Pensar
global
e agir local. Na terra ancestral situada entre os
rios Jundiaí, Guapeva e do
Mato tudo começou ainda antes do século XVII, como mostra o nome
tupi do
“rio dos jundiás” e, por isso, a grafia colonial usada por quase 300
anos até a reforma ortográfica dos anos 1940. Onde se descobre que o
histórico tem bases naturais.
Muitas pessoas do bem, cada qual contribuindo da sua própria maneira.
Restaurando fachadas, criando roupas, músicas ou jóias, cuidando de praças ou
riachos, organizando eventos, espetáculos e exposições, apresentando feiras ou
projetos educacionais, praticando esportes ou artes de rua, montando projetos
educacionais, sociais e culturais. Mas ainda existem algumas que cresceram sonhando com a destruição...
Por isso surgiu este "sítio geográfico virtual" em teste. O www.jundiahy.com.br- que busca rever o centro histórico interfluvial não como um patrimônio
estático, mas um área dinâmica onde o passado e o futuro estão conectados. O
virtual do ciberespaço com o real dos largos e ladeiras, o virtual da memória com o real das alternativas de futuro.
Se o espaço histórico e ambiental pode refletir no sítio eletrônico, também
estas informações podem voltar ao espaço cotidiano com eventos, materiais e placas nos prédios e nas ruas onde moradores e visitantes
possam viajar no tempo acumulado e nas surpresas atuais.
Estamos chegando em julho no milésimo visitante em três meses e mais de 500 deles se cadastraram, números estimulantes
para melhorias a médio prazo. Sonhamos com parcerias em biologia
urbana, em pesquisa histórica, em turismo sustentável, em cultura popular e em
indústrias criativas além de design, marketing e gestão. Mas a etapa artesanal está sendo muito agradável.
* As imagens não creditadas são produzidas pelo editor (ou, na agenda, divulgadas na internet
pelos promotores e artistas).
Agradecimentos
Valeu, assim como a todo mundo que tem dado uma
força para a idéia como a reprodução da imagem da árvore Jundiahy pelo
Gustavo Silva, a descoberta da pesquisa sobre escravos no século XVIII pelo Paulo Dutra,
as idéias do livro da Júlia Heimann, os insights fotográficos do Dago Nogueira, ... xi, a lista iria longe. É preciso pensar
em uma maneira de colocar essas coisas sem melindrar ninguém, tanta
gente boa tem nessa Jundiahy.
Futuro
Um sítio cibernético-geográfico-histórico-cultural poderia ter um código de ética comercial? Dá para pensar em coisas como instituições ou empresas que preservam fachadas históricas ou para a
expressão de moradores e trabalhadores sobre o ambiente urbano, de
pesquisas sobre o passado (colonial, indígena, militar, ferroviário,
estradas antigas, etc.) ou sobre o ambiente (matas ciliares, aves
urbanas e migratórias, direito à paisagem, etc.). E até mesmo para
empresas em locais que destruíram partes do patrimônio histórico e
ambiental mas que desenvolvem projetos compensatórios como o
museu de rua ou a educação ambiental.
Mas isso ainda merece a necessária reflexão. Talvez de forma coletiva.
A memória pode ser um mecanismo de envolvimento comunitário para o monitoramento do meio ambiente.
Oliveira,
José Arnaldo de, "Memória e Participação Social", in Park, Margareth
Brandini, Formação de Educadores: Memória, Patrimônio e Meio Ambiente,
Mercado de Letras, Campinas, 2003 (com apoio do Centro de Memória da
Unicamp e Departamento de Educação da Prefeitura de Jarinu)
OUTROS PORTAIS "BIOSOCIOCULTURAIS"
Estamos descobrindo outros sítios com algo desta "geografia web"...
O Núcleo de Artes Cênicas montou na década de 1980 um espetáculo teatral chamado "Quatro Décadas e Um Sonho", uma das coisas fantásticas que vemos de vez em quando em Jundiahy - como "Uma Arquitetura para a Morte", do Grupo Performático Éos, ou "Fausto", do Teatro Estudantil Rosa. Inspirado nesse título, este site (2009) é uma expressão que poderia ter ecos na expulsão da usina termelétrica da borda da serra (1999), na co-produção local com a TV Cultura para o programa Jundiaí é o Show (1989) e na visão das passeatas de milhares de pessoas que conseguiram o tombamento da Serra do Japi (1979). Isso na coisa das quatro décadas.
Um mesmo sonho... O editor do site, na década de 1980, criou a seção Sirva-se e Divirta-se no diário Jornal da Cidade, com redação dirigida pelo jornalista Sidney Mazzoni. Nessa mesma época manteve por alguns anos o comunitário Jornal Rio Branco (na Barreira) com o jornalista Carlos Eduardo Cerioni. Na virada da década de 1990, colaborando com o jornalista Pedro Fávaro Júnior na Secretaria Municipal de Cultura (CCTUR), realizou coisas como o citado programa na TV Cultura e um desfile de carros alegóricos de bairros rurais na Festa da Uva - mas o ato divulgar uma agenda além dos espaços estatais (de grandes e pequenos eventos) motivou outra jornalista, Mônica Gropelo, na criação do suplemento Agito, no Jornal de Jundiaí. Talvez este sítio eletrônico tenha inspirado a seção Mural, nestes anos 2000, no diário Bom Dia Jundiaí.
Aqui, entretanto, a agenda é um complemento. Seu foco é a visão de um centro histórico com limites naturais, que possa ajudar Jundiaí e sua região nas áreas cultural, histórica, ecológica, rural, industrial, popular. Porque qualquer sonho precisa ser coletivo.