Roteiros de Jundiahy

Para caminhar ou pedalar, os lugares estão com dicas das áreas vizinhas. 


* Com indicações de ruas de ônibus próximas. Para saber itinerários ou carros especiais
 para cadeirantes, consulte http://site.jundiai.sp.gov.br/situ/index.html ou disque 156. 


                                             (Versão 2010 - Publicado no extinto diário impresso Bom Dia Jundiaí) 


PISANDO NA HISTÓRIA

 

A data oficial é de 355 anos, com o reconhecimento da primeira povoação como “freguesia” em 1655 pelo governo português do Brasil. Mas na prática já ronda os 400 anos, como sugere a data de 1615 inscrita no brasão municipal.

“Temos indícios ainda mais antigos. O caminho dos Goyases, que foi importante para nós como o caminho chamado peabiru para a vila de São Paulo, era usado por povos indígenas desde tempos imemoriais para quem se dirigia ao noroeste em direção aos Andes”, afirma Roberto Franco Bueno.

Arquiteto e pesquisador, ele encontrou vestígios dessas antigas rotas de caminhada que passavam pelas serras da Cantareira, do Jaraguá, dos Cristais, do Mursa e do Japi e notou que o bom senso dos indígenas fazia acompanhar os cursos naturais de água. Depois, os chamados “entradistas” adaptaram os mesmos para a passagem de animais de carga até que fossem substituídas pela “estrada da Boiada” ligando a vila a São Paulo e ao interior.

Tudo isso está no livro “Villa Fermosa de Nossa Senhora do Desterro do Matto Grosso de Jundiahy, da Capittania de San Vicente – Os Dois Primeiros Séculos”, que publicou pela editora In House.

Em uma comparação tecnológica, a elevação à vila em 1655 seria uma fotografia (determinada em documentos que tiveram nos saudosos Mário Mazzuia, Alceu de Toledo Pontes ou Nelson Foot um de seus maiores pesquisadores). E os acontecimentos anteriores, por volta de 1600, formariam um vídeo com trechos filmados pelos também saudosos Francisco de Matheo e até Inglez de Souza, que achou pilões e machadinhas de pedra nos lados do Corrupira e Engordadouro depois confirmados pelo arqueólogo Walter Morales.

Em 2010, pensar no ano de 1910 parece algo distante. Voltar a 1810 torna-se ainda mais difícil. Imaginar o ano de 1710, com sotaques e costumes diferentes, exige concentração. Chegar até o ano de 1610, repleto de palavras indígenas misturadas ao sotaque lusitano, é um exercício desafiador. Mas são esses vários tempos que estão misturados na região da colina central da antiga Jundiahy.

A sugestão é fazer isso junto com a atividade física da caminhada. O BOM DIA levantou alguns roteiros que podem ser feitos em torno de 1,5 hora que podem ajudar nesse contato com a história da cidade. Dessa maneira, os benefícios de saúde podem ser reunidos com os benefícios de conhecimento, pois os detalhes das ruas não podem ser vistos de automóvel.

Todos os roteiros, com exceção das dicas do campo, acontecem dentro da região onde a colina central é marcada por fronteiras de água (todas em processo de transformação em parques) formadas no rio Jundiaí, no rio Guapeva e no córrego do Mato. Esperamos que sejam proveitosos.  

* por José Arnaldo de Oliveira


ROTEIRO 1

Este roteiro começa na rua Barão de Jundiaí (antiga rua Direita), na esquina com a rua Conde de Monsanto. A fachada é da antiga subestação de eletricidade da Light, de 1920, transformada em um Museu da Energia. Vale pensar nos lampiões de rua que precisavam ser acesos e apagados por funcionários antes disso e no uso das noites de luar para passeios noturnos em tempos remotos.


Ao lado está o Teatro Polytheama, que vive as comemorações de seu centenário. Surgiu em 1911 como pavilhão de artes e até de circo e em 1927 teve a reforma que o tornou um dos teatros mais bonitos do interior. Pouco adiante, do outro lado da rua, surge o prédio do antigo Grupo Escolar Siqueira de Moraes (uma das primeiras escolas públicas, de 1906) que já foi biblioteca e hoje abriga exposições de arte na pinacoteca.


Vale seguir um pouco até a curva da ladeira para observar a Ponte Torta, que no final dos anos 1800 permitia a passagem de bondes puxados por cavalos ou burros sobre o rio, ligando o Centro com a estação inglesa da São Paulo Railway. Esse trecho inicial, com guias rebaixadas, também pode ser feito por cadeirantes.


Voltando um pouco, descemos as escadas e caminhos da Esplanada do Monte Castelo (que homenageia os jundiaienses que lutaram na Itália em 1945, na Segunda Guerra Mundial, chamado de “Escadão”) e atravessamos a rua Vigário J.J. Rodrigues para passar sobre o rio Guapeva. Logo adiante, uma escada nos leva à rua Cândido Oliveira, que corta a simpática Vila Argos Nova (do início dos anos 1900) até o antigo teatro e a fachada do Complexo Argos, no local de uma das grandes fábricas têxteis dessa época e hoje com serviços como a Biblioteca Pública.


Passada a Argos entramos à esquerda na rua Monteiro Lobato. Um conjunto de casarões, na esquina com a rua Prudente de Moraes, se destaca pela conservação. “Caminhar é maravilhoso para o bem estar e para perceber essas coisas”, diz a livreira e jogadora de vôlei Marici Thomazi. Seguindo pela rua Prudente, à esquerda, surge o outrora poderoso Sindicato dos Têxteis e, à direita, as ruazinhas da Vila Argos Velha. Passe por uma delas até a rua 15 de Novembro e por outra, depois, para sentir como eram as casas sem garagem.


Na beira da avenida União dos Ferroviários, passe sobre a ponte do rio e depois sobre os trilhos da ferrovia, chegando até a rua Graff. Dali é possível ver o encontro dos rios Guapeva e Jundiaí.   





ROTEIRO 2.





















































































































































































 
 



Este roteiro começa na atual praça Ruy Barbosa, apontada também como praça do Pelourinho dos anos 1600 nos estudos de pesquisadores como Geraldo Tomanik e João Borin. Na esquina das ruas Cândido Rodrigues e Rosário está o centenário Gabinete de Leitura Ruy Barbosa, iniciativa esboçada nos anos 1800 e criada no início dos anos 1900.


 

O espaço da frente, que chegou a abrigar uma das primeiras escolas da cidade e depois um quartel de comunicações do Exército, é hoje um estacionamento que permite a visão da Serra do Japi ao fundo. Pela rua do Rosário, na esquina com a rua Engenheiro Monlevade, vemos um dos primeiros hotéis da cidade. Do outro lado da rua, uma loja ocupa o local onde funcionou a Casa do Sal, espaço de troca dos tempos dos bandeirantes (aliás, a origem latina da palavra salário cita esse produto).


 

Comece a olhar para cima, talvez até atravessando a rua de vez em quando. As fachadas preservadas formam uma atração à parte nesse roteiro. Siga até a praça Marechal Floriano Peixoto, atrás da Catedral, e a atravesse até a rua São José. Descendo o calçadão se chega ao largo de mesmo nome, com a praça Dr. Domingos Anastácio (há um busto dele ali, mas a placa foi retirada).


 

Todo o percurso pode ser feito por cadeirantes. Mas a sugestão para alguns é voltar à rua Barão de Jundiaí pela Galeria Bocchino, criada por Vasco Venchiarutti nos anos 1960. Na praça Governador Pedro de Toledo, um destaque é o Solar do Barão, prédio dos anos 1800 que abriga o Museu Histórico e Cultural. Logo ao lado, uma fachada exibe a data de 1780. “Nessa região pulsa a história da cidade”, diz Henrique Jahnel Crispim, atual diretor do museu.


 

Outras referências foram sumindo na rua Barão, mas vale a pena seguir entre as bocas abertas de lojas populares até a esquina com a rua Coronel Leme da Fonseca. Ali está o prédio de um banco que abrigou, até o final dos anos 1960, a sede da Câmara Municipal e do Fórum de Justiça. Vire a rua e retorne em sentido oposto até a praça pela rua do Rosário, onde novamente as fachadas antigas vão surpreender os olhos. 





ROTEIRO 3



Este roteiro pode começar na esquina da rua Siqueira de Moraes com a rua Rangel Pestana, onde à direita está o centenário clube do Grêmio CP (de “empregados da Companhia Paulista”) e à esquerda estão uma antiga e charmosa casinha usada por um restaurante gourmet e um casarão também centenário.


 

Mas vamos subir a rua Siqueira e tomar, à direita, a rua Barão de Jundiaí. Logo ali está o antigo mercado municipal que abrigou a primeira Festa da Uva (1934), hoje o Centro das Artes com um pequeno teatro. E, na frente, outra das primeiras escolas da cidade que é o Grupo Escolar Conde do Parnaíba em plena atividade e com um pequeno museu a ser agendado.


 

Seguindo adiante, passamos a rua da Imprensa e, em frente à agência do INSS, está o busto de Eloy Chaves que propôs o início da Previdência Social em 1923. O tema já estava no ar desde a greve dos ferroviários em 1906, que teve enfrentamentos com a Força Pública nessa mesma praça. O atual Palácio de Justiça Adriano de Oliveira (Fórum) está no lugar de uma antiga Cadeia Pública.


 

Atravessando a praça em frente ao Mosteiro de São Bento (ordem que chegou a Jundiaí nos anos 1600) e ao saudoso jequitibá-rosa, descemos pela rua Onze de Junho para ver a fachada dos anos 1940 do Clube Jundiaiense. Viramos à esquerda na rua Senador Fonseca (antiga rua Nova) até a praça dos Andradas, onde funcionou um antigo posto de puericultura.


 

Descendo por ela, tomamos a rua Zacarias de Goes (o farmacêutico que reunia talentos locais como o desenhista Diógenes Duarte Paes) até a rua Coronel Leme da Fonseca, onde seguimos à direita novamente para atingir a praça da Bandeira. Ali está, ao lado da entrada do terminal de ônibus, o monumento da Independência (1922) que guarda documentos antigos e novos em uma “cápsula do tempo” para o futuro.


 

Em meio à sombra de árvores frondosas da praça, chegamos na rua Petronilha Antunes e ao mais antigo clube afrobrasileiro do estado de São Paulo e hoje um ponto de cultura, o Clube 28 de Setembro, e aos belos vitrais da vizinha igreja de Nossa Senhora do Rosário.




ROTEIRO 4


Este roteiro começa na rua Marechal Deodoro da Fonseca, na esquina com a rua Dr. Almeida. Ali existe um antigo casarão, transformado em espaço de teatro, e muitas residências. Mas rapidamente fugimos do trânsito de veículos descendo pela ruazinha que chega a uma praça onde um jardim marca o que foi o chafariz para a sede de cavalos e pessoas.


 

Ali começa a rua Abolição, ainda bucólica com a esquina da rua Prudente de Moraes marcada pelo prédio da UFA (União dos Ferroviários Aposentados). Descendo por ela, uma padaria de outros tempos manteve o prédio para viver como choperia e a rua aponta para uma travessia sobre os trilhos que hoje apenas os pedestres podem desfrutar.


 

Mas subimos a rua Benjamin Constant. Na esquina com a rua Prudente o que parece ser um antigo armazém abriga as placas dos dois republicanos. Antes, uma casa sem garagem parece ter na fachada um enfeite homenageando Giuseppe Garibaldi. Viramos à direita na rua Prudente e, no número 1.811, um colégio preserva parte das formas da sede do outrora poderoso Sindicato dos Ferroviários.


 

Passamos embaixo do viaduto Joaquim Candelário de Freitas e chegamos na travessa Jules Rimet. Por ela, chegamos na rua dos Bandeirantes e viramos à direita para seguir até as casas centenárias na altura do número 400. “Histórias é o que não faltam por aqui. Nestes dias teve um casal de araras morando embaixo do viaduto... Mas conseguiram a passagem e voltaram para Araras”, brinca o comerciante Ângelo Mazzo, que tem um bar na vizinhança.


 

Pouco adiante, à esquerda, uma ladeira na rua 24 de Outubro desafia o roteiro até chegar na rua Domingos Jorge Velho. A recompensa é a visão do “cruzeirinho”, monumento ao Congresso Eucarístico Nacional de 1942 colocado na praça 9 de Julho em terreno doado por Manoel Aníbal Marcondes (prefeito que foi assassinado pouco depois por motivos aparentemente passionais). Vale a parada com vista para o Paço. 

5. 

Este roteiro começa na rua da Padroeira, na esquina com a rua Prudente de Moraes. Uma antiga mercearia (“secos e molhados”) da esquina teve a fachada preservada e a rua estreita desce entre outras casas até a rua 15 de Novembro, onde à direita está a sede da Associação dos Aposentados e Pensionistas. Se descermos em linha reta haverá uma passagem de pedestres no final, mas vamos virar à esquerda para chegar até a rua Dr. Torres Neves.


 

No caminho está a antiga sede da Associação Esportiva Jundiaiense, que abrigou espetáculos de basquete e de música nos anos 1970 e 1980. Na esquina, viramos à esquerda para encontrar uma série de pequenas lojas e até um “sebo” que tem artigos raros que não vende. “Isso aqui é uma passagem contínua de pessoas caminhando”, afirma o comerciante e professor de capoeira Jarbas Passarinho.


 

Estamos olhando para o viaduto São João Batista, construído nos anos 1950 com doações de moradores e uma referência em arquitetura. Descendo pelo lado esquerdo da rua chegamos até a avenida União dos Ferroviários, no leito de uma antiga ferrovia. Do outro lado está a velha estação de trens da Companhia Paulista, desativada mas bela como patrimônio, ladeada pelas escadas helicoidais que descem do viaduto para suas plataformas.


 

Seguindo à esquerda, acompanhamos o muro das antigas oficinas até que, no cruzamento da rua São Bento, chegamos na entrada da atual Fatec e Poupatempo (para pedestres) e também do Museu da Companhia Paulista. Do outro lado da rua, uma faculdade privada ocupa a antiga fábrica de fósforos da Latorre que marcava a região.


 

Vale a pena entrar no conjunto, com arquitetura de influência inglesa, e até contornar o estacionamento para avistar a antiga fachada da companhia, para o lado dos trilhos, onde há um monumento sem as placas e que deve ser transformada em uma praça cultural (talvez até com concurso de projetos) voltada para áreas ainda não ocupadas antes do rio Jundiaí.  





ROTEIRO 6.


Este roteiro começa na praça São Bento. Ali está, na esquina das ruas do Rosário e Jorge Zolner, um supermercado que preservou o prédio de uma antiga fábrica de vinhos. Volte pela rua Campos Salles (onde começa a rua do Rosário) para alcançar a praça Dom Pedro, conhecida como Largo das Rosas. É um lugar de instituições centenárias.


 

Continuando pela calçada, à direita, se chega na Casa da Criança, uma das primeiras creches da cidade no início dos anos 1900 e em plena atividade. Na praça, logo em frente, está um monumento a um de seus fundadores, Dom Abade. Do outro lado da rua São Vicente de Paulo está o hospital de mesmo nome, também dessa mesma época. Em sua parte mais antiga, uma atração são os vitrais da capela doados por moradores da cidade. “Tenho uma admiração especial por este lugar”, diz o radialista Agostinho Moretti.


 

Retornando pela praça, do outro lado, a fachada lateral é do antigo Fratellanza Italiana, uma inovação de cooperativismo de socorros mútuos trazida no final dos anos 1800 pelos imigrantes italianos que encontraram um país com poucos serviços públicos. Depois funcionou como Casa de Saúde “Dr. Domingos Anastácio” e agora aguarda a reforma como hospital regional. Mas parte da arquitetura antiga está ali.


 

Em frente à esse prédio, na praça Frederico Ozanan, há um busto em homenagem ao italiano do século 19 que fundou as conferências de São Vicente, muito presentes na história local. Continuando na rua Campos Salles, depois da rua Benjamin Constant, os fundos do atual velório municipal oferecem uma visão monumental. Ali funcionou a principal estação de abastecimento de água da cidade.


 

Pouco depois, descer a ladeira da rua Henrique Andrés vale a pena porque entre as ruas França e Visconde de Mauá está um conjunto de casas ferroviárias em diversos estados de conservação (algumas bastante originais). Na volta pela mesma rua, passar em frente à fachada do Cemitério Nossa Senhora do Desterro (ou da Saudade) e chegar até o começo da rua Anchieta para admirar o início do mais famoso “corredor verde” de Jundiaí com as árvores que marcam essa rua. 

7. 

Este roteiro começa na esquina das ruas Conde de Monsanto e Bom Jesus de Pirapora. Nos arredores está o prédio de uma das primeiras unidades completas de saúde da cidade (por isso o nome de Rua da Saúde) e também uma das primeiras faculdades. Mas algumas casinhas antigas indicam que o caminho para Pirapora, que tem em Jundiaí uma de suas mais antigas romarias, é o ponto principal.


 

Mas logo desviamos à direita, por uma rua meio tortuosa chamada 13 de Maio. No número 334, veremos uma enorme escultura em cimento marcando uma fachada. “Foi um presente do artista Sarro, que virou uma característica do local”, explica Elvio Santiago, que tem ali o seu ateliê de pinturas e livros.


 

O formato curvo da rua nos leva até uma praça novamente na rua Bom Jesus de Pirapora. Mas virando à direita vemos a colina da Bela Vista e temos a opção de subir pelo caminho tortuoso da rua Dora Franco, que levava até a fachada da extinta fábrica de máquinas de costura da Vigorelli, ou contornar pela rua Paul Harris.


 

Lá em cima, à direita ou à esquerda conforme o caminho, uma espécie de mirante vai nos mostrar porque a rua e o bairro se chamam Bela Vista. A zona leste de Jundiaí se descortina aos nossos olhos.O muro da fachada e a velha árvore da empresa que marcou a cidade dos anos 1940 aos anos 1990 continuam temporariamente ali. A rua também abriga uma das primeiras escolas da rede SESI da cidade.


 

Vamos caminhar ao longo da rua, no sentido oposto,  notando casas mais antigas ou mais novas, com pouco prédios pelo caminho, até que na altura da rua Bernardino de Campos teremos uma escadaria à esquerda. Descemos por ela e novamente à esquerda na rua Raquel Carderelli. Uma bela praça, e até mesmo um café na floricultura ao lado, encerram o caminho na beira do córrego do Mato. 

8. 

Esse roteiro começa no encontro das ruas Prudente de Moraes e Jules Rimet. Desça a escada para a avenida União dos Ferroviários e atravesse do outro lado, acompanhando a pista de skate e entrando no Centro Esportivo “José Brenna”.


 

O local é mais conhecido como Sororoca, porque era uma dos campos originais do futebol que chegou a Jundiaí no começo do século 20 trazido pelos ferroviários. E ficava justamente entre os trilhos da Companhia Paulista (ainda ali) e da Sorocabana (hoje a avenida).


 

Com atividades para todas as idades, o local tem uma passagem do outro lado que permite estender a caminhada por ruas antigas da Vila Rio Branco. Mas vamos seguir pela avenida dos Ferroviários. A caminhada é agradável em horários sem sol forte e existem guias rebaixadas nos semáforos mais adiante, embora o trecho antes da avenida Antonio Segre tenha árvores que estreitam a calçada.


 

Na esquina das duas avenidas, uma pequena praça com grandes paineiras oferece uma ilha de sombra e tranquilidade em meio ao tráfego de veículos. Mas um suporte de pedra está sem sua placa. “Ali havia o registro de homenagem aos jundiaienses que foram para a Guerra do Paraguai (1864-1870). Pensei que ainda estava lá”, diz o jornalista Jayme Martins.


 

Com guias rebaixadas, a praça permite a passagem ao outro lado da avenida Antonio Segre, onde está o complexo esportivo do Sesi. Atravessando a outra avenida, acompanhamos o muro de uma das últimas fábricas na zona urbana, a Correias Universal, e em seguida casinhas que parecem enterradas no solo mostram capachos que anunciam “bem vindos”. Outras guias rebaixadas permitem o acesso à recente Praça da Cultura, que depois de um chafariz tem uma ponte de pedestres sobre o rio Jundiaí (o rio dos bagres jundiás, na língua indígena).


 

Do outro lado, contornando a praça, o roteiro termina na entrada de pedestres do Jardim Botânico, ao som de cachoeiras e aves e incluindo até um descanso na sombra da “trilha dos macacos".

9. 

Esse roteiro começa na rua Boaventura Mendes Pereira, esquina com rua São Jorge. Ali está o prédio onde funciona o Espaço dos Conselhos em que parte dos conselhos municipais debate os rumos da cidade e, às vezes, polêmicas com os governos de plantão. É um trecho calmo, que tem seu nome ligado à fábrica de tecidos onde hoje funciona um supermercado. Um de seus proprietários era Fernando Gasparin, que com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teve em Jundiaí o jornal “O Jundiaiense” nos anos 1950 e 1960.


 

A rua São Jorge desce até o pequeno vale onde corriam riachos do Centro para o córrego do Mato, logo baixo. Também outras águas desciam da praça da Bandeira (Rocio), ali ao lado, segundo Roberto Franco Bueno, até o século passado, fazendo da região o foco do primeiro chafariz público da cidade colonial. Um complexo de lazer e compras tomou a região, mas a caminhada ainda permite seus vislumbres. "Chegaram a pensar em projetos de tampar o córrego, mas a cidade se manifestou contra", afirma o escultor Nei Manzi. 


 

Virando à direita na avenida 9 de Julho, é possível virar à direita na rua Mário Borin, chegando ao pequeno e charmoso shopping center à esquerda pelas ruas Conrado Offa ou Eduardo Tomanik. O motivo principal, entretanto, está nas duas paineiras centenárias e protegidas que fizeram o projeto arquitetônico contornar as árvores em uma rara relação de mudança e conservação. Elas marcam tempos de uma pequena floresta ali, onde lavadeiras da cidade acima vinham trabalhar nas águas. Vale lembrar que apenas no final dos anos 1800 começou o abastecimento de água na cidade, hoje uma referência nacional no setor. 

10. 

Esse roteiro é mais fragmentado e, ao contrário dos outros, exige algum meio de transporte antes das caminhadas em si. Um deles é o Museu do Café, que fica na Fazenda Nossa Senhora da Conceição (km 72 da rodovia Constâncio Cintra). Seu caminho, no sentido Itatiba, começa na rua da Abolição do roteiro 4. Tem entre suas atrações uma senzala preservada, trilhas na mata e serviços como restaurante e bazar.


 

Outro roteiro inclui o Núcleo Colonial Barão de Jundiaí, no bairro da Colônia, com casas preservadas de 1888, e o Museu do Vinho, que fica na Adega Brunholi (avenida Humberto Cereser), no bairro do Caxambu. Ambos fazem parte da história da imigração italiana no antigo caminho de Jarinu e Atibaia, que começa na rua Dr. Torres Neves do roteiro 5.


 

Uma terceira alternativa rural é a Fazenda Ermida, no bairro de mesmo nome, com um conjunto arquitetônico e cultural herdado dos anos 1800 e gerenciado pela Fundação Antonio-Antonieta Cintra Gordinho. Fica no antigo caminho de Itu, que começa na esquina das ruas Petronilha Antunes e Retiro no roteiro 3.


 

E também existem locais históricos como a Fazenda Montanhas do Japi, no bairro de Santa Clara, que trabalham com o sistema de hospedagem. Nessa região, o contato por caminhada também conta com o sistema de monitores credenciados da Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente (com agenda prévia). Tudo no antigo caminho de Pirapora, que começa na própria rua inicial do roteiro 7.


Este roteiro pode começar na esquina da rua Siqueira de Moraes com a rua Rangel Pestana, onde à direita está o centenário clube do Grêmio CP (de “empregados da Companhia Paulista”) e à esquerda estão uma antiga e charmosa casinha usada por um restaurante gourmet e um casarão também centenário.


Mas vamos subir a rua Siqueira e tomar, à direita, a rua Barão de Jundiaí. Logo ali está o antigo mercado municipal que abrigou a primeira Festa da Uva (1934), hoje o Centro das Artes com um pequeno teatro. E, na frente, outra das primeiras escolas da cidade que é o Grupo Escolar Conde do Parnaíba em plena atividade e com um pequeno museu a ser agendado.


Seguindo adiante, passamos a rua da Imprensa e, em frente à agência do INSS, está o busto de Eloy Chaves que propôs o início da Previdência Social em 1923. O tema já estava no ar desde a greve dos ferroviários em 1906, que teve enfrentamentos com a Força Pública nessa mesma











































praça. O atual Palácio de Justiça Adriano de Oliveira (Fórum) está no lugar de uma antiga Cadeia Pública.


Atravessando a praça em frente ao Mosteiro de São Bento (ordem que chegou a Jundiaí nos anos 1600) e ao saudoso jequitibá-rosa, descemos pela rua Onze de Junho para ver a fachada dos anos 1940 do Clube Jundiaiense. Viramos à esquerda na rua Senador Fonseca (antiga rua Nova) até a praça dos Andradas, onde funcionou um antigo posto de puericultura.


Descendo por ela, tomamos a rua Zacarias de Goes (o farmacêutico que reunia talentos locais como o desenhista Diógenes Duarte Paes) até a rua Coronel Leme da Fonseca, onde seguimos à direita novamente para atingir a praça da Bandeira. Ali está, ao lado da entrada do terminal de ônibus, o monumento da Independência (1922) que guarda documentos antigos e novos em uma “cápsula do tempo” para o futuro.


Em meio à sombra de árvores frondosas da praça, chegamos na rua Petronilha Antunes e ao mais antigo clube afrobrasileiro do estado de São Paulo e hoje um ponto de cultura, o Clube 28 de Setembro, e aos belos vitrais da vizinha igreja de Nossa Senhora do Rosário.


Este roteiro pode começar na esquina da rua Siqueira de Moraes com a rua Rangel Pestana, onde à direita está o centenário clube do Grêmio CP (de “empregados da Companhia Paulista”) e à esquerda estão uma antiga e charmosa casinha usada por um restaurante gourmet e um casarão também centenário.


Mas vamos subir a rua Siqueira e tomar, à direita, a rua Barão de Jundiaí. Logo ali está o antigo mercado municipal que abrigou a primeira Festa da Uva (1934), hoje o Centro das Artes com um pequeno teatro. E, na frente, outra das primeiras escolas da cidade que é o Grupo Escolar Conde do Parnaíba em plena atividade e com um pequeno museu a ser agendado.


Seguindo adiante, passamos a rua da Imprensa e, em frente à agência do INSS, está o busto de Eloy Chaves que propôs o início da Previdência Social em 1923. O tema já estava no ar desde a greve dos ferroviários em 1906, que teve enfrentamentos com a Força Pública nessa mesma praça. O atual Palácio de Justiça Adriano de Oliveira (Fórum) está no lugar de uma antiga Cadeia Pública.


Atravessando a praça em frente ao Mosteiro de São Bento (ordem que chegou a Jundiaí nos anos 1600) e ao saudoso jequitibá-rosa, descemos pela rua Onze de Junho para ver a fachada dos anos 1940 do Clube Jundiaiense. Viramos à esquerda na rua Senador Fonseca (antiga rua Nova) até a praça dos Andradas, onde funcionou um antigo posto de puericultura.


Descendo por ela, tomamos a rua Zacarias de Goes (o farmacêutico que reunia talentos locais como o desenhista Diógenes Duarte Paes) até a rua Coronel Leme da Fonseca, onde seguimos à direita novamente para atingir a praça da Bandeira. Ali está, ao lado da entrada do terminal de ônibus, o monumento da Independência (1922) que guarda documentos antigos e novos em uma “cápsula do tempo” para o futuro.


Em meio à sombra de árvores frondosas da praça, chegamos na rua Petronilha Antunes e ao mais antigo clube afrobrasileiro do estado de São Paulo e hoje um ponto de cultura, o Clube 28 de Setembro, e aos belos vitrais da vizinha igreja de Nossa Senhora do Rosário.







BARREIRA

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Uma vista elevada dessa área de Jundiahy mostra o entorno ainda verde do outro lado do vale..

O antigo posto de fiscalização das caravanas a Minas Gerais desde o século XVIII é um bairro entre a margem do rio Jundiaí e a  estrada de ferro, com um pequeno centro comercial onde se destaca a Cantina do Jarbas, entre outros estabelecimentos. de moda e até um sebo novo na cidade. Um centro esportivo (CECE José Pedro Raymundo),  ligado ao surgimento do futebol amador no final do século XIX, e uma quadra da escola de samba União da Vila, que tem ensaios nas noites de domingo. E curiosidades como o Bar do Casarine, onde foram filmadas cenas de “O Ataque dos Pneus Assassinos” de Toninho do Diabo,  ou o antigo prédio do Bar e Restaurante do Joaquim, onde acontecem rodas de samba nas noites de quinta e tardes de domingo. Entre as escolas estão a estadual Cecília Rolemberg e a unidade escolar do SESI. Em setembro tem Festa Francesa nos fins de semana, no largo da igreja Santa Teresinha.

VÁ DE ÔNIBUS: Use linhas que passam pela avenida Itatiba ou pela avenida Antonio Frederico Ozanan. PARA CAMINHAR: acessos pelo Eixo Bandeirantes, Largo da Liberdade e Largo do Chafariz.


BELA VISTA

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Uma das vistas panorâmicas que dão o nome ao lugar.

O bairro residencial surgiu na colina entre a estrada de Pirapora e o córrego do Mato. Guarda marcas da convivência de muitas décadas com a Vigorelli, extinta fábrica de máquinas de costura, inclusive as ruínas do antigo teatro-auditório. Hoje tem suas principais atrações para os lados do córrego, como a Flora da Mata, a Banca do Feijão, o Ponto Nove ou o Baú & Cia. Do outro lado, na rua Treze de Maio, uma escultura de rua marca o ateliê do artista Elvio Santiago. Em sua parte central ainda conta com uma escola do SESI e o bar Galo, ponto de encontro de torcedores do Paulista nas grandes fases, e o bar do Aldo, para as noites de quinta ou sexta.    

VÁ DE ÔNIBUS:Use linhas que passam pela avenida Nove de Julho ou diretamente no Terminal Central. PARA CAMINHAR: acesso pelo largo da Saúde ou largo da Bandeira.


EIXO BANDEIRANTES

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A região ainda guarda cenas de cartão postal. 

A rua dos Bandeirantes, referência do nome, é parte da antiga estrada intermunicipal de Jundiahy. O setor tem algumas construções antigas, comércio de bairro e ruas sem saída ou ladeiras sinuosas nas transversais. Abriga o tradicional bar do Ângelo e o restaurante Bom da Picanha e espaços de festas como o Parque da Alegria ou o Gira Pião. Mas atualmente seu grande destaque é o Sororoca, nome popular do centro esportivo José Brenna e alvo de uma reformada pista de skate que deve abrigar eventos nacionais e internacionais. E também de uma futura ciclovia que virá do Jardim Botânico e vai para as oficinas da Paulista. 

VÁ DE ÔNIBUS: Use linhas que passam pela rua dos Bandeirantes ou pela avenida União dos Ferroviários. PARA CAMINHAR: acesso pela Barreira, pela Ladeira Municipal, pela Ponte de Campinas ou pela ladeira Segre.


LADEIRA CAVALCANTI

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A antiga fábrica têxtil Argos hoje abriga a Biblioteca Pública e outros serviços...

A ladeira começa na margem externa do rio Guapeva, em um conjunto que abrigou casas, escolas e fábrica de um dos complexos têxteis da Jundiahy do século XIX (recorte de foto original do JJ Memória). Muitas vezes as tardes de sábado soam musicais no centro de referência de idosos que funciona ali. Também em casarão antigo está a Polícia Ambiental. Por estarem relativamente bem conservados, é um dos mais impressionantes acessos ao centro histórico, mesmo com partes da ladeira bastante alteradas. Ainda na parte baixa permite ligações pedestres com os altos do largo Monte Castelo ou com a região da várzea do Guapeva. Em sua parte mais próxima da ladeira Torres Neves apresenta escolas e alguns dos mais tradicionais conjuntos de salões de cabelos black da cidade, que participaram do recente Encontro das Trançadeiras. No mesmo sentido está a rua Vigário, que abriga uma ampla área verde nos fundos do largo Monte Castelo e pontos alternativos como o Bahamas Snooker..

VÁ DE ÔNIBUS:Use linhas que passam pela avenida Dr. Cavalcanti ou pela ladeira Torres Neves. PARA CAMINHAR: acesso pela várzea do Guapeva, pelo largo Monte Castelo ou pela ladeira Torres Neves.


LADEIRA MUNICIPAL

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A antiga estação de água, hoje parte do velório público, marca com seu classicismo tardio os altos da ladeira Municipal onde existiu o primeiro campo oficial de futebol da cidade. No local, bem arborizado, também está a tradicional Panificadora Keli. Mais abaixo, nas ruas França e Visconde de Mauá, casas de origem ferroviária ainda exibem seus tijolinhos. Na base da ladeira estão coisas como um mercado público bastante usado para produtos como frutas de época e o antigo bar do Cido, em prédio com mais de cem anos de uso comercial. O grande marco da área está mesmo no Cemitério da Saudade, criado no século XIX para substituir os sepultamentos realizados nas igrejas da época. Muitos de seus túmulos, alguns bem artísticos, são pontos de visitação popular. Pouco abaixo, na esquina da rua Anchieta com a rua do hospital Santa Elisa, continua ativo o bar do Gobbi. 

VÁ DE ÔNIBUS: Use linhas que passam pela rua Henrique Andrés ou pela avenida Antonio Segre. PARA CAMINHAR: acesso pelo eixo Bandeirantes, pela ladeira Segre, pelo largo da Liberdade ou pelo largo das Rosas.


LADEIRA SÃO JORGE

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Quase na margem do córrego do Mato a grande área coberta da antiga fábrica de tecidos São Jorge, criada pelo saudoso deputado e jornalista Fernando Gasparian, continua sendo a referência (agora como supermercado). Mas esse bucólico pedaço de Jundiahy abriga pequenas surpresas como o bar Maria Cachaça, a partir de terça,  ou a prática de esportes no Bate Bola e na Via Brasil, além de contar com o simbolismo democrático do Espaço dos Conselhos.

VÁ DE ÔNIBUS: Use linhas que passam pela avenida Nove de Julho ou diretamente no Terminal Central. PARA CAMINHAR: acesso pelo largo dos Andradas, largo da Bandeira ou Bela Vista e ladeira Tomanik, pela margem do córrego do Mato..


LADEIRA SEGRE

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O complexo Élcio Guerazzi (SESI) forma uma referência na base da ladeira, que une a região da Ponte de Campinas com a do largo das Rosas. No caminho, tem um dos lados no Jardim Brasil, bairro que preserva grande faixa de mata na margem do córrego do Mato. Nesse lado está o Wiener, café musical e um dos finos restaurantes do setor ao lado do Mestrino e do Abafo. Do outro lado da ladeira está a Vila Municipal, com peculiaridades como as escolas Leonardo da Vinci e La Fontaine ou a praça do bar do Zé. No alto da ladeira está a escola e centro cultural Cultura Inglesa e, um pouco mais adiante, o Bar do Gobbi (já no comecinho da arborizada rua Anchieta). O setor perdeu em seu cume o antigo casarão dos Rappa, ao lado do cemitério antigo, mas as árvores centenárias são protegidas por lei.

VÁ DE ÔNIBUS: Use linhas que passam pela avenida Antonio Segre ou avenida Nove de Julho. PARA CAMINHAR: acesso pela Ponte de Campinas, pela ladeira Tomanik ou pelo eixo Bandeirantes.


LADEIRA SIQUEIRA

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As surpresas das velhas ruas e ladeiras dessa região são muitas. Além das casas antigas, os pontos de interesse incluem casas noturnas como San Remo ou Grêmio, locais alternativos como Hall Bar, New Som Experience, Locadora Filmes Clássicos, Ateliê Ary França ou Cineclube Consciência, sabores como Malagueta, Pizza.Com e instituições tradicionais como a Guardinha de Jundiaí. É uma área de ligação entre diversas regiões centrais.

VÁ DE ÔNIBUS: Use linhas que passem pela rua Rangel Pestana ou pela rua Marechal Deodoro da Fonseca. PARA CAMINHAR: acesso pelo largo do Chafariz, pela Paulista, pelo largo do Fórum ou pela ladeira Torres Neves.


LADEIRA SUCUPIRA

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Com algumas casinhas ameaçadas em meio a uma onda de restaurações, a região conta com várias ladeiras como Senador Fonseca, Secundino Veiga, Conde de Monsanto ou Major Sucupira. Abriga um grande setor residencial mas também tem atrações como a Ponte Torta, na margem do rio Guapeva, e locais como a Academia Jundiaiense de Dança de Salão ou a boate Fashion Night. 

VÁ DE ÔNIBUS: Use linhas que passam pela rua 23 de Maio ou rua da Saúde e pelo Terminal Central. PARA CAMINHAR: acesso pelo largo da Saúde, pelo largo Monte Castelo ou pelo largo do Quartel.


LADEIRA TOMANIK


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A conservação de árvores centenárias no Paineiras Center gerou um projeto original para o conjunto comercial. 

A região, entre a ladeira Segre e a ladeira São Jorge,  é um dos acessos ao centro pelo lado do córrego do Mato. Nessa margem estão as árvores que lembram as matas que chegavam até o córrego do Mato e onde a população antiga de Jundiahy fazia serviços como a limpeza de roupas e peças de trabalho. Algumas atrações como o bar Box 11 trazem lugares de cidade como nomes de seus lanches. Mas a ladeira também tem outras lojas de artigos raros. Abrigou durante muitas décadas a produção artística de Inos Corradin e tem sido um eixo de verticalização de edifícios luxuosos. A margem do córrego do Mato, entretanto, ainda permite pontos de ônibus na sombra das árvores. 

VÁ DE ÔNIBUS: Use linhas que passam pela avenida Nove de Julho ou pelo largo das Rosas. PARA CAMINHAR: acesso pela ladeira Segre, pela ladeira São Jorge ou pelo largo das Rosas.


LADEIRA TORRES NEVES

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Uma das ladeiras mais tradicionais de Jundiahy, abriga em sua base o conjunto arquitetônico formado pelo viaduto São João Batista, o primeiro da cidade na década de 1950 (com projeto de Vasco Venchiarutti) com escadarias planejadas para integrá-lo com a antiga estação de trens da Companhia Paulista, de 1872, sobre o antigo trajeto da estrada de Atibaia. Tem diversas construções bastante antigas e lugares peculiares como o sebo Barato da Cultura, a loja reggae Pássaro Rasta, as lojas Recruta Zero e Armazém 188 ou os bares Patinha´s e Bar Bosa. Guarda lembranças de tempos de descida de "long board" (rolimãs esportivos) e dos anos 1980, quando a Associação Esportiva Jundiaiense foi a meca de grandes shows da MPB e de grandes confrontos de basquete, com nomes na seleção brasileira como Marcel de Souza. Para os lados da ladeira Siqueira estão ainda pontos como a Associação dos Aposentados, a LBV e o Controle de Zoonoses. Imperdível.  

VÁ DE ÔNIBUS: Use linhas que passem pela avenida Dr. Torres Neves ou ainda aquelas da ladeira Cavalcanti e do largo São José. PARA CAMINHAR: acesso pela Vila Graf, pela Várzea do Guapeva, pela ladeira Siqueira ou pelo largo São José.


LADEIRA DO 28 -Ver Largo da Bandeira



LARGO DOS ANDRADAS

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Mais um dos pequenos oásis urbanos, o largo e imediações guarda surpresas como a loja do Gibi, o espaço cultural Skyclad, a loja Flag Shop, o ateliê de patchwork de Ana Cosentino, o café Buonno ou o restaurante vegetariano Vida Natural. Ainda é possível encontrar crianças brincando no meio das árvores, alheias ao trânsito cotidiano. Também é ali que desemboca a ladeira Anchieta, rua que forma um “túnel verde” desde o alto da ladeira Segre e desafia os paisagistas municipais. Também funcionam ali a escola Marcos Gasparian, que preparou muitos educadores, e as faculdades Luiz Rosa. O local tem ainda uma conexão do Acessa Jundiaí no prédio do Fundo de Solidariedade

VÁ DE ÔNIBUS:Use linhas que passem pela rua Senador Fonseca  ou pela rua Anchieta, além do terminal Central. PARA CAMINHAR: acesso pelo largo do Fórum, largo da Bandeira ou ladeira São Jorge.


LARGO DA BANDEIRA

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Os artistas Netinho de Paula e Rappin Hood conhecem o lugar porque apoiam a campanha de revitalização do Clube 28 de Setembro, com mais de 112 anos de atividades na cultura negra e uma das referências locais, agora também Ponto de Cultura da rede nacional. Mas também estão ali a praça da Bandeira, uma das mais arborizadas de Jundiahy e sede do Terminal Central, e a igreja de Nossa Senhora do Rosário, com belos detalhes interiores. Vale a pena caminhar pela área verde ou tomar um suco na Casa das Frutas.O lugar já foi chamado de largo do Rocio ou largo do Tronco e em sua região estão coisas como uma raríssima alfaiataria (a J.Lima, na rua Barão do Triunfo, 247) e uma casa de tatuagens, a Zombie. Na década de 1970, foi também o ponto de encontro das passeatas que conseguiram tombar a Serra do Japi como patrimônio natural do estado e evitar sua destruição por loteamentos.

VÁ DE ÔNIBUS: Use linhas que passem pelo Terminal Central. PARA CAMINHAR: acesso pela Bela Vista, ladeira São Jorge, largo dos Andradas ou largo da Catedral.


LARGO DA CATEDRAL


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A primeira referência de Jundiahy como povoação, em 1620, abriga também o seu Museu Histórico e Cultural de Jundiaí e também o maior número de fachadas preservadas no entorno da Catedral de Nossa Senhora do Desterro, que teve sua reforma do início do século XX assinada por Ramos de Azevedo. Ali estão as mesas na praça do Chico´s Bar, os pratos do restaurante Dadá e pontos como a Padaria Central e o Mirim Dog. Ou a bomboniére Marabá, que sobreviveu ao fechamento do cinema de mesmo nome. Mas os arredores possuem ainda coisas como as idéias de lojas como Pride e peculiaridades como o bar Alegria, o restaurante remanescente da antiga Associação Comercial, Recreativa e Esportiva (Acre), a veterana Casa de Massas Padroeira ou o informado Cantinho do Norte. Um lugar para caminhar com calma.  

VÁ DE ÔNIBUS:Use linhas que passem pela rua Rangel Pestana ou pela rua Senador Fonseca, além daquelas da ladeira Torres Neves e do terminal Central.  PARA CAMINHAR: acesso pelo largo São José, largo do Fórum, largo da Bandeira ou largo do Quartel.


LARGO DO CHAFARIZ

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Se resta pouco da referência histórica usada desde os cavalos de carga dos caminhos coloniais de Minas, a região é uma das mais charmosas de Jundiahy com as choperias Palma e Chafariz, o restaurante Uhlen Haus, o ateliê de teatro Casarão, a escola de música de Jundiaí, o sebo Birigui... Sua referência é a rua da Abolição (dos tempos em que nomes de rua homenageavam acontecimentos) e conta ainda com bares como do Joãozinho, ponto de encontro de sambistas, ou o pequeno Parada Beer. Também nessa área está o Circolo Italiano e pequenos ateliês de tear ou cadeiras de palhinha. Um de seus lugares  pitorescos é o carrinho de lanches Bidu, que responde a pergunta de clientes sobre milho ou ervilha com a frase "faço cachorro quente, não pizza". Um área discreta e aconchegante. 

VÁ DE ÔNIBUS:Use linhas que passem pela rua Marechal Deodoro, pela rua Rangel Pestana ou pela avenida União dos Ferroviários.  PARA CAMINHAR: acesso pela Barreira, pelo largo São Bento, pela região da Paulista e pela ladeira Municipal.


LARGO DO FÓRUM

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A feirinha de artesanato acontece em um dos lugares mais simbólicos de Jundiahy. Ali ocorreram os embates da greve ferroviária de 1906 por direitos trabalhistas então inexistentes que resultaram na morte de dois ativistas, na prisão de operárias têxteis do entorno do rio Guapeva que aderiram ao movimento e na primeira invasão policial da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, na capital, também solidária ao protesto. Na mesma época da greve surgiu a escola pública Conde do Parnaíba. A previdência privada só viria em 1923, pelo deputado local Eloy Chaves (cujo busto adorna a frente da agência local do INSS, no mesmo largo). O Fórum de Justiça, que denomina o local, ocupa o lugar da antiga cadeia pública na rua da Imprensa. E de 1934 é a primeira festa da uva que marca a contribuição dos imigrantes italianos à cidade, realizada no mercado municipal onde atualmente funciona o Centro das Artes (que tem ponto de conexão do Acessa Jundiaí). E o caminho para o largo da Catedral guarda ainda outras surpresas como a antiga Câmara, a antiga Telefônica, a Galeria Rosário, as lojas Ao Esporte Jundiaiense e  Ao Barulho Jundiaiense... De madrugada, um lanche rápido pode ser feito na lanchonete Mirão e durante o dia lugares como Café Brasil ou Cafeteria oferecem surpresas.. 

VÁ DE ÔNIBUS:Use linhas que passem pela rua Rangel Pestana ou pela rua do Rosário. PARA CAMINHAR: acesso pelo largo da Catedral, largo do Chafariz, largo São Bento e largo dos Andradas.


LARGO DA LIBERDADE

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Abriga, na várzea do rio, um dos gramados do futebol amador de Jundiahy surgido nesses lados do centro. Mas o centro esportivo Ovídio Bueno não é referência isolada desse bairro surgido em uma antiga chácara dos Castilho, que também teve durante muitos anos a empresa de fermentos Fleischmann & Royal (ainda com vestígios recuperáveis do antigo córrego da Sorocabana) e uma tradicional feira livre nas manhãs de sexta. Nos "fundos" das antigas oficinas da Companhia Paulista, o lugar ainda é marcado periodicamente pelos apitos dos trens. Um de seus pontos de encontro é o bar Estrela da Liberdade, na margem do rio, onde anualmente é mantida a tradição do judas do sábado de aleluia, em abril e as mangueiras da margem lembram que o rio não precisa ser apenas uma avenida. .

VÁ DE ÔNIBUS:Use linhas que passem pela avenida Antonio Frederico Ozanan ou pela avenida Itatiba. PARA CAMINHAR: acesso pela Barreira, pela Vila Graf e pelo largo do Chafariz.


LARGO MONTE CASTELO


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Parece estranha a imagem para um lugar com fachadas históricas como o teatro Polytheama, o antigo grupo escolar Siqueira de Moraes (hoje Centro Jundiaiense de Cultura, com a Pinacoteca) ou a grande área verde do escadão e esplanada do Monte Castelo. Mas lembra que também há surpresas internas nesses lugares, como na imagem acima do Museu da Energia em antiga estação de eletricidade de Jundiahy. Além de casarões antigos, o lugar tem pontos como o Vintage Pub e Restaurante ou a loja maçônica Amor e Concórdia e um centro de ensino, a escola Antenor Soares Gandra, que já foi uma escola industrial. Tem ainda a formação de músicos do Projeto Guri e a defesa do consumidor, além de uma conexão do Acessa Jundiaí,  na Câmara Municipal. Além, claro, de uma das vistas panorâmicas do centro na margem do rio Guapeva.

VÁ DE ÔNIBUS:Use linhas que passem pela rua Vigário J.J.Rodrigues (o mais prático é o ponto do largo do Quartel). PARA CAMINHAR: acesso pelo largo do Quartel, pela ladeira Cavalcanti, pela ladeira Sucupira e pelo largo da Saúde.


LARGO DO QUARTEL

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Com a demolição do quartel da antiga Companhia de Comunicações do Exército, o centenário Gabinete de Leitura Ruy Barbosa é a principal referência desse largo que já abrigou o pelourinho da Jundiahy dos tempos coloniais e forma o tradicional ponto de encontro, nas sextas de Carnaval, para a invasão do centro pelo bloco Refogado (ainda marcado pelo saudoso Erazê Martinho). Os arredores apresentam também pontos de criatividade como as lojas Ghetto, Aloha, Halloween e, mais abaixo, Caveira Rockwear. A praça Ruy Barbosa abriga ainda os instrumentos musicais da veterana Casa Tropical, uma lanchonete com o telhado em formato oriental e uma galeria comercial. Atualmente oferece ainda, com o desaparecimento do quartel, uma bela vista panorâmica da Serra do Japi no horizonte que faria por merecer uma ampliação da praça.  

VÁ DE ÔNIBUS: Use linhas que passem pela rua Rangel Pestana e Vigário J.J. Rodrigues. PARA CAMINHAR: acesso pelo largo da Catedral, pelo largo Monte Castelo e pela ladeira Sucupira.


LARGO DAS ROSAS

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As antigas árvores da praça inspiram histórias como do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo criado em 1902 e que salvou milhares de vidas como o vizinho prédio da Fratellanza Italiana, casa de saúde ainda mais antiga e prestes a virar hospital regional. A praça, que pode ter inspirado canções de Lamartine Babo, tem ainda a Casa dos Meninos e um busto para o beneditino Dom Abade. O local teve seus tempos de abrigar a descoberta de esportes como o "frisbe" e ainda hoje é um ponto de descanso para amigos ou pacientes de alguns dos mais clássicos centros de saúde de Jundiahy. Também existe um busto homenageando Antonio Frederico Ozanan, criador do movimento vicentino (o mesmo da campanha do quilo, inspiradora de Betinho e da ação local Pão e Poesia na década de 1990). Abriga uma feira livre nas manhãs de terça-feira. 

VÁ DE ÔNIBUS: Use linhas que passem pela rua Henrique Andrés ou pela avenida Antonio Segre. PARA CAMINHAR: acesso pelo largo São Bento, pela ladeira Segre, pela ladeira Municipal e pela ladeira Tomanik.


LARGO SÃO BENTO

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A praça ainda tem árvores e atrações para crianças, o mosteiro beneditino ainda tem eventos com música gregoriana e a sede central do Clube Jundiaiense oferece bons eventos adultos ao longo do mês. Mas a imagem de uma sacola de compras com estampa criada pelo artista plástico Inos Corradin simboliza uma mudança de comportamento para um mundo mais sustentável, evitando o excesso de plástico, que está sendo praticada (a um custo de menos de quatro reais) no charmoso supermercado central da rede Russi que ocupa o prédio de uma antiga adega dos Traldi nesse largo. Dá para usar no mercado ou na feira ali ao lado, no largo das Rosas.

VÁ DE ÔNIBUS: Use linhas que passem pela rua do Rosário, pela rua Rangel Pestana ou pela rua Senador Fonseca. PARA CAMINHAR: acesso pelo largo das Rosas, pelo largo do Chafariz e pelo largo do Fórum.


LARGO SÃO JOSÉ

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No cume da ladeira Torres Neves, o largo abriga o busto do lendário médico Domingos Anastácio e algumas fachadas bem antigas do centro. Um destaque é o acesso para o vizinho largo da Catedral, que pode ser feito pela rua de mesmo nome do largo ou pela galeria Bocchino, criada em meados do século XX pelo onipresente arquiteto Vasco Venchiarutti e centro de um variado comércio de armarinhos, discos e livros usados, chapéus ou luminárias (alguns existentes desde a década de 1960). Suas escadarias também abrigaram cenas folclóricas com motoqueiros de outros tempos. Os arredores também abrigam um fenômeno de Jundiahy, as ruas sem saída.

VÁ DE ÔNIBUS: Use linhas que passem pela rua Rangel Pestana ou avenida Dr. Torres Neves. PARA CAMINHAR: acesso pela ladeira Torres Neves e pelo largo da Catedral.


LARGO DA SAÚDE

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Antigos armazém e casarão desativados lembram que o largo da Saúde é o começo da estrada de Pirapora, que mantém o nome como a rua mais comprida do município até chegar nas estradinhas de Santa Clara e Paiol Velho, dentro da Serra do Japi, e voltar ao nome original na divisa com Cajamar. Era a ligação entre Jundiahy e Santana do Parnaíba onde surgiu o santuário por volta de 1725. Com essa origem imemorial (ainda hoje passagem da centenária romaria de cavaleiros ou pedestres), o largo tem o nome por causa da Rua da Saúde, onde funcionou um dos primeiros postos do gênero. Nessa região funciona a escola e partes das faculdades Anchieta e um estúdio de dança, assim como abriga diversas praças e bares simpáticos como o Aroni, apreciado por roqueiros, e do Roberto, usado por estudantes. Embora ao lado da Bela Vista e do largo da Bandeira, está ligado diretamente com o largo Monte Castelo ou a ladeira Sucupira pela rua Conde de Monsanto. Em alguns sites já consta uma casa de eventos chamado Phoenix Club (na própria rua da Saúde, tel. 4522 5502).


PAULISTA (OFICINAS)

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Uma das referências mais importantes de Jundiahy, as antigas oficinas da Companhia Paulista de Estradas de Ferro e Navegação Fluvial (de 1880) são chamadas algumas vezes de Complexo Fepasa, da fase de extinção política das ferrovias no país. Municipalizado em 2001, o conjunto abriga atualmente serviços como o Museu da Companhia Paulista, a Faculdade de Tecnologia (FATEC) e o Centro de Lazer da Melhor Idade (mantido pela Associação de Preservação da Memória da Companhia Paulista) além de encontros de ferreomodelismo. Com a instalação do serviço Poupatempo, podem voltar a funcionar espaços culturais anteriores como de grupos teatrais Éos e Religarte, da escola de samba Arco Íris e do coral Ars Antiqua. Algumas locomotivas e vagões se perderam, mas vale a pena se emocionar no local. A foto acima é de André Kenji. 

VÁ DE ÔNIBUS: Use linhas pela avenida União dos Ferroviários. PARA CAMINHAR: acesso pela ladeira Siqueira, pelo largo do Chafariz e pela ladeira Torres Neves.



PONTE DE CAMPINAS

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Na antiga saída de Jundiahy para a estrada velha de Campinas, o destaque atual é para o Jardim Botânico criado na margem externa do rio na área que será compartilhada também pela futura unidade do SESC. Na margem interna ainda existe uma das últimas indústrias ativas do centro, a Correias Universal, e uma bela praça com chafariz (da Cultura) e outra bela praça fechada (Ponto Verde). A região tem também o complexo Brunholi, onde se encontram alguns vinhos locais, e uma padaria-restaurante com música ao vivo nas noites de sexta, a Pão D´Oro. Também funcionam por ali a Delegacia Seccional e o núcleo local do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA).

VÁ DE ÔNIBUS:Use linhas que passem pela avenida Antonio Frederico Ozanan, avenida Antonio Segre ou avenida União dos Ferroviários. PARA CAMINHAR: acesso pela ladeira Segre, pelo eixo Bandeirantes e pela Barreira.


VÁRZEA DO GUAPEVA


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Um caminho ainda possível entre os altos do largo Monte Castelo e o encontro dos rios Guapeva e Jundiaí, na Vila Graf, mostra que a região guarda rotas de seu passado urbano e industrial. A principal novidade do setor é o Mercadão da Cidade, conjunto comercial com atrações desde lanches de mortadela e orquídeas até artesanato ou música ao vivo. Os arredores oferecem desde conjuntos de casas antigas até centros de debate como o Círculo Esotérico - e acessos curtos para pedestres até a antiga estação central dos trens ou aos prédios históricos ocupados por instituições como a Polícia Ambiental.

VÁ DE ÔNIBUS: Use linhas que passem pela avenida União dos Ferroviários, avenida Dr. Torres Neves ou avenida Dr. Cavalcanti. PARA CAMINHAR: acesso pela ladeira Cavalcanti, pela ladeira Torres Neves, pela região da Paulista e pela Vila Graf.


VILA GRAF

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Parte de Jundiahy segmentada pela ferrovia e pelo viaduto, a antiga zona residencial abriga a sede da histórica Banda São João Batista e uma das primeiras escolas infantis da cidade. Muitos antigos moradores também viveram a fase do pólo cerâmico de Jundiahy, surgido na outra margem do rio (no bairro que leva o nome da ponte) e que ainda pode ser vista na variedade da lojinha da Pozzani. Um dos elementos criativos da sua paisagem surgiu da casa de baterias Ceará, que montou um boneco-pescador em tamanho natural que periodicamente surpreende até quem já deveria estar acostumado com ele. Essas características da região vivem atualmente a polêmica da construção de um túnel sob a ferrovia, ao lado da velha estação central de trem, que nos planos do governo desapropriaria meio quarteirão da rua Antonio Mendes Pereira para ligar a avenida União dos Ferroviários, na região das oficinas da Paulista,  com a avenida marginal do córrego da Colônia na zona leste. Diversas manifestações foram feitas pelos moradores mas o cenário definitivo ainda está em suspenso.

VÁ DE ÔNIBUS: Use linhas que passem pela avenida Antonio Frederico Ozanan, avenida Dr. Torres Neves ou avenida União dos Ferroviários. PARA CAMINHAR: acesso pela ladeira Torres Neves (tem uma escadaria no meio do viaduto), pelo largo da Liberdade e pela várzea do Guapeva.




ARTIGO - O CENTRO HISTÓRICO DE JUNDIAÍ
por Eduardo Carlos Pereira em jundiaiagora.com.br

Caracterizado por edifícios do século 19, início do século 20 e também pelos prédios modernos das décadas de 1950 ,60, 70 e 80, o centro de Jundiaí com seus mais de 300 anos possui um conjunto peculiar.

Os 400 edifícios distribuídos pelas ruas estreitas formam uma paisagem difusa e de difícil compreensão. Mas se olharmos com mais atenção veremos que essa mistura não altera o conteúdo estruturador da cidade histórica que é.

Desde o século 18, as construções no centro da cidade foram feitas nos limites dos lotes e se juntavam uma em sequência a outra como era regra no período colonial. Com influências portuguesas, quase nada sobrou desse período.

No alinhamento se iniciava as construções em taipa (técnica de construção com barro). As fachadas caracterizadas pelo que se usava em cada tempo, esses edifícios formaram nossas ruas centrais.  As residências e sobrados foram feitos dessa forma até o século 19 em taipa.

Por volta de 1870, os imóveis passam a ser construídos com tijolos, predominaram e continuam lá. Imigrantes venetos foram os autores e pedreiros dessa cidade italiana de tijolos. Hoje descaracterizadas e com remanescentes que o comercio de massa deixou passar. Na rua do Rosário conviviam casas de taipa e de tijolos(foto acima).

O livro ‘Núcleos Coloniais e Construções Rurais’(2007), de minha autoria, mostra a presença dos imigrantes e dos tijolos que se deu tanto no centro quanto nas novas propriedades rurais. A história dos pedreiros e dos imigrantes italianos nas cidades que tiveram Núcleos Coloniais foi estudada. Os Núcleos Coloniais estruturaram a metrópole, Ribeirão Preto e outras cidades paulistas.

Os estudiosos de história da arquitetura – Carlos Lemos, Nestor Goulart Reis Filho, Benedito de Toledo – identificam a influência italiana que veio com toda a força desenhar nossos prédios desde o fim do século 19 até meados do século seguinte.

Acertadamente, São Paulo foi chamada de Cidade Italiana em 1900. O mesmo, e por muito mais tempo, Jundiaí também ganhou esse título. Marcou a cultura, economia, agricultura, os modos de fazer e a industrialização.

Mais requintados, tendo influências neoclássicas e das Beaux-Arts, o edifício que abrigou os correios tem a harmonia de seus congêneres e contemporâneos do centro de São Paulo, Milão, Lisboa ou até em Havana.

O edifício dos Correio, foi proeminente no antigo largo da Matriz. Se destacou por anos como lugar público, de acesso livre, serviço eficiente e moderno; sua arquitetura marcante roubou a atenção dos edifícios vizinhos. Claro que esse destaque permanece até hoje e é desejável que continue.



DICAS NAS ANTIGAS ESTRADAS

* Na antiga estrada de Itu, que começa no largo da Bandeira, uma dica é conhecer o Centro Cultural Fazenda Ermida.

* Na antiga estrada das Minas Gerais, que começa na Barreira, a dica é conhecer a Fazenda Nossa Senhora da Conceição.

* Na antiga estrada de Pirapora, que começa no largo da Saúde e leva romarias a atravessarem a serra desde 1734, a dica é conhecer o Hotel Fazenda Montanhas do Japi ou agendar uma Visita Monitorada.

* Na antiga estrada de Atibaia, a dica é conhecer as adegas da Cooperativa de Vinhos Artesanais ou os lugares da Festa da Colônia Italiana.

* Na antiga estrada de São Paulo, a dica é conhecer o quartel do Exército - 12º Grupo de Artilharia de Campanha.

* Na antiga estrada de Campinas, a dica é conhecer lugares como Parque do Corrupira ou o bairro italiano do Traviú.



 
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