de Jundiaí, com o Largo da Matriz pelas ruas Rosário e Barão, com a Ponte Torta pela avenida Paula Penteado e com o Largo São José pela rua Vigário J.J. Rodrigues.


Largo da Matriz


Surgido no centro da vila colonial, entre as ruas Direita (atual Barão de Jundiaí) e dos Antunes (atual Rosário), tem seu ponto de referência nas praças Governador Pedro de Toledo e Marechal Floriano Peixoto.


Entre suas atrações estão o centenário ponto do Restaurante Dadá (rua do Rosário, 277) e ainda um serviço remanescente dos fervilhantes cinemas de rua, a Bomboniére Marabá (rua do Rosário, 319).


Na perpendicular, na antiga Travessa Imperial, estão os tradicionais lanches do Mirim Dog (rua Bernardino de Campos, 146), os pratos do Saud´Arabe (rua Bernardino de Campos, 50) e da Padaria Central (rua Bernardino de Campos, 37). Em outro ponto, na Travessa da Padroeira, está a origem da famosa coxinha de queijo na Casa de Massas Padroeira (rua da Padroeira, 410). Outra marca histórica nessa região, esta na antiga rua Adolfo Gordo, é a Cantina Jundiaiense (rua Zacarias de Goes, 223). E tem ainda o Fascino Bistrô (rua Senador Fonseca, 801).


No largo da praça propriamente dito estão atrações como uma grande coleção de históricas fachadas. A principal delas é a sede do Museu Histórico e Cultural de Jundiaí no Solar do Barão (rua Barão de Jundiaí, 762).


Um outra passagem interessante é a visita aos vitrais surgidos na reforma orientada por Ramos de Azevedo no século XIX na Catedral Nossa Senhora do Desterro (Praça Governador Pedro de Toledo, s/n). A construção católica tem um coreto na parte voltada para a outra praça e sedia uma imemorial procissão anualmente, no dia 15 de agosto.


No trecho mais importante da rua Barão de Jundiaí no século XX, o prédio da antiga Câmara e Fórum de Justiça permanece imponente na esquina com a antiga Travessa da Concórdia, atualmente em posse do Banco do Brasil (rua Barão de Jundiaí, 941). É remanescente de tempos que concentravam no trecho a antiga sede da Prefeitura, a centenária lanchonete e restaurante A Pauliceia e a agência dos Correios, todos praticamente na esquina com a rua da Padroeira.


O roteiro nesse lado é mais repleto de referências históricas nas fachadas da rua do Rosário, com destaque para a fachada oitocentista do número 484 ou da antiga escola paroquial de taipa no número 189.


A área conta ainda com estabelecimentos tradicionais do comércio, entre eles os tecidos da Loja dos Velhinhos (rua Bernardino de Campos, 87) e da Ao Barulho de Jundiaí (rua Senador Fonseca, 875).


Faz ligação com o Largo do Pelourinho e com o Largo da Cadeia Velha pelas ruas Barão e Rosário, com o Largo São José pela antiga Travessa da Matriz (atual rua São José), com o Largo Santa Cruz pela Travessa do Triunfo (atual rua Barão do Triunfo) e com a Bela Vista pela Travessa Imperial (atual rua Bernardino de Campos).


Largo da Cadeia Velha


Surgida depois de espaços coloniais anteriores, a cadeia velha deu origem posteriormente ao Fórum de Justiça. Sua referência principal é a praça Tibúrcio Estevam de Siqueira, entre as ruas Direita (atual Barão de Jundiaí) e dos Antunes (atual rua do Rosário).


Uma de suas atrações é o centenário prédio do Grupo Escolar Conde do Parnaíba (rua Barão de Jundiaí, 1.106), uma das primeiras escolas públicas da cidade. Outra, do lado oposto da rua, é o antigo mercado municipal que abrigou a primeira e histórica Festa da Uva de 1934, posteriormente transformado no Centro das Artes (rua Barão de Jundiaí, 1.093).


Também está nessa área um dos maiores clubes recreativos da cidade, o Grêmio Recreativo da Companhia Paulista (rua Rangel Pestana, 336). E outros espaços culturais, como a Casa de Letras e Artes (rua Rangel Pestana, 456). No mesmo quarteirão, uma fachada impressionante é da antiga residência do engenheiro Jayme Cintra no número 528.


Entre os estabelecimentos tradicionais da área estão as lojas Ao Esporte Jundiaiense (rua Barão de Jundiaí, 1.033) e também a Ghizah Artesanatos (rua Siqueira de Moraes, 487).


Na praça Tibúrcio Estevam de Siqueira, um busto em frente a agência da Previdência Social (rua Barão de Jundiaí, 1.150) homenageia a origem local do serviço brasileiro em 1923, pelo deputado e fazendeiro Eloy Chaves, a partir das polêmicas iniciadas na primeira greve operária do país também de Jundiaí, em 1906.


Faz ligação com o Largo São Bento e com o Largo da Matriz pelas ruas Direita (atual Barão de Jundiaí) e dos Antunes (atual Rosário). Em 2015, essa sua transição com o Largo da Matriz passou a contar com dois “parklets” ou micropraças de descanso de pedestres nas duas ruas na altura da Travessa da Concórdia (atual rua Coronel Boaventura Mendes Pereira) e no segundo deles integrado a uma galeria com acesso á antiga Rua Nova (atual Senador Fonseca).


Também faz ligação com o Largo São José pela rua do Comércio (atual Rangel Pestana) e com o Largo dos Andradas pela rua das Casinhas (atual Siqueira de Moraes).


Largo Santa Cruz


Um dos primeiros pontos de chegada para Jundiahy, era no século XVII um espaço de plantações chamados “largo do rocio”, que também abrigou curtumes de aproveitamento de couro. Tem como referência a praça da Bandeira, entre a Travessa do Triunfo (atual Barão do Triunfo) e a Travessa da Concórdia (atual Coronel Leme da Fonseca).


Uma de suas atrações é o centenário Clube 28 de Setembro (rua Petronilha Antunes, 363), surgido no século XIX a partir dos movimentos contra a escravidão da comunidade afrobrasileira e ligada a suas manifestações sociais e culturais ao longo desse tempo.


Também está ali a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito (rua Petronilha Antunes, 379), um belo remanescente da mudança de sua sede original no Largo do Pelourinho que foi demolida em 1922 para o prolongamento da rua dos Antunes (atual Rosário).


Outro ponto histórico é a própria praça, uma das mais arborizadas do centro entre rios, que no começo do século XX recebeu o primeiro bebedouro público da cidade abastecido com água da Serra do Japi e, em 1978, abrigou o ponto de partida da primeira passeata ecológica de um movimento popular que, cinco anos depois, atingiu a proteção dessa reserva de mata atlântica com o tombamento estadual.


Faz ligações com o Largo da Matriz pela Travessa do Triunfo (atual Barão do Triunfo), com a Bela Vista pela Travessa Imperial (atual Bernardino de Campos), com o Largo dos Andradas pela antiga rua Adolfo Gordo (atual Zacarias de Góes) e com o Largo São Jorge pela rua Petronilha Antunes. A partir da década de 1950 passou a ser também o ponto de chegada da avenida Jundiaí, surgida com a era das rodovias.


Estrada de Pirapora


Trata-se do primeiro caminho colonial entre São Paulo de Piratininga (fundação em 1554) e Jundiahy (povoamento em 1615), possivelmente aproveitando um antigo caminho indígena ou “peabiru” a partir de Santana do Parnaíba (1580) e que ganhou esse nome depois da devoção católica surgida em 1725 a partir de uma imagem encontrada no rio Tietê.


Com o nome atual de rua Bom Jesus de Pirapora e rua Baronesa do Japi, tem seu trecho no centro entre rios de Jundiahy entre o Largo Santa Cruz e a rua Dora Franco, que dá acesso ao morro da Bela Vista. Uma referência nesse caminho é a praça Pompeu Perdiz.


Uma de suas atrações são os prédios mais antigos das Escolas Padre Anchieta (rua Bom Jesus de Pirapora, 125), surgidas há 75 anos e que deram origem ao atual centro universitário. O local também fomenta a presença de bons estabelecimentos de açaí ou sorvetes especiais.


Esse eixo tem também serviços diversos como o karaokê Options (rua da Saúde, 160), a loja de roupas rock Oba Shop (rua José Gáspari Sobrinho, 443) ou a Zombie Tatoo (rua Baronesa do Japi, 258).


Uma atração curiosa é o formato curvo da Rua 13 de Maio, que começa e desemboca na própria estrada pela encosta do morro da Bela Vista e já abrigou em outros tempos um ponto conhecido como Capela do Pai Manoel e ainda tem fachadas antigas tanto em seu trajeto interno como na parte voltada para a própria estrada antiga.No número 334 está ao ar livre um painel escultórico do artista Adélio Sarro, marcando o ateliê do artista plástico Elvio Santiago. 


E outra atração curiosa é a Escadaria (rua Marcílio Dias, esquina com rua Bom Jesus de Pirapora). Com uso para pedestres, divide os dois lados dessa rua que já teveparte no antigo beco de acesso ao Largo do Pelourinho e também marca o ponto de continuidade entre a rua Torta (atual avenida Paula Penteado) e a rua Adolfo Gordo (atual Zacarias de Góes).


A centenária Romaria a Pirapora, que por muito tempo atravessou a estrada anualmente e virou patrimônio cultural reconhecido da cidade, deixou de passar por esse trecho depois do aumento exponencial de carros no final do século XX e atualmente sai do trecho mais próximo da serra.


Faz ligações com o Largo Santa Cruz (onde está seu início), com a Bela Vista pela rua Marcílio Dias, pela rua Dora Franco ou pela Travessa Imperial (atual Bernardino de Campos), com o Largo do Pelourinho pela antiga Travessa do Pelourinho (atual Engenheiro Monlevade) e com a Ponte Torta pela antiga rua Torta (atual avenida Paula Penteado).


Largo São José


Outra antiga entrada desse centro entre rios, tem como referência a praça Dr. Domingos Anastácio e forma um largo transversal entre a Estrada de São João (atual Dr. Torres Neves) e a Rua do Comércio (atual rua Rangel Pestana).


Uma de suas atrações é a Galeria Bocchino (rua Rangel Pestana, 35), um tradicional conjunto de lojas distribuídas em forma de corredor de acesso em patamares entre o Largo São José e o Largo da Matriz. Os sorvetes representam uma dessas tradições.


Mais recente, a Galeria Yarid (rua Dr. Torres Neves, 430) também é um conjunto de lojas variadas ou alternativas que ocupou o imóvel de um centenário templo protestante na esquina com a antiga Estrada Velha de São Paulo (atual rua Marechal Deodoro da Fonseca).


Com acesso fechado por motivos de segurança, a área também abriga os belíssimos Jardins do Solar do Barão (com acesso pelo Largo da Matriz).


Também tem presença forte nessa área a cultura afrovisual, com diversos salões de cabelo na Estrada Velha de São Paulo (atual avenida Dr. Cavalcanti) e espaços de eventos na rua Vigário J.J. Rodrigues.


Faz ligações com a Estrada de São João (onde está seu início), com o Largo da Matriz pela calçadão da antiga Travessa da Matriz (atual rua São José) e com a região da Argos pela antiga Estrada Velha de São Paulo (atual avenida Dr. Cavalcanti) e ocm a região da da Esplanada do Monte Castelo pela rua Vigário J.J. Rodrigues.


Estrada de São João


O trecho mais antigo dessa estrada, que ligava as vilas coloniais de Jundiahy (povoação em 1615) e São João de Atibaia (fundação em 1665), é atualmente ocupada pela rua Dr. Torres Neves.


Uma das atrações dessa ladeira suave é o Sebo Jundiaí (rua Dr. Torres Neves, 271), que além de um dos maiores no gênero é também a base do maior conjunto privado de imagens antigas da cidade.


Outra atração é o conjunto arquitetônico dos imóveis de que faz parte o Bar do Zé (rua Dr. Torres Neves, 308), na esquina com a rua Prudente de Moraes.


Ao lado de lojas de serviços e antiguidades, também fazem parte do conjunto lojas alternativas como a Pássaro Rasta (rua Dr. Torres Neves, 257), voltada para aspectos do reggae e da capoeira.


Para os veteranos, um espaço que promove eventos e passeios é a Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí (rua XV de Novembro, 1.336).


Também está nesse eixo o impressionante conjunto formado pela Estação Central da Companhia Paulista, do século XIX, e o Viaduto São João Batista, construído posteriormente em 1950 com escadarias de formato helicoidal para acesso às plataformas dos trens.


E, quase ao lado do viaduto encontra-se também o conjunto de lojas e restaurantes formado pelo Mercadão da Ferroviários (rua Dr. José Roberto Basile Bonito, 50).


Faz ligações com o Largo São José (onde tem início), com as regiões da Argos e do Largo do Chafariz pela rua Prudente de Moraes e com a região da Companhia Paulista pela rua XV de Novembro. E envolve conjuntos surgidos em meados do século XX como a Vila Graff e a Vila de Vito, do outro lado dos trilhos e próximas da antiga ponte que deu origem ao nome dos bairro além do rio (a Ponte São João).


Largo do Chafariz


O formato triangular da praça Barão do Japy, na confluência das ruas Prudente de Moraes, Abolição e Dr. Almeida, é a referência desse local onde se iniciava o caminho paras as Minas Geraes pela antiga Estrada de Itatiba. Está localizado em paralelo com a Estrada Velha de São Paulo (atual Marechal Deodoro da Fonseca).


Uma atração gastronômica nessa área é o conjunto formado pela Chopperia Palma (rua Abolição, 130), pelo Bar e Choperia Chafariz (rua Prudente de Moraes, 1.395) e pelo restaurante alemão Uhlen Haus (rua Marechal Deodoro, 702), além da Casa de Massas Prudente (rua Marechal Deodoro, 771).


Mas o elemento mais charmoso desse trecho é o antigo Caminho da Palha (rua Prudente de Moraes). Seu trajeto vai de ruas estreitas anteriores ao automóvel desde a área da antiga Estrada da Boiada (atual rua dos Bandeirantes) até outras na região da Argos, passando no caminho pelo Largo do Chafariz, pela Companhia Paulista e pela Estrada de São João.


Esse trajeto encontra na região do largo lugares como o centro de esportes como o skate Sororoca (avenida União dos Ferroviários, 2.700), a casa de eventos e chope Bongô (avenida União dos Ferroviários 2525), a escola situada na antiga sede dos ferroviários, a Santa Felicidade (rua Prudente, 1811), o espaço cultural Teatro Oficina (rua Abolição, 200), o Ateliê Casarão (rua Dr. Almeida, 265)o Espaço Lelê da Cuca (rua Prudente, 1287) e a Escola de Música de Jundiaí (rua Prudente, 1276), o Bar do Haules Underground (rua Marechal Deodoro, 250) e o bar Cantinho do Norte (rua Marechal Deodoro, 123). E segue rumo à Estrada de São João e Argos com uma enorme coleção de variedade de arquitetura no caminho.


Faz ligação com a Barreira, pela rua Abolição sobre os trilhos ou pelo Viaduto Professor Joaquim Candelário de Freitas, com a Companhia Paulista pela rua São Bento, com a Estrada de São João e com a Argos pela rua Prudente e com o Largo São Bento pela rua Dr. Almeida.


Barreira


Com a conexão colonial entre avenida Itatiba e rua Abolição cortada desde o século XIX pelos trilhos, a região tem esse nome pelo serviço de impostos cobrados por Portugal sobre as tropas de produtos ou pedras preciosas, como registrado em Jundiahy para a restauração de Lisboa depois do terremoto de 1755.


Sua referência, além da própria estrada (atual avenida), está nas praças Barão do Rio Branco e José Pedro Raymundo. Envolve a Vila Rio Branco, mais antiga, e as áreas de várzeas e olarias conquistadas depois de “retificação” do rio Jundiaí na década de 1950 com a Vila Liberdade e a Vila Margarida.


Tem entre suas atrações a gastronomia da Casa de Massas Marzullo (rua Santa Teresinha, 50), do Boteco do Joca (avenida Itatiba, 345) e do Bar do Bigode (avenida Alvares de Azevedo, 56), além da Nova Panneteria (avenida Itatiba, 231).


Um espaço popular histórico da área é o Recanto da Viola, ou Bar do Casarine (rua Paulista, 91) que acumula lembranças do auge da cultura caipira. Também nessa área está a lanchonete Estrela da Liberdade (avenida Antonio Frederico Ozanam, 4973) que manteve a tradição anual da “malhação do judas” da região.


Na área estão ainda dois campos de futebol nas margens do rio Jundiaí, evocando a raiz do termo “futebol de várzea”, com o Centro Esportivo José Pedro Raymundo (rua Tiradentes, 50) e o Centro Esportivo Ovídio Bueno (avenida Alvares de Azevedo, 611), que fica ao lado da área da antiga fábrica da Fleischmann & Royal que foi ocupada em parte por um supermercado de atacado.


Nas tradições, conta ainda com a sede da Escola de Samba União da Vila , (avenida Itatiba, sob o viaduto Euclides Figueiredo) enquanto nas inovações teve uma novidade recente no Viaduto Joaquim Candelário de Freitas (entre a avenida Itatiba e a rua dos Bandeirantes) com bancos e instalações na área destinada aos pedestres.


O local abriga também uma tradicional Feira Livre (na avenida Itatiba) nas manhãs de sexta-feira.


Faz a ligação com o Largo do Chafariz e Companhia Paulista pela passagem entre as ruas Itatiba e Abolição ou pelo viaduto e com a região da Ponte de Campinas pela avenida Antonio Frederico Ozanam, na margem do rio. Depois do segundo viaduto começa a antiga Estrada de Itatiba (atual rodovia Constâncio Cintra).


Ponte de Campinas


O extremo norte desse centro entre rios foi uma saída da área rural central para sítios e fazendas dos arredores até 1775, quando foi fundada a vila de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso de Jundiahy, mais tarde emancipada com seu nome atual de metrópole. Era um entreposto de bares e armazéns. A referência principal é a praça São Lázaro, onde de acordo com Jayme Martins existiu uma placa de homenagem aos soldados jundiaienses que lutaram na Guerra do Paraguai (1864-1870).


As atrações dessa área incluem os dois lados do rio Jundiaí. No lado externo estão o Jardim Botânico (avenida Antonio Frederico Ozanam, 6.400), surgido sobre uma área degradada que era ponto de passagem de circos e parques de diversão, e o Sesc Jundiaí (avenida Antonio Frederico Ozanam, 6.600), um dos mais modernos dessa rede cultural.


No lado interno do rio está o Sesi Jundiaí (avenida Antonio Segre, 695), complexo esportivo e cultural. Vale a pena também descer a rua São Lázaro para apreciar o Bosque Linear mantido na margem do córrego do Mato, ao lado da avenida Nove de Julho, seguido por uma galeria ao ar livre voltada para a arte de rua, a Galeria G9.


As atrações gastronômicas também são inúmeras nessa área. Por ali estão a Padaria Pão D´Oro (avenida Antonio Segre, 700), o Brunholi Grill e Pizza (avenida Antonio Frederico Ozanam, 892 ), a Costelaria Abafo (avenida Antonio Segre, 444 ) e o Bom da Picanha (rua dos Bandeirantes, 749). E também o Restaurante e Café Wiener (rua São Lázaro, 40).


Entre as praças, destacam-se a Praça da Cultura (avenida Antonio Frederico Ozanam) e a Praça do Cruzeirinho ou Praça Nove de Julho (rua Domingos Jorge Velho), ambas com monumentos.


Também estão nessa grande área o Botequim Du Angelo (rua dos Bandeirantes, 454) e o Bar do Zé (rua Nicolau Coelho, s/n). E também o espaço cultural Gravidade Zero (rua Dulce Pinheiro de Moraes, 87, Vila Inhamupé)


O passado industrial de Jundiahy manteve-se ali até 2016, quando a última fábrica em funcionamento da região entre rios (a Correias Universal) foi demolida para dar lugar a um supermercado. Mas o futuro rural está presente com uma Feira Orgânica aos domingos, na praça Monsenhor Arthur Ricci no lado externo do córrego do Mato


Faz ligação com a região do Largo do Chafariz pela rua dos Bandeirantes ou pela avenida União dos Ferroviários e com a Barreira pela avenida Antonio Frederico Ozanam. Depois da ponte que dá nome ao lugar, começa a antiga Estrada Velha de Campinas (atual rodovia Geraldo Dias).



Bela Vista


Dois pontos diferentes marcam o morro, que perdeu parte de sua elevação na década de 1950 do século XX para o aterramento dos brejos que formaram o Vianelo. Um deles é o ponto alto, que ainda guarda parte da vista panorâmica que deu nome a essa área.


Outro é exatamente o ponto mais baixo, onde de acordo com o memorialista Virgílio Torricelli existia um lago do córrego do Mato com passeios de barco no passado e que tem como referência atual a praça Arnaldo Levada.


Entre as atrações da parte baixa, na margem do córrego do Mato, estão o Koh Samui Café & Thai Cuisine (avenida Nove de Julho, 2035), a Cantina e Pizzaria Bertelli (rua Raquel Carderelli, 291) e a Banca do Feijão (praça Arnaldo Levada, s/n), que é ponto de encontro dominical de motociclistas.


Na parte alta estão pontos como o Boteco do Formigão (rua Bela Vista, 249) e um espaço que funciona como mirante natural (na altura do número 500).


A parte alta e baixa são ligadas também por uma escadaria de pedestres entre a rua Bela Vista e a rua Raquel Carderelli, além de ladeiras ingremes mais à frente na avenida criada ao lado do córrego. A área mais simbólica, ocupada pela antiga fábrica da Vigorelli, foi transformada em condomínio e shopping de alto padrão separados do histórico centro entre rios por uma reforma da rua Dora Franco que agora liga o Vianelo com a avenida Nove de Julho.


Tem ligação com o Largo Santa Cruz e com a Estrada de Pirapora.


Companhia Paulista


Uma das maiores transformações no centro entre rios de Jundiahy ocorreu a partir da década de 1870, com o processo de chegada da estrada de ferro entre Santos e Jundiaí (com capital inglês na São Paulo Railway) e o surgimento da sua continuidade ao interior paulista na Companhia Paulista de Estradas Férreas e Fluviais (com capital dos fazendeiros de café). O conjunto também é chamado de Complexo Fepasa.


O centenário complexo de administração, oficinas e escolas técnicas da Companhia Paulista fica entre os trilhos dessa empresa e a avenida União dos Ferroviários, surgida também sobre os trilhos da antiga Estrada de Ferro Sorocabana. Ao lado e sua entrada principal para pedestres, na bifurcação com a rua São Bento, está também o prédio da antiga Fábrica de Fósforos Latorre.


A principal atração é o Museu da Companhia Paulista (avenida União dos Ferroviários, 1760), com peças e figurinos de época. Também abriga o maior acervo ferroviário documental do país.


Outra das atrações é o Centro de Estudos e Lazer da Melhor Idade -Celmi (avenida União dos Ferroviários, 2100). Mantido pela Associação de Preservação da Memória da Companhia Paulista, essencial para a preservação do complexo entre 1999 e 2001, promove cursos nas mais diversas áreas e eventos especiais.


O local abriga também a Faculdade de Tecnologia de Jundiaí – Fatec (avenida União dos Ferroviários, 1760), centro de ensino que também produz pesquisas e eventos acadêmicos.


O espaço também abriga outras atividades como a Escola de Samba Arco Íris (avenida União dos Ferroviários, 1760) e atividades do espaço de oficinas Estação Juventude (avenida União dos Ferroviários, 1600).


Faz ligação com o Largo do Chafariz pela rua Dr. Almeida, com a Barreira pela rua Abolição, com a Estrada de São João pela avenida União dos Ferroviários e com o Largo da Matriz pelo acesso pedestre ainda existente para a rua da Padroeira.


Largo São Jorge


A área era também industrial no século XX, quando a fábrica têxtil de mesmo nome funcionou nessa antiga área de sítios e nascentes de água. Abrigava a ligação pedestre entre os dois lados do córrego do Mato, tendo logo ao lado a ponte de animais e veículos da antiga Estrada do Retiro (atual rua do Retiro).


Uma atração do local é o prédio da década de 40 ocupado pelo Clube dos Surdos, pela Junta de Serviço Militar e pelo Clube de Xadrez XIII de Agosto (rua São Jorge 28), construído para o Grupo Escolar Marcos Gasparian, atualmente no Largo dos Andradas.


Também está nessa área o bar Maria Cachaça (avenida Nove de Julho), que além de petiscos abriga grupos musicais. Em uma área ao lado funcionam eventos culturais e gastronômicos mensais do projeto Le Chef a Pé (avenida Nove de Julho).


Entre remanescentes residenciais da antiga Vila Boaventura, a área abriga pontos como a escadaria de acesso para a Praça Antonio Mendes Pereira (entre as ruas Bonifácio José da Rocha e Onze de Junho).


Também está ali uma escadaria de acesso para o córrego do Mato, onde está a avenida Nove de Julho, em cujo ponto alto fica um Mirante Natural (no final da rua Boaventura Mendes Pereira, com rua Aldemar Pereira de Barros) com vista para essa área baixa.


Faz ligações com o Largo dos Andradas pelas ruas Jol Fuller e Boaventura Mendes Pereira e com o Largo Santa Cruz pela rua Petronilha Antunes.


Largo São Bento


Essa área formava o extremo norte da vila desse centro entre rios no século XVII. Sua principal referência é a praça São Bento, entre o prolongamento da rua Direita (atual rua Leonardo Cavalcanti) e o prolongamento da rua dos Antunes (atual rua Campos Salles) e cortada por uma rua com homenagem ao único soldado jundiaiense morto na Revolução Paulista de 1932, Jorge Zolner.


Uma atração do local é o Mosteiro de São Bento (rua São Bento, s/n), criado em 1668 e com um oratório criado originalmente por artistas indígenas em um centro jesuíta situado no bairro de Pinheiros, em São Paulo. De acordo com os pesquisadores Mário Mazzuia e Geraldo Tomanik, também teria mantido um hospício no século XVII.


Outro ponto importante na área é a sede central do Clube Jundiaiense (rua Onze de Junho, 46), uma das referências da vida social e cultural da cidade durante a maior parte do século XX.


Também está ali o prédio da antiga fábrica dos Vinhos Hermes Traldi (rua Jorge Zolner, 95), que atualmente abriga de forma bastante conservada uma unidade da rede de supermercados Russi.


E tem ainda a loja de importados Casarão (rua Leonardo Cavalcanti, 16) em um bonito imóvel que do lado externo, na esquina da rua São Bento, permite uma vista panorâmica das oficinas da Companhia Paulista na parte mais baixa da ladeira.


Faz ligação com as regiões do Largo da Cadeia Velha pelas ruas Direita e dos Antunes (atuais Barão e Rosário), com o Largo das Rosas pela rua Campos Salles, com o Largo do Cemitério pela rua Leonardo Cavalcanti, com o Largo dos Andradas pela rua Onze de Junho e Senador Fonseca, com o Largo do Chafariz pela rua Jorge Zolner e com a Companhia Paulista pela rua São Bento.


Largo das Rosas


A região do Largo das Rosas tem como referência a praça Dom Pedro II e abriga tanto a convergência dos prolongamentos das ruas Direita (atual Leonardo Cavalcanti) e dos Antunes (atual Campos Salles). Outras vias referenciais são a rua São Vicente e seu prolongamento na rua Luiz Rosa.


Uma de suas atrações é a parte mais antiga da fachada do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (rua São Vicente de Paulo, 223) voltada para a praça, que abriga em seu interior um capela com belos vitrais doados por moradores. O prédio abriu na véspera do Natal de 1902 e foi criado pela Conferência Vicentina, formada em 1897.


Outra fachada no local é a da Casa da Criança Nossa Senhora do Desterro (rua Ulysses Jorge Martinho, 20) uma das creches pioneiras na cidade que ocupa desde 1931 o prédio inicialmente usado pela Escola Professor Luiz Rosa em 1917.


Também está ali na praça a fachada original da Fratellanza Italiana (rua João Lopes, s/n), instituição criada pelos imigrantes italianos e que durante a Segunda Guerra Mundial precisou mudar seu nome para Casa de Saúde Dr. Domingos Anastácio. A fachada, ainda com a data de 1924 na sua cimeira, está meio oculto por um muro posterior e integra o pronto atendimento PA Central.


Pouco depois está também a Praça Antonio Frederico Ozanam (na convergência das ruas Leonardo Cavalcanti e Campos Salles), onde um busto de bronze homenageia o fundador francês da Sociedade São Vicente de Paulo.


A área conta ainda com uma grande sede da Primeira Igreja Batista de Jundiaí (rua Leonardo Cavalcanti, 240), conhecida pela formação de músicos.


A região do Largo das Rosas abrange também a antiga encosta chamda de Ladeira das Lavadeiras no período colonial e ocupada na virada do século XX pelo imigrante italiano Sperandio Rappa (a posterior “Chácara Urbana”), que na virada do século XXI passou a ser foco central da especulação imobiliária. Nela estão atrações como o Ydaigorô Sushi Bar (rua Jorge Zolner, 331) ou o Shopping Paineiras (avenida Nove de Julho. 1.155), que durante décadas manteve árvores centenárias em seu interior.


O local abriga também uma tradicional Feira Livre (na rua Leonardo Cavalcanti) nas manhãs de terça-feira.


Faz ligações com o Largo São Bento e com o Largo do Cemitério pelas ruas Campos Salles e Leonardo Cavalcanti.


Largo do Cemitério


Durante os séculos XVII, XVIII e XIX os enterros de Jundiaí eram feitos dentro das igrejas ou ao redor delas, de acordo com a fraternidade ou, por assim dizer, a casta social dos indivíduos. Depois de experiências chamadas de “cemitério da fábrica” no Largo São José ou de um “cemitério dos bexinguentos” do outro lado do córrego do Mato, em 1860 foi aberto o Cemitério Nossa Senhora do Desterro em área então ainda bastante rural, doada de acordo com pesquisas de Vania Feitosa pelos beneditinos.


Mas essa área também abrigou outros marcos da cidade como o primeiro estádio do Paulista Futebol Clube, de sua fundação em 1909 (ainda como Jundiahy Foot Ball Club) até a construção do Estádio Jayme Cintra na década de 1950.


Uma das atrações do local é a monumental Estação de Tratamento de Água (rua Campos Salles, 450), com sua fachada original nos fundos do atual Velório Municipal.


Outra atração, com vista para esse cenário, é a tradicional Panificadora Keli (rua Campos Salles, 516).


Ainda dentro desse contexto está a antiga e suspensa Caixa D´Água (praça Luiz Gonzaga Barbosa, s/n), bem em frente ao próprio cemitério.


Curiosamente, uma das principais atrações é o Cemitério Nossa Senhora do Desterro (avenida Henrique Andrés, 360). Nele estão figuras de culto popular na cidade como os jazigos do médico italiano Domingos Anastácio, da história romântica de Leonardo Cavalcanti, dos mortos da primeira greve operária do Brasil em 1906 (Ernesto Gould e Manoel Diaz), da figura popular de Maria dos Pacotes, do ex-prefeito Manoel Annibal Marcondes (assassinado em 1943 por um tenente do Exército), além de imigrantes, autoridades antigas e famílias em geral.


Bem próxima está também o antigo conjunto de casas operárias da Companhia Paulista, a Vila Torres Neves (lado interno das ruas Visconde de Mauá e França, entre as ruas Benjamin Constant e Henrique Andrés). Apesar de muitas fachadas descaracterizadas, guarda a volumetria do início do século XX.


Na primavera-verão, a área também conta com a atração visual do “Corredor Verde” formado pelas árvores na rua Anchieta. Nela está o restaurante Bamboo (rua Anchieta, 679).


Faz ligação com as regiões da Ponte de Campinas pela avenida Antonio Segre, Rangel Pestana ou Bandeirantes, do Largo do Chafariz pela rua Benjamin Constant ou Henrique Andrés e do Largo das Rosas pelas ruas Campos Salles ou Luiz Rosa.


Ponte Torta


Construída com 50 mil tijolos entre 1886 e 1888, a ponte sobre o rio Guapeva durou pouco como passagem de bondes puxados a cavalo mas virou um marco popular da industrialização dos bairros mais próximos ao centro entre rios (Vila Arens como polo têxtil e Ponte São João como pólo cerâmico e moveleiro) depois da chegada da ferrovia, com investimentos de barões do café e dos imigrantes mais abonados.


Alvo de restauração e zeladoria no século XXI, virou monumento com uso constante da praça Erazê Martinho que substituiu a mais ampla praça Sete de Setembro da época de ruas estreitas antes da abertura de avenida.


A atração principal é a própria Ponte Torta (praça Erazê Martinho, s/n), que conta com pequenos postes baixos ao redor que abrigam fotos antigas para uma pequena viagem ao tempo dos campos de futebol na várzea, dos familiares que levavam as marmitas para seus pais que trabalhavam nas fábricas ou das mobilizações populares que evitaram sua demolição na década de 1980. É cercada por carros mas também por encostas verdes na paisagem da margem do rio.


Uma atração secundária é a Rua Torta (atual avenida Paula Penteado), que começa nela e segue rumo ao centro em um traçado de curva de nível, anterior ao desenho geométrico, que era apropriado para pedestres e animais de carga. Segue pela encosta central, forma um cruzamento triplo com as ruas Senador Fonseca ae Secundino Veiga e depois termina na escadaria da rua Marcílio Dias antes de prosseguir como rua Zacarias de Góes.


A área conta ainda com o restaurante Beira Rio (avenida Odil Campos Saes, 15) e com a choperia Telhado Chopp (rua Professor João Luiz de Campos, 59).


Outra atração anual é o Bloco da Ponte Torta, realizado aos sábados carnavalescos com saída na lanchonete de veteranos da música Natura (rua Silva Jardim, 197) e que homenageia também o Mercadão da Vila Arens (rua Professor João Luiz de Campos, 210, Jardim São Bento). Eventos independentes, como o Ocupa Ponte Torta, também ocorrem no local da praça.


A área conta ainda com outros estabelecimentos que fazem referência ao monumento como o Bar Café Ponte Torta (rua Professor João Luiz de Campos, 349).

Faz ligação com a Esplanada Monte Castelo pelo prolongamento da rua Direita (atual rua Barão de Jundiaí), com a Estrada de Pirapora pelas ruas Atílio Vianelo ou Conde de Monsanto e ainda pela escadaria da Marcílio Dias e com a região do Largo da Matriz e Largo Santa Cruz pela rua Zacarias de Góes.


Argos


A área que envolve a antiga fábrica, seus antigos conjuntos de creche e teatro e as vilas operárias de seu entorno começou a surgiu em 1913, com a criação da Sociedade Industrial Jundiaiense logo em seguida mudada para Argos Industrial. Ocupou a área externa do centro entre rios do rio Guapeva, sendo um remanescente único dessa fase da primeira industrialização da cidade (ao lado da Ponte Torta) e um local dos mais agradáveis para o centro.


Uma de suas características é ter prolongado o traçado original da Estrada Velha de São Paulo, que desde tempos coloniais vinha da região central pelas atuais rua Marechal Deodoro e avenida Dr. Cavalcanti apenas até a rua Bartolomeu Lourenço, onde chegava até a atual ponte da rua Vigário J.J. Rodrigues antes de seguir pelas atuais ruas Olavo Guimarães e Emile Pilon e pela avenida Brasil.


Uma das atrações é a Biblioteca Pública (avenida Dr. Cavalcanti, 396), situada dentro do complexo da antiga fábrica e ao lado da centenária chaminé. Tem gibiteca, auditório e eventos.


Ao seu lado está o Centro de Convivência do Idoso, o Criju (avenida Dr. Cavalcanti, 396), com cursos e atividades além de concorridos bailes de veteranos nas tardes de sábado.


Pouco adiante está o Parque Linear do Rio Guapeva (entre a avenida Dr. Cavalcanti e a rua Prudente de Moraes), uma passagem de pedestres que permite o contato com espécies de aves como a lavadeira-mascarada e está planejado para ser estendido até a rua Vigário J.J. Rodrigues.


Uma caminhada pela chamada Vila Argos Nova (entre a rua Ernesto Diederichsen e Monteiro Lobato em um sentido e entre a rua Dr. Cavalcanti e XV de Novembro de outro) é um passeio por fachadas arquitetônicas de mestres pedreiros do passado. Vale esticar nas manhãs de domingo até o Clube do Carro Antigo (rua Aristeu Dagoni, 15), quando ocorrem encontros entre aficcionados quase ao lado de onde em 2015 ocorreu a experiência sociocultural chamada Ocupa Colaborativa.


Essa área faz parte do chamado Caminho d Palha (veja mais em Largo do Chafariz).


Mais discreta, a Vila Argos Velha (entre a rua Vigário J.J. Rodrigues e as avenidas José do Patrocínio e Dr. Cavalcanti) é um conjunto menor de casas. Mas tem para visitantes as opções do restaurante Esquina Gaúcha (avenida Dr. Cavalcanti, 299) e da Espetaria Bovino´s (avenida José do Patrocínio, 450),


O local também abriga um Varejão Noturno (na avenida Dr. Cavalcanti) nas noites de quinta-feira.


Do outro lado da avenida que faz a “divisa” podem ser avistados uma Mesquita Islâmica, uma antiga fábrica preservada pela Receita Federal, a sede do tradicional refrigerante Turbaína criado em 1932 pela atual Ferráspari e ainda outros pontos de encontro como o Nosso Bar.


Faz ligações com as regiões da Ponte Torta pela avenida José do Patrocínio, com o Largo São José pela rua Vigário J.J. Rodrigues e avenida Dr. Cavalcanti e com a Estrada de São João pelas ruas Prudente de Moraes e XV de Novembro.


Largo dos Andradas


Tendo como referência a praça dos Andradas, entre a antiga rua das Casinhas (atuais Boaventura Mendes Pereira e Siqueira de Moraes) com a antiga rua Nova (atual Senador Fonseca) e antiga rua Adolfo Gordo (atuais ruas Zacarias de Góes e Anchieta) e era uma área residencial desde o século XVII, antes de tornar-se parte da paisagem e dos trajetos urbanos.


Uma atração é o prédio do Posto de Puericultura (praça dos Andradas, s/n), construído como um dos primeiros centros voltados para a saúde infantil no Estado de São Paulo e que hoje abriga um posto policial.


Também está ainda ali a sede da centenária Escola Professor Luiz Rosa (rua Senador Fonseca, 1.182), reputada por sua existência desde 1917 e também pelos posteriores e famosos grupos de teatro.


A gastronomia da praça agrada aos vegetarianos com a presença eedo Vida Natural (rua Senador, 1.146), situado no andar de cima do Buon Giorno Café (mesmo endereço).


A praça também abriga espaços alternativos como a moda jovem da Slits Underground (rua Boaventura Mendes Pereira, 71) ou as tatuagens e acessórios do Jundiaí Classic Tatoo (porta ao lado, no mesmo endereço) e ainda as roupas da The Rocks Store (rua Zacarias de Góes, 567)..


Faz ligação com o Largo da Cadeia Velha pela rua Siqueira de Moraes, com o Largo São Jorge pela rua Boaventura Mendes Pereira, com o Largo das Rosas pela rua Senador Fonseca e com o Largo Santa Cruz pela rura Zacarias de Góes.


Esplanada Monte Castelo


A eeeeeeeeeeexpansão da rua Direita (atual Barão de Jundiaí) no século XIX deu origem a uma região de casarões ainda preservados e com diversas marcas históricas que valem a pena serem conhecidas. Sua referência é o chamado “Escadão”, no extremo sul da parte alta do centro entre rios.


Uma atração é a Esplanada Monte Castelo (rua Barão de Jundiaí, 50), mirante da cidade surgida em homenagem aos soldados jundiaienses que lutaram na Segunda Guerra Mundial em torno do antigo escadão de 120 degraus originário do início do século XX.


Em frente, está a Pinacoteca Municipal (rua Barão, 109), instalada no prédio do pioneiro Grupo Escolar Coronel Siqueira de Moraes, de 1897. Entre suas atrações estão os desenhos quase etnográficos de Diógenes Duarte Paes sobre o cotidiano popular de Jundiaí no século passado.


Pouco depois está o Teatro Polytheama (rua Barão, 176), construído como pavilhão circense em 1911 e reformado em estilo de teatro italiano em 1927, um dos mais antigos do gênero em funcionamento no país.


Embora fechado pela Fundação Energia e Saneamento, o prédio do Museu da Energia é na verdade a sede da pioneira Empresa de Luz e Força de Jundiaí (rua Barão, 202) que em 1904 assumiu a tarefa de substituir as antigas lamparinas de querosene ou óleo de baleia depois da construção de uma usina no rio Jundiaí em Mont Serrat (no antigo distrito de Itupeva).


Em sua frente, uma ladeira permite um Mirante Natural (rua Barão, esquina com rua Conde de Monsanto) com vista para o vale da Estrada de Pirapora, um trecho do morro da Bela Vista e também trechos da Serra do Japi.


De outro lado, na parte de baixo do Escadão, um espaço voltado para a black music é o Espaço Vigário (rua Vigário J.J. Rodrigues, 673).


Faz ligações com as regiões da Ponte Torta pelo prolongamento da rua Barão de Jundiaí, da Argos pelos acessos da Esplanada Monte Castelo e com o Largo do Pelourinho pela rua Barão de Jundiaí.


Veja também: MAPAS


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REPRODUÇÃO AUTORIZADA DESDE QUE CITADA A FONTE (José Arnaldo de Oliveira / Porta Jundiahy)






 
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